Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

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terça-feira, 31 de maio de 2016

A Celtejo continua a poluir impunemente?

Era este o aspeto das águas do Tejo, sábado, 28 de maio, pelas 07h30, junto dos tubos da Celtejo. Informação e foto de Arlindo Consolado Marques.
  • O projeto do Azores Aquarium, em Ponta Delgada, está a provocar uma onda de protestos. A localização, a volumetria, a falta de originalidade e a insustentabilidade ambiental e económica são alguns dos argumentos invocados pelos autores de uma petição contra o dito que sublinham ser este um embuste em relação à Natureza e, mais uma vez, uma iniciativa privada mas com dinheiros públicos. Exige-se, por isso, a realização de um estudo do impacto ambiental, um estudo de viabilidade económica realizado por uma entidade independente, e de pareceres dos departamentos competentes do Governo Regional, da Autoridade Marítima, da Universidade dos Açores e das associações ambientais, e ainda um amplo debate público. 
  • Saint-Jean, perto de Toulouse, foi a primeira cidade a proibir o uso de pesticidas dentro de um raio de 50 metros de casas. A medida foi o culminar de uma longa campanha baseada em estudos que comprovaram a ocorrência de muitos mais casos de cancros em zonas vinícolas onde são aplicados químicos poderosos. E, uma vez que se confirmou a presença de vestígios de pesticidas em 9 dos 10 rios e ribeiras de França, a proibição de aplicação de pesticidas foi alargada às valetas que conduzem as águas pluviais. The Telegraph.
  • Hillary Clinton, enquanto secretária de Estado da administração Obama, tudo fez para exportar a tecnologia da fraturação hidráulica. O facto de, recentemente e como candidata democrata às eleições presidenciais, tentar colar-se ao movimento anti fraturação, poderá trazer-lhe impactos políticos inesperados. Alternet.
  • A Lloyd, uma das maiores companhias de seguros do mundo, aconselha o governo dos EUA a suspender os subsídios de seguros para a construção de casas em vales de cheias e em zonas costeiras expostas aos crescentes riscos das alterações climáticas. Climate Home.
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Mão pesada

Um construtor de Shepton Beauchamp, Somerset, foi condenado a pagar multa de 2500 libras e a cumprir 150 horas de trabalho comunitário por transporte, despejo e queima ilegal de resíduos. GovUK.
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Bico calado

 Imagem apanhada aqui.
  • O Reino Unido é o país mais corrupto do mundo, garante Robert Saviano, jornalista perito em crimes da máfia italiana citado pelo insuspeito britânico The Independent. «Não é a burocracia, não é a polícia, não é a política. O que é corrupto é o capital financeiro. 90% dos donos do capital em Londres têm as suas sedes em offshores. Jersey e as Cayman são os portões de aceso ao capital criminoso na Europa e o Reino Unido é o país que permite isso», sublinhou.
  • A Bridgewater, a gigante de fundos de investimento, garantiu 22 milhões de dólares de apoio financeiro do governo do Connecticut. Tudo para evitar a sua deslocalização para o estado de New York. A GE já saíra do Connecticut para o Massachusetts devido à subida dos impostos. FT.
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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Reino Unido é o segundo país com mais zonas balneares de má qualidade

Couto de Esteves
  • O Reino Unido tem a segunda maior percentagem de zonas balneares classificadas como «má qualidade» na União Europeia, diz a Agência Europeia do Ambiente. EDIE.
  • Todas as referências à Austrália foram retirados da versão final de um relatório da Unesco sobre alterações climáticas e sítios de património mundial após o governo australiano manifestar a sua oposição, alegando eventuais impactos sobre o turismo. The Guardian.
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Reflexão - «Veículos todo-o-terreno abrem ferida atrás de ferida na costa alentejana»

Couto de Esteves

«Aquele que é hoje o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) começou por se chamar área de paisagem protegida, um título que hoje não passa de uma memória estraçalhada pelas feridas entretanto infligidas neste litoral. As dunas, uma das suas imagens de marca, são devassadas, abrindo-se no seu flanco múltiplos trilhos que as põem em risco. Como em risco estão os charcos temporários, abrigo de várias espécies ameaçadas, e que estão indefesos perante as investidas dos visitantes.
A zona dos Aivados no concelho de Odemira, em pleno PNSACV, foi o local escolhido pela organização do 12º Festival Terras sem Sombras para realizar, no início do mês, uma das suas acções de sensibilização sobre a importância da biodiversidade, focalizada na importância da preservação dos charcos temporários. José António Falcão, director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHADB), entidade organizadora do festival, descreveu um cenário preocupante: “Vimos quase uma dezena de trilhos lado a lado abertos por moto-quatro, motas e jipes, numa área de grande sensibilidade ambiental”.
Ao longo de percurso que realizaram, numa distância de seis quilómetros, os sinais de “vandalismo assumido” eram patentes até na destruição das placas que assinalavam os percursos permitidos. Assim como nas atitudes de turistas que circulavam em moto-quatro “em cima das dunas, numa acção muito agressiva”, descreve António Falcão. As auto-caravanas em zonas protegidas foi outras das incongruências assinaladas, a par de trilhos abertos pela força dos veículos todo-o-terreno e que em muitos pontos atravessam os valiosos charcos temporários.
Manuel João Pinto, biólogo na Faculdade de Ciências de Lisboa e que já há 25 anos que estuda a zona dos Aivados, confirmou ao PÚBLICO a devassa que ali ocorre. “Há cada vez mais trilhos em zonas protegidas”, facto que está a conduzir a um grave problema que é comum a todo o Alentejo: “A aramagem sistemática das propriedades, alegando-se razões de segurança”, diz o especialista, alertando para as consequências resultantes da vedação das propriedades, que acabam por se transformar em “impedimento à circulação da fauna terrestre”, afectando desta forma a manutenção da biodiversidade.
Referindo-se à destruição de charcos temporários, João Pinto lembra que, nos anos 90, fez um levantamento deste tipo de zonas húmidas e foram contabilizados mais de uma centena. Dezenas deles “desapareceram entretanto”, sobretudo na zona sul do parque natural onde está instalado o perímetro de rega do Mira. Na zona norte, que engloba os Aivados, “também despareceram” alguns, mas em menor escala.
A drenagem dos terrenos onde se localizam as zonas húmidas “já existia em 1958 mas não tinham as características que têm hoje”, salienta o biólogo, destacando a abertura de “valas de drenagem tão fundas quanto o possível”, que por vezes chegam até à rocha ou à camada argilosa e endurecida que fica por debaixo dos charcos temporários, para retirar a água.
O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) “está desprovido de meios ” técnicos e de pessoal, para fazer a vigilância de um território com 85 mil hectares de área e que abrange os concelhos de Sines, Odemira, Alzejur, Vila do Bispo e Monchique, assinala a bióloga Ana Paula Canha que juntamente com Carla Pinto Cruz elaboraram um Plano de Gestão de Charcos Temporários.
Ana Paula realça a existência de “plantas endémicas - algumas delas muito raras e que só existem na Península Ibérica - e que se encontram ao lado dos trilhos” utilizados por quem conduz as moto-quatro. “Corremos o risco de perder o resto dos charcos”, admite a bióloga que é professora na escola secundária de Odemira, frisando que estas zonas húmidas “têm espécies únicas”, tanto vegetais como animais.
Na agricultura tradicional, que foi desaparecendo do interior do parque natural, “o charco era sempre zona natural e um dos sítios mais ricos de anfíbios de Portugal e um mosaico único de biodiversidade”, que agora corre o risco de se perder, conclui a bióloga, frisando que neste momento se luta para salvaguardar “os que ainda existem”.
“O quadro descrito resulta em grande medida do significativo aumento da procura dos espaços naturais costeiros, e muito em particular das áreas do PNSACV, o que tem como resultado situações de conflito, nomeadamente por circulação e estacionamento de viaturas em áreas interditas”, reconhece, ao PÚBLICO, Valentina Calixto, directora do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Algarve.
A “fragilidade dos ecossistemas dunares” é posta em causa pela circulação de viaturas todo-o-terreno já que “resulta numa destruição da vegetação e em alterações das características topomorfológicas que se mantêm visíveis ao longo do tempo, frequentemente durante anos”, confirma Valentina Calixto.
Apesar de toda a sensibilização que as várias entidades públicas com responsabilidades na gestão do parque natural têm vindo a realizar, “continua a verificar-se a ocorrência de situações irregulares, muitas das quais alvo de autos de notícia”, acentua a directora, destacando os investimentos já realizados ou em projecto no ordenamento das acessibilidades à linha de costa, nomeadamente na instalação de parques de estacionamento.
Referindo-se à escassez de meios humanos para exercer a fiscalização do território afecto ao parque natural, salienta que os serviços “têm exercido a suas competências ao longo dos anos com constrangimentos, o que tem fragilizado a obtenção dos resultados desejados”. No PNSACV encontram-se “em permanência” seis vigilantes da natureza, precisa Valentina Calixto.»

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Bico calado

Manuela Ferreira Leite: a arte de mudar de opinião, num ano, em relação ao ensino público.
  • «(…) “A pressão é enorme”, assegura M., encarregada de educação de um aluno do 8º ano do Colégio Conciliar de Maria Imaculada (CCMI), em Leiria, em alusão aos mais de 20 emails de mobilização para as diferentes iniciativas de contestação contra o Ministério da Educação. “Estão desesperados, porque têm noção de que há pais que não vão ter capacidade de pagar para manter os filhos no colégio”, justifica. Favorável ao corte do financiamento dos privados quando existe oferta nas escolas públicas, M. considera que tanto os alunos como os pais estão a ser “manipulados”. No primeiro caso, quando lhes deram indicações para copiar um texto do quadro, para enviar ao primeiro-ministro e ao Presidente da República, em vez de lhes ter sido pedido para escreverem sobre o colégio de uma “forma livre”. No caso dos encarregados de educação, quando foram convocados para uma reunião na altura em que foi constituído o Núcleo de Acção do CCMI para lhes comunicar o que tinham decidido, e não para lhes pedir opinião. (…) Paulo José Costa, psicólogo, defende que as crianças devem ser informadas sobre o que se está a passar, mas manifesta algumas dúvidas se a sua participação em acções de protesto é legítima. “Podiam envolver-se as crianças, mas não de uma forma tão sensacionalista e a um nível tão massivo, pois isso pode afectar o seu bem-estar emocional”, alerta. “Os próprios pais usam a inocência das crianças movidos por interesses pessoais, apelando às emoções em detrimento de outros factores, o que pode ser perverso.” Jornal de Leiria.
  • «(…) quando um Presidente quer tornar pública uma posição, não manda dizer por um comunicado de algum grupo que tenha recebido. Quem visita o Presidente não se torna por isso seu porta-voz, por maior que seja o desvanecimento provocado pela visão das tapeçarias do Almada Negreiros no salão de espera. O Presidente fala por si, ponto, e quem sai de uma audiência em Belém só tem direito de exprimir a sua própria opinião e nunca a do Presidente, ponto. Admitir que o Presidente manda dizer por outros o que acha e que, a páginas tantas da audiência, se viraria para o visitante e lhe diria, “oh xotor, pegue aí na caneta e tome nota das frases que lhe vou ditar para o seu comunicado”, ou é zombaria ou é estupidez. O dito Movimento usou e abusou de ambas as qualidades. O problema posterior foi que, tendo alguém em Belém notado a indelicadeza, transmitiu o recado aos mesmos meios de comunicação social que tinham destacado o comunicado, explicando que o Presidente nada tinha que ver com o tal escrito. Ora, perguntado, o porta-voz do Movimento veio reafirmar tudo, passando alegremente da prova da ignorância para a prova da arrogância. Que sim senhor, o Presidente tinha dito isto e aquilo, e que estava com eles, e que repetiam as suas palavras. Parece que o puxão de orelhas não foi suficiente e que a instrumentalização das hipotéticas palavras do Presidente era causa maior para o Movimento, como se não houvesse amanhã. Não sei se algum dia este Movimento voltará a ser recebido em Belém ou por qualquer instituição mas, se for, será certamente sob a condição juramentada em cartório de não repetir a façanha. Entretanto, o tal porta-voz, que parece feliz com o cometimento, conseguiu prejudicar uma via de diálogo e a relação com a instituição que esperava influenciar, forçou o Presidente a um silêncio cuidadoso, além de conseguir passar pela vergonha na praça pública e de mostrar de que massa é feita a sua causa. (…)». Francisco Louçã in Ou é muita ignorância ou é muita arrogância – Público 29mai2016.
  • « Peter Praet é um belga cuja carreira foi toda feita entre a banca e a burocracia europeia, entre o banco Fortis e o Eurogrupo e agora o BCE. Por coincidência, o Fortis foi um dos bancos mais atingido pela crise financeira de 2008, acompanhada por vários escândalos, que acabaram pela venda do banco ao BNP Paribas. Toda a história do Fortis é paradigmática do modo como a banca e o Estado reagiram à própria crise que criaram. Praet, entre outras funções, foi economista-chefe do Fortis, e depois responsável por vários grupos de supervisão bancária, mas como se vê os desastres financeiros e da supervisão não prejudicam a carreira de ninguém.» José Pacheco Pereira in Os burocratas que falam demais – Sábado 27mai2016, via Estátua de Sal.
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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Cameron retém relatório sobre impactos da fraturação hidráulica


Couto de Esteves, 24abr2016.
  • Um relatório sobre os impactos da fraturação hidráulica sobre o clima, realizado pela Climate Change Committee, pode ter sido suprimido pelo governo de David Cameron numa espécie de frete àquela indústria, sugere o Huffington Post.
  • Menos de duas semanas após despejar 340 mil litros de petróleo no Golfo do México, a Shell repetiu a dose. A sua filial San Pablo Bay Pipeline, que transporta o petróleo bruto a partir do Central Valey para a Baía de San Francisco, derramou cerca de 80 mil litros perto de San Joaquin. Há 8 meses, este mesmo sítio tinha sido vítima de outro derrame provocado pelo mesmo oleoduto. Curiosamente, os responsáveis da Shell só divulgaram este derrame 3 dias depois de ele ter ocorrido.
  • Uma série de animais mutantes foram encontrados no nordeste rural Argentina: uma cabra com duas cabeças, porcos com oito patas, um porco sem pele, bezerro com duas cabeças. Os agricultores apontam o dedo ao glifosato. A Argentina é o maior consumidor mundial deste herbicida. Tudo no insuspeito britânico Daily Mail.
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Reflexão – A Bandeira Azul é transparente?

Imagem retirada daqui.

A bandeira azul pretende ser um galardão de excelência outorgado a uma praia natural, impecavelmente limpa, com auditorias ambientais e com bons serviços para os cidadãos. Porém, estes critérios, exceto os dos serviços, estão muito aquém de se cumprir nas praias de Melilla, lamentam os Ecologistas en Acción.

Basta, dizem eles, alguns exemplos retirados do próprio programa da Bandeira Azul:
«No controlo dos parâmetros físico-químicos da água de banho sublinha-se que deve haver ausência de contaminação flutuante como plásticos, garrafas, vidros, etc». Toda a gente sabe que as praias desta zona andam, lamentavelmente, cheias de plásticos e que há tanta garrafa de cerveja que é perigoso correr na praia. Este problema é, em parte, resultado da falta de civismo de alguns moradores, que não colocam esses resíduos nos respetivos contentores. 

Em Espanha é a a Associação de Educação Ambiental e do Consumidor que controla as quatro principaisáreas do galardão: qualidade das águas balneares, informação e educação ambiental, gestão ambiental e segurança, serviços e instalações. A organização espanhola tem o patrocínio privado importante da European Recycling Platform, um sistema de gestão integrada que reúne várias empresas, como a Sony, a Apple e a Toshiba, entre outras.

Os Ambientalista en Acción denunciam a falta de rigor na atribuição das Bandeiras Azuis. Não percebem o que faz o porto de Noray ter uma Bandeira Azul. Também não percebem como pode a Hípica ter bandeira azul com tanto vidro espalhado. Os Ambientalistas en Accion concordam com Julio Barea, da Greenpeace: o objetivo das Bandeiras Azuis é comercial. «Benidorm, por exemplo, tem bandeira azul apesar de estar rodeada de edifícios que provocam muita sombra de tarde, numa praia cujos resíduos são motivo de queixa de muitos veraneantes. Melilla pode ter muitas papeleiras e lava-pés, mas as pessoas tÊm medo de andar descalças na areia.

E em Portugal, acham que a Bandeira Azul é transparente?
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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Petrolífera bloqueia presença de jornal

Salto Angel, Venezuela – a maior queda de água do mundo.
  • A Exxon rejeitou o pedido de presença de jornalista do The Guardian na sua assembleia geral anual que começou em Dallas, Texas. Argumento: falta de objetividade por parte do jornal sobre as alterações climáticas e alinhamento com ativistas anti petróleo e anti gás.
  • A Câmara dos Representantes aprovou a lei Zika Vector Control com o objetivo de ajudar a combater a eventual propagação do vírus Zika nos EUA. A oposição e os ambientalistas já denunciaram a atitude: o vírus Zika foi utilizado para permitir as zonas húmidas de serem pulverizadas com pesticidas. Think Progress.
  • Foi declarado o estado de emergência em 11 distritos da selva para combater a generalização do envenenamento da população por mercúrio provocado pela mineração ilegal de ouro. Vice.
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Mão pesada

Serra da Estrela. Foto captada aqui.

Funcionários da Green Box Recycling Kent Limited foram multados em mais de 25 mil dólares por despejo e queima ilegal de resíduos de madeira em Marlow Farm e Tanglewood. GovUK.
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Bico calado

Água Peideira – Furnas, S. Miguel, Açores. Foto de Evangelina Sousa.

«O ódio de José Rodrigues dos Santos à esquerda é já bem conhecido. Recentemente vimos como, no seu estilo apocalíptico, dramatizou a notícia de que a dívida pública estava próxima dos 130% do PIB. O motivo é claro: quer atacar a solução actual de um Governo PS apoiado pela esquerda. A mesma notícia nos tempos do governo das Direitas não mereceu esse escândalo. Uma vergonha para o jornalismo português. Outro episódio que ilustra bem o estilo faccioso, apocalíptico e manipulador de José Rodrigues dos Santos (JRS) foram as vergonhosas reportagens nas vésperas das eleições gregas de Janeiro de 2015, quando já se previa a vitória do Syriza. Há décadas que não se ouvia na TV tanta ênfase e tanta repetição da expressão “extrema-esquerda”. O aprendiz de feiticeiro JRS subiu agora um degrau académico na manipulação, chegou à história das ideias políticas. Em entrevista ao "Diário de Notícias", diz que os seus livros “'As Flores de Lótus' e 'O Pavilhão Púrpura' mostram realidades” e que “o facto de que o fascismo é um movimento que tem origem marxista, por exemplo, é uma das demonstrações feitas nesta saga”. A ficção de JRS demonstra! Que bela ciência política! Na entrevista ao jornal "i" insiste nessa ideia e vai mais além: “Uma das coisas que hoje não se sabe, mas que é verdadeiro, é que o fascismo é um movimento de origem marxista”, “pouquíssima gente sabe isto”, sublinha. E depois, arrogando-se de exímio conhecedor da história das ideias políticas, decreta que o fascismo, “em certos aspectos, é mais ortodoxamente marxista do que o comunismo”. Onde acaba a manipulação e começa a ignorância de José Rodrigues dos Santos é um segredo da "Fórmula de Deus". O mais relevante nesta história é que a vítima principal deste discurso de ódio é a cultura democrática.» Bruno de Góis in José Rodrigues dos Santos é manipulador ou ignorante?Público 24mai2016.
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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Monsanto rejeita oferta da Bayer

Manhouce, Foto de Carlos Poças, 23mai2016.
  • Em Oklahoma há proprietários que andam a registar o espaço aéreo sobre os seus terrenos com o objetivo de impedir a instalação de eólicas. The Oklahoman. Muito espertos. O registo de propriedade dos seus terrenos não impede a indústria da fraturação hidráulica de os invadir para extrair gás e petróleo.
  • A gigante de sementes transgénicas e de herbicidas Monsanto rejeitou a oferta de 62 biliões de dólares avançada pela Bayer para a comprar. Os administradores querem mais. Até porque em dezembro passado, a Dow Chemical e a DuPont juntaram-se por 130 biliões, e, em fevereiro, a ChemChina comprou a Syngenta por 43 biliões. HP.
  • Há canais em Phnom Penh, no Camboja, totalmente entupidos por resíduos plásticos. The Guardian.
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Mão pesada

Gerês. Imagem captada aqui.
  • O Comando-local da Polícia Marítima de Peniche desenvolveu, no passado dia 20 de maio, durante a tarde, uma ação de fiscalização no espelho de água da Lagoa de Óbidos, com o objetivo de combater a prática de pesca ilegal, assim como utilização de artes ilegais. A operação resultou na identificação e autuação de dois indivíduos que se dedicavam à pesca de choco, a bordo de embarcação de recreio, utilizando para o efeito, canas de pesca com toneiras acopladas, prática proibida por lei. Foram apreendidas quatro canas de pesca e 6,5 kg de pescado que, por se encontrar vivo, foi devolvido às águas da Lagoa. No decorrer da ação, foram ainda detetadas, recolhidas e aprendidas artes caladas, identificadas como covos, cuja utilização é proibida na lagoa, uma teia com 30 nassas de malhagem ilegal e artefactos de fabrico artesanal, que se destinavam a serem utilizados como viveiros, contendo no seu interior 10 kg de enguias que, por se encontrarem vivas, foram também devolvidas ao seu habitat. AMN.
  • Os organizadores do festival de Glastonbury foram multados em 31 mil libras por responsabilidades na contaminação do rio Whitelake com esgotos não tratados. GovUK.
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Bico calado

Escultura de Liu Qiang.
  • «Penso que é altura de fazer um favor ao “Dr. João Alvarenga” e não despejar mais dinheiro nos seus campos de golfe e de ténis. Talvez voltar ao básico: ter escolas públicas decentes, inteiras e com professores motivados. Discutir como a podemos melhorar - e há muito para melhorar. Resolver os problemas das escolas que são de todos e para todos e deixar os doutores alvarengas deste país tratarem, com o seu dinheiro, dos seus negócios. Se João Alvarenga está preocupado com a liberdade de escolha, talvez se reduzir o luxo desnecessário dê para, como se fazem em algumas escolas, garantir bolsas de estudo com ensino gratuito para alunos mais pobres. Isso sim, era de valor.» Daniel Oliveira in FB.
  • A indústria farmacêutica continua a ser a principal investidora no mercado de publicidade televisiva. CM.
  • «Vem isto tudo ainda a propósito do polémico segmento do telejornal de há umas semanas onde José Rodrigues dos Santos explica, à sua maneira, como evoluiu a dívida pública portuguesa. É evidente que se trata de uma explicação enviesada, que selecciona certos dados e escamoteia outros, que possui como subtexto a ideia de que a dívida é da responsabilidade exclusiva dos governos do PS. Esse subtexto recorre a dados verdadeiros mas é desonesto porque escamoteia tudo o que não valida a tese do pivot e, por isso, o segmento inscreve-se no que se chama “propaganda”, algo de que os jornalistas se devem abster, mas é curioso verificar que as críticas feitas a JRS foram classificadas pelo próprio e por outros campeões da objectividade como “censura”. Porque é que isso é curioso? Porque essa reacção prova que o segmento de JRS não foi uma falha inconsciente, que o próprio estaria disponível para corrigir, mas um gesto intencional, um enviesamento deliberado. (…) Sectarismo nos temas escolhidos, nos testemunhos que recolhem, nas opiniões que valorizam, nos comentários que solicitam. Um sectarismo que se caracteriza pela defesa geralmente subtil, às vezes nem isso, das posições mais reaccionárias e mais próximas dos poderes fácticos mais poderosos. O segmento de JRS sobre a dívida não é mais nem menos sectário do que todos os outros feitos pelo próprio e, por isso, não merece maior escândalo. O que merece indignação é que a RTP continue a não conseguir praticar um jornalismo respeitável e independente. (…) Há bom jornalismo na RTP, mas ele aparece sempre nos interstícios de um discurso que não foge da narrativa hegemónica da direita neoliberal, dos terrores dos “mercados” aos ralhetes de Bruxelas, da respeitabilidade da banca aos riscos em que uma política de esquerda nos coloca. José Rodrigues dos Santos diz, em resposta às supostas pressões, e bem, que o jornalismo deve ser independente do Governo. Eu também acho. Teria gostado que ele próprio o tivesse sido no governo anterior e gostaria que o fosse agora. Mas duvido que saiba como isso se faz.» José Vitor Malheiros in Da vergonha alheia que se sente ao ver telejornaisPúblico 24mai2016.
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terça-feira, 24 de maio de 2016

Sindicatos europeus exigem precaução em relação ao glifosato


Algures em Couto de Esteves.
  • O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente, acaba de disponibilizar uma nova aplicação para telefones móveis dos Parques Naturais dos Açores. A nova aplicação promove a exploração dos Parques Naturais dos Açores, disponibilizando informação variada sobre o Parque Natural de cada uma das ilhas do arquipélago, permitindo que o visitante pesquise todas as valências que cada um tem para oferecer. NA.
  • Atividades como a pesca e os banhos deviam ser proibidas no rio Ave, sugere o BE. Tudo porque foram identificadas quatro estirpes de bactérias isoladas na água do rio Ave, todas 'Escherichia coli', com grande capacidade de resistência aos antibióticos, incluindo aqueles que se usam exclusivamente nos hospitais para tratamento de infeções graves (carbapenemos). DN.
  • As federações sindicais europeias exigem que a União europeia assuma uma atitude de precaução em relação ao uso do glifosato, o herbicida mais popular do mundo. Embora tenha sido considerado potencialmente cancerígeno para os humanos pela Organização Mundial de Saúde, ainda é usado nos campos e em sítios públicos. Sustainable Pulse.
  • Em Dublin, o número de utilizadores de bicicleta atingiu o máximo em 20 anos: 11 mil por dia. The Irish Times.
  • A floresta de Woodburn, em Co Antrim, Irlanda, tornou-se palco de lutas contra geólogos que exploram petróleo e moradores preocupados com a poluição e a contaminação da água. The Irish Times.
  • A Tailândia é um dos países onde é mais perigoso denunciar abusos cometidos por interesses ligados ao carvão, ao abate ilegal de floresta e ao despejo de resíduos perigosos. Cerca de 60 pessoas foram abatidas nos últimos 20 anos por isso. Agora, o fotógrafo Luke Duggleby  exibiuem Geneve 37 fotos dessas vítimas, todas elas tiradas nos sítios onde foram assassinadas. NYTimes.
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Reflexão - quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, os três textos mais populares dos últimos oito dias foram, segundo a Google Analytics:


Durante o mesmo período, as visitas vieram dos seguintes países, por ordem decrescente: Portugal, Brasil, EUA, França, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Austrália e Canadá.

Ainda durante este período, a proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa foi a seguinte: Espinho, Lisboa, Porto, São Paulo, Coimbra, Matosinhos, Gaia, Amadora, Ponta Delgada.

Obrigado pela preferência. Voltem sempre!
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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Barcelona devolve ruas aos moradores


Imagem captada aqui.
  • O Comando-local da Polícia Marítima de Caminha colaborou em mais uma ação de repovoamento de 3600 salmonídeos, no Troço Internacional do Rio Minho, promovida pela Comissão Permanente Internacional do Rio Minho. AMN.
  • Barcelona vai avançar com um plano radical para devolver as suas ruas aos moradores. Os objetivos são reduzir a poluição do ar e sonora, e promover a coesão social tornando as ruas locais de encontro privilegiado entre gerações. O orçamento é de 10 milhões de euros. The Guardian.
  • O município de Hounslow, em Londres, vai instalar 6 mil painéis solares no telhado do Western International Market. Os painéis vão produzir 1,73 MW e serão apoiados por 4 baterias de lítio de 60kW que armazenarão a energia excedente. The Guardian.
  • O Prospect Park, em New York, está a usar cabras em vez de herbicidas para controlar as chamadas ervas daninhas. The Guardian.
  • O Punjab, no norte da Índia, inaugurou a maior central solar mundial instalada em telhados. Os seus 11.5 MW vão fornecer energia a 8 mil casas. Mashable.
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Reflexão – O perigo da amêijoa contaminada que continua a ser apanhada no Tejo

Imagem apanhada aqui.

A praia da vila do Samouco, concelho de Alcochete, no distrito de Setúbal, é palco privilegiado da apanha amêijoa-japonesa. A atividade está interdita no Tejo devido à presença de fitoplâncton produtor de toxinas marinhas, detetadas por análises realizadas pelo Instituto Português do Mar e Atmosfera. As multas variam entre os 600 e os 3400 euros, dependendo acima de tudo da reincidência no crime.

«São centenas de pessoas que diariamente se dedicam à apanha ilegal de amêijoa no estuário do Tejo. Assim que saem do rio quando a maré começa a encher, têm à sua espera receptadores igualmente ilegais que vão enchendo carrinhas depois de pesarem os bivalves em balanças comerciais pagando valores irrisórios por quilo (entre 8 cêntimos e 5 euros). Depois vendem-no em Espanha e Portugal pelo dobro do valor pago aos mariscadores (de 8 a 12 euros) (…) Segundo a GNR, é raro o dia em que os militares não façam apreensões de amêijoa e de instrumentos de apanha e identifique mariscadores e intermediários ilegais, mas estes acabam sempre por voltar quando a maré baixa, faça chuva ou sol, porque o negócio, (…)  é para muitos uma mina de ouro. Nos primeiros quatro meses deste ano, a GNR já apreendeu 58 toneladas de amêijoa-japonesa um pouco por todo o país. Estimam que cerca de 90% seja retirada do estuário do Tejo.»

Muitos se queixam deste verdadeiro «cancro», acusando as centenas de mariscadores de abandonarem lixo por todo o lado e de não respeitarem ninguém. «(…) saem da água e despem-se com toda a gente a ver, exibindo a nudez.» No lixo até aparecem «fraldas usadas pelos mariscadores para se manterem mais tempo no mar».

Autarcas locais consideram esta atividade «uma ameaça para o ambiente, para a saúde pública e uma economia paralela que ninguém controla». 

«Muita desta amêijoa entra num mercado de candonga, com vendas às escondidas nas ruas ou para vendas em alguns restaurantes. Esses restaurantes misturam esta amêijoa com a amêijoa legal, ensacada, depurada e com selo de garantia».

«Várias pessoas ficaram gravemente doentes (…) contaminadas com toxinas que causam gastroenterites graves e, em alguns casos, com materiais pesados, que podem causar cancro».

Luciano Alvarez in Um negócio ilegal feito às claras por gente que não gosta de fotografias - Público 15mai2016.
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Mão pesada


  • O Comando-local da Polícia Marítima de Lisboa desenvolveu uma operação policial marítima no rio Tejo, dirigida à pesca ilegal da corvina, que resultou na apreensão de três embarcações, uma rede e 20 Kg daquela espécie piscícola. AMN.
  • A construtora Miller Homes Ltd, de Edimburgo, foi multada em 102 mil libras por despejo ilegal de água com lamas numa linha de água em Lindley Park. GovUK.
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Bico calado

Imagem apanhada aqui.

«Para a nossa direita liberal as empresas privadas vão à falência, porque deixam de ter clientes, e é bem feito, é o mercado a funcionar. Já escolas privadas irem à falência porque o Estado vai deixar de ir lá gastar é um ai valha-nos o Cristo que é uma infâmia! Posto isto, exijo subsídio estatal porque quero tomar banho de imersão em água Castelo. Quero poder optar pelo privado na esfrega das partes privadas. Quero ser um cidadão com direitos especiais apenas porque não me sinto satisfeito com a água do serviço público à minha disposição; para mim tem pouco gás e a outra é melhor. Paguem, se faz favor. A ideia do PSD/CDS é pagar duas vezes a educação dos miúdos: investimos na escola pública e depois ainda pagamos a outra para esvaziar a que pagámos.» João Quadros in Minha rica escolaJNegócios 13mai2016.
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quinta-feira, 19 de maio de 2016

PSD, CDS e PCP chumbam iniciativa do BE sobre glifosato em meio urbano



  • Os grupos parlamentares do PCP, do CDS-PP e do PSD chumbaram o projeto de lei do BE que proibia o uso do glifosato em espaços urbanos, enquanto PS, PEV e PAN votaram favoravelmente ao lado dos bloquistas. «Entretanto, o PCP apresentou também um projeto de resolução recomendando ao Governo medidas para controlar os fitofármacos e sua aplicação sustentável, nomeadamente através da criação de uma comissão multidisciplinar para acompanhar esta área». RTP. «Nas Assembleias Legislativas Regionais dos Açores e da Madeira, o PCP apresentou propostas para a proibição total do glifosato. Em várias Assembleias Municipais, incluindo Lisboa e Almada, o PCP tem votado pela proibição do glifosato em espaço público. A Câmara Municipal de Évora, presidida pelo PCP, anunciou que já deixou de usar glifosato. Ou seja, o PCP não chumbou o projeto-lei porque a ideia era má. A proposta era má porque vinha do Bloco. É caso para dizer que o sectarismo faz mal à saúde», atacou Nelson Peralta, do BE. Lamentável. Ainda fui tentado a pensar que teria sido por influência do último relatório apressado publicado pela ONU sobre a possibilidade de o glifosato não ser potencialmente cancerígeno. Mas não, aquilo tudo terá sido para salvaguardar a apresentação e o debate de uma proposta de formação de mais uma comissão que vai polir cadeiras e derreter tempo e dinheiro enquanto milhares de quilolitros de glifosato se infiltram nos terrenos e contaminam as águas subterrâneas, as tais de que nos abastecemos e que depois saem na nossa urina, como aliás revelaram as análises à dita dos 48 eurodeputados. O PCP corre o riso de ser apontado como responsável da perda de uma oportunidade histórica de, rejeitando a proibição do uso do glifosato, não ter contribuído para a melhoria da saúde dos portugueses. Entretanto, a Direita goza e aplaude a desunião das Esquerdas e a Monsanto e adjacentes esfregam as mãos ao som de dinheiro a tilintar. Dinheiro que será tão útil para alimentar lóbis que, pressionando eurodeputados, conseguem a perpetuação de situações nada salutares.
  • O consórcio Repsol/Partex vai avançar em outubro com a exploração de gás natural no Algarve, segundo o presidente executivo da Partex, António Costa Silva. O poço será entre 40 e 50 Km da costa de Faro. DV. A Algarve Surf & Marine Activities Association (ASMAA) tem liderado os protestos contra a exploração de gás e petróleo no Algarve.
  • A nova Estação de Biodiversidade da Ribeira de Quarteira, localizada em Paderne, Albufeira, vai ser inaugurada na próxima segunda-feira, anunciou a autarquia. A estação estende-se ao longo de um percurso pedestre de dois quilómetros, sinalizado através de um conjunto de painéis com informação detalhada sobre a diversidade biológica do local.  DO.
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Bancos aconselhados a não apoiarem projetos carboníferos

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  • Os 4 principais bancos australianos foram aconselhados a não fornecer empréstimos para investimentos em projetos ligados ao carvão. The Guardian.
  • Ambientalistas, canoístas, aldeões e políticos apelaram ao governo da Albânia a suspensão da construção de barragens para não destruir o Vjosa, um dos últimos rios selvagens da Europa. Reuters.
  • O executivo camarário de Portland, no Oregon, juntou-se a outras 6 cidades da costa oeste norte-americana, num processo judicial contra a Monsanto, acusando-a de ter contaminado o rio Willamette com PCBs, compostos utilizados no fabrico de tintas, óleos de arrefecimento que foram proibidos em 1979 por serem potencialmente cancerígenos. High Country News.
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Mão pesada

A Plains All American Pipeline pode ser multada em 2,8 milhões de dólares por responsabilidades no derrame de petróleo na costa de Santa Barbara, Califórnia, que provocou o encerramento de duas praias e de aquiculturas e a morte de muitos animais marinhos. Think Progress.
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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Mexia: EDP tem pouca capacidade para gerir caudais do Tejo

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  • O Festival Marés Vivas vai regressa à Praia do Cabedelo. O executivo camarário de Gaia alega que, por causa da providência cautelar interposta pela Quercus, a preparação do evento no novo local ficou demasiado atrasada, pelo que que irá imputar os prejuízos resultantes a «todos aqueles que torpedearam» o evento. Público. Pormenores do imbróglio aqui.
  • O presidente do conselho de administração da EDP, António Mexia, afirmou no parlamento português que a empresa tem uma gestão «muito limitada» nos caudais do rio Tejo e que pouco poderá fazer para minimizar os impactos ecológicos. Lusa/Mediotejo. Claro, a empresa parece só ter capacidade para providenciar remunerações milionárias a certos diretores e executivos.


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Presidente de câmara esconde impactos negativos da poluição do ar em escolas de zonas pobres

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  • O autor de um relatório sobre os altos índices de poluição que, em Londres, afetam desproporcionalmente as escolas mais necessitadas garante que o executivo camarário de Boris Johnson reteve os resultados negativos do estudo, apenas divulgando os positivos. The Guardian.
  • A revista alemã Spiegel Online diz ter tido acesso a planos da Comissão Europeia para promover a indústria nuclear até 2030, todos contrários à política alemã nesse setor e que é a da progressiva desativação dos seus reatores até 2022. DW.
  • Dezenas de manifestantes protestaram junto das instalações da Florida Power & Light, por causa de fugas radioativas verificadas na central nuclear de Turkey Point. Os ânimos exaltaram-se quando os consumidores souberam que teriam de desembolsar 50 milhões de dólares apenas para a limpeza e descontaminação provocada pela fuga. Os ambientalistas estão preocupados com a eventual contaminação do aquífero de Biscayne. CBS Miami.
  • As autoridades chilenas estão investigando a indústria da aquacultura de salmão na sequência de uma maré de algas transportando neurotoxinas ao longo centenas de milhas ao longo da costa da Patagónia, o que provocou protestos dos pescadores e o estado de emergência. Os cientistas atribuem essa maré à subida das temperaturas das águas do mar, ao despejo de salmão podre no alto mar e à enorme quantidade de fezes produzidas na aquacultura concentrada. The Guardian.
  • John Church, um eminente cientista climático, foi despedido por telefone da Commonwealth Science and Industrial Research Organisation (CSIRO) enquanto levava a cabo pesquisas algures entre a Nova Zelândia e a Antártica. Os protestos não se fizeram esperar: cerca de 3 mil pessoas subscreveram uma carta a condenar a decisão e Al Gore sugeriu a revisão da atitude tomada. The Sydney Morning Herald.
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Reflexão: O glifosato é ou não potencialmente cancerígeno? Onde se escondem os conflitos de interesses e como se disfarça o cinismo?

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Lembram-se de a Organização Mundial de Saúde ter concluído que o glifosato era potencialmente cancerígeno para os humanos? Também se lembram da recente conclusão da mesma OMS de que o glifosato não era potencialmente cancerígeno para os humanos? Pois bem, descobriu-se que no painel que garantiu que o glifosato não era potencialmente cancerígeno havia conflitos de interesses. O JMPR, o instituto co-dirigido pelo presidente da reunião conjunta da ONU sobre resíduos de pesticidas, recebeu milhões da Monsanto, que, como há muito se sabe, utiliza o glifosato como substância ativa do seu popular herbicida Roundup.

«O professor Alan Boobis, que presidiu à reunião conjunta FAO/OMS da ONU sobre o glifosato, também é vice-presidente do Instituto Internacional de Ciências da Vida (ILSI) Europa. O co-presidente destas sessões foi o professor Angelo Moretto, membro do conselho de administração do Health and Environmental Services Institute da ILSI, e do grupo Risk21, juntamente com Boobis. Em 2012, o grupo ILSI recebeu 500 mil dólares da Monsanto e 528 mil do grupo Croplife International, que representa, entre outras, a Monsanto, a Dow, e a Syngenta.» The Guardian.

Parece que a ONU está mesmo a precisar de uma boa barrela.

Sobre esta temática, convém (reler) o que o Ambiente Ondas 3 escreveu segunda-feira, 16 de maio.
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terça-feira, 17 de maio de 2016

Recorde de produção de energia das renováveis não obra milagre de descida de preço

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Durante 4 dias e num total de 107 horas, Portugal só consumiu energia renovável. O recorde foi estabelecido entre as 6:45 de sábado, 7 de maio, e as 17:45 de quarta-feira, 11 de maio, informa a TVI24.

Portugal ultrapassou, assim, a Alemanha na produção de energia proveniente de fontes renováveis. Por volta da 1h da tarde de domingo, 8 de maio, as renováveis forneceram tanta energia que os preços permaneceram negativos por várias horas, referiu o Ambiente Ondas 3.

Há ainda um pormenor interessante a sublinhar. Os consumidores alemães ficaram a saber que a energia das renováveis foi tanta que os preços se mantiveram negativos durante umas horas. Por outro lado, os consumidores portugueses ficaram sem saber para onde terá ido tanto dinheiro porque, pelos vistos, a energia das renováveis ainda não consegue fazer baixar os preços da energia ao consumidor. Dir-se-ia que nem a proximidade do 13 de maio conseguiu igualar o «milagre» ocorrido na Alemanha.
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Ilha encerrada para não ser destruída pelo turismo de massas

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  • A França iniciou um projeto de mil quilómetros de ruas com placas solares capazes de fornecer eletricidade a 5 mil pessoas. Diario Ecologia.
  • Centenas de ativistas ocuparam temporariamente uma linha de ferro de uma mina a céu aberto que fornece lenhite à central de Schwarze Pumpe, perto de Cottbus, no leste da Alemanha. Dezenas foram presos durante o segundo dia de protestos contra o carvão. DW.
  • Um fundo norueguês está a processar a Volkswagen para tentar ser indemnizado em 850 biliões de dólares por fraude nos sistemas de controlo de emissões dos seus veículos. The Independent.
  • A Greenpeace exigiu à Universidade de Washington uma investigação ao Dr. Ray Hilborn, um professor na sua faculdade de Aquatic and Fisheries Sciences, por ele se ter recusado a revelar ter recebido 3,5 milhões de dólares, entre 2003 e 2014, por pesquisa e serviços de consultadoria da indústria de pesca. Tudo porque Hilborn é um adversário dos regulamentos rigorosos destinadas a proteger níveis sustentáveis de populações de peixes. Hilborn defendeus-e informando que também recebeu patrocínios de pequenas comunidades piscatórias do Alaska como o Sierra Club Legal Defense Fund, o Natural Resources Defense Council e o Environmental Defense Fund. WhoWhatWhy.
  • O estado do Colorado acaba de legalizar o uso de barris para recolha de água da chuva. Até agora era proibido recolher, guardar e usar água da chuva no estado do Colorado. Think Progress.
  • No início de março, a Reuters informava que os Wampis, uma tribo amazónica de Mayuriaga, no Perú, tinha feito 8 funcionários públicos reféns com o objetivo de fazer o governo tomar medidas na sequência de um derrame de petróleo que contaminara pelos menos dois rios, um deles afluente do Amazonas. Alguém conhece o desenvolvimento desta notícia? Aliás alguém pode explicar o motivo pelo qual esta notícia tem passado despercebida? 
  • O ministro do Ambiente da Coreia do Sul anunciou que vai multar a Nissan em 280 mil dólares por batota cometida no sistema de controlo de emissões do modelo Qashqai. Reuters.
  • A pequena ilha de Koh Tachai, na Tailândia, vai encerrar para que o turismo de massas não a destrua por completo. Bangkok Post.
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segunda-feira, 16 de maio de 2016

A urina de dezenas de eurodeputados contém níveis de resíduos de glifosato 17 vezes superiores aos limites estabelecidos para a água de consumo doméstico

Vamos manter a urina livre de glifosato

Já são conhecidos os resultados dos testes a resíduos de glifosato na urina de 48 eurodeputados de 13 países - Alemanha, Bélgica, Croácia, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Reino Unido, República Checa. Independentemente da idade, do sexo, da dieta e do estilo de vida, a urina de 48 eurodeputados revelou, em média, 1,3 microgramas/litro de glifosato, 17 vezes a norma estabelecida para a água de consumo humano na Europa.
A iniciativa ocorreu após a Organização Mundial de Saúde ter divulgado, em março de 2015, a conclusão de várias investigações de que o glifosato era potencialmente cancerígeno para os humanos. Para tal, seguiu o modelo do estudo Urinale 2015, realizado no inverno de 2015-16, na Alemanha, pela Heinrich Böll Foundation. Os resultados das análises à urina de 2 mil participantes revelou concentrações de glifosato entre 5 e 42 vezes superiores aos limites dos valores de resíduos estabelecidos para a água de consumo humano na Europa.

Processo complicado

«Uma vez que a licença concedida em 2002 pela União Europeia em relação ao glifosato termina em junho de 2016, era preciso reavaliar o herbicida para decidir sobre a atribuição ou não de nova licença. Para tal, 23 empresas, organizadas na Glyphosate Task Force, apresentaram, em 2012, o pedido. Um relator fez uma avaliação de risco provisória, preenchida pela BfR, a autoridade alemã para a avaliação de risco (Bundesinstitut für Risikobewertung). Posteriormente, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (ECPA), após nova análise comparativa, publicou as conclusões em novembro de 2015: era improvável que o glifosato representasse um perigo cancerígeno para o ser humano

«Em 13 de abril de 2016, o Parlamento Europeu acabaria por conceder ao glifosato uma licença de 7 anos, em vez dos 15 anos pretendidos pela Comissão. Para além desta licença não ser vinculativa, ela apenas conseguiu proibir a aplicação do glifosato dentro ou perto de recreios, parques e jardins públicos, ficando muito aquém das conclusões da Organização Mundial de Saúde e das exigências de mais de um milhão de europeus. Não foi, por isso, de estranhar que uma série de organizações ambientalistas tenham avançado com um processo judicial contra os responsáveis pela avaliação feita ao glifosato na Europa – Monsanto, o BfR e a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA).
Perante este cenário, será altamente irresponsável querer, em 18-19 de maio prolongar a autorização do glifosato por mais 9 anos, aliás à revelia da oposição, no Parlamento Europeu, por parte da França, da Suécia, de Itália e da Holanda e menosprezando uma petição subscrita por 1,4 milhão de europeus.»

Corrupção à vista

«A ECPA funcionou, na prática como um poderoso lóbi em Bruxelas a favor da Monsanto, da Dow Chemicals, da da Dupont, Syngenta, da Bayer CropSciences, da BASF Agro e outras. Quando se soube que 4 países, - a França, a Holanda, a Itália e a Suécia -, estavam contra a renovação da licença para o glifosato, Jean-Charles Bocquet, diretor da ECPS disse: “Estamos muito preocupados por haver países que se deixaram influenciar pela pressão política do Parlamento Europeu, por ONGs e pelo princípio da precaução".

O princípio da precaução considera que mesmo que haja um risco suspeito de causar danos ao público ou ao ambiente, então, perante a ausência de consenso científico de que a ação ou a política não é prejudicial, o ônus da prova de que não é prejudicial deve recair sobre aqueles que tomam uma ação, neste caso, a Monsanto e o lóbi dos agroquímicos. Ainda é lei na UE. A ECPA admite, ao que parece, que a precaução em relação à saúde ou à segurança humana não tem qualquer valor.

Em novembro de 2015, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) acabaria por determinar que era improvável que o glifosato representasse um perigo cancerígeno para o ser humano. Tudo à revelia da Organização Mundial de Saúde, tudo ao sabor da vontade de 6 estudos patrocinados pela indústria agroquímica cujos pormenores nunca chegaram a ser tornados públicos na íntegra em revistas cientificamente independentes e sujeitas ao “peer review”.
A determinação da EFSA baseou-se num “estudo” encomendado pelo governo alemão que, viria a saber-se, não passava de uma adaptação de outro “estudo” feito pela indústria agroquímica a pedido da Glyphosate Task Force. A avaliação de risco realizada em 2014 pelo Federal Institute for Risk Assessment (Bfr) para a EFSA não só omitia dois estudos chave de toxicidade crónica em que se baseava a sua decisão porque, garantiam eles, esses estudos continham informação comercialmente confidencial, como também recomendavam a renovação da licença de uso do glifosato e o aumento em 66% da exposição diária permitida ou ingestão. 
Para compor todo este quadro de corrupção, convém saber que o Bfr alemão tinha técnicos das grandes fabricantes de pesticidas com interesses no glifosato, nomeadamente dois da BASF e um da Bayer. 
A determinação da EFSA era tão má que levou 96 cientistas a publicar, em 27 de novembro de 2015, uma carta de protesto dirigida a Vytenis Andriukaitis, comissário europeu de Saúde e Política de Consumidores apelando à nulidade da determinação uma vez que a investigação não era credível por não estar baseada em provas. A resposta de Andriukaitis foi lapidary: “Não sou capaz de satisfazer o seu pedido para simplesmente ignorar a conclusão da AESA.” 
William Engdahl conclui: «Andriukaitis mentiu. Poderia ter citado as provas de 96 cientistas para exigir uma avaliação independente do glifosato. Mais um burocrata europeu que toma decisões fundamentais para a vida humana e não se sente responsável democraticamente. Cenas destas eram frequentes na democracia sem rosto da União Soviética durante a era de Estaline. Nascido durante o estalinismo, Andriukaitis  deveria saber. Durante os anos 1940s toda a sua família foi deportada para um campo de trabalhos forçados na Sibéria onde ele nasceu em 1951 e lá viveu até aos 7 anos.»

Glifosato é veneno, alternativas são saúde

«Originalmente inventado para amolecer a água para limpar tubos, o glifosato começou a ser usado para bloquear a síntese da enzima na célula da planta e assim provocar a sua fome e posterior morte. Este princípio foi confirmado em todas as células que precisam daquela enzima para crescerem. Uma enorme população de bactérias e fungos vivem não só na nossa pele como no interior do nosso organismo. São essenciais para a saúde, por exemplo facilitando a digestão ou impedindo infeções. Por isso, o efeito antibacteriano do glifosato justifica o medo de ingestão desta toxina por ser mau para a saúde humana. Para além disso, a molécula de glifosato agarra-se fortemente a certos minerais como o magnésio, o cálcio, o zinco, o cobalto, o manganês e o ferro. Isto facilita a ligação do glifosato aos minerais de argila do solo - e faz o mesmo no corpo humano, tornando estes elementos indisponíveis ao sistema imunitário e perturbando assim a capacidade do corpo para manter uma condição de equilíbrio dentro do seu ambiente interno, mesmo quando confrontados com mudanças externas. 
O uso do glifosato não pára de aumentar em todo o mundo. Aumentou 15 vezes desde 1996, especialmente devido à sua ligação com culturas transgénicas tolerantes ao glifosato. 

O glifosato é, neste momento, a incarnação da agricultura moderna. Mas este sistema não é sustentável, porque (1) representa a monocultura e a morte da biodiversidade; (2) está intimamente ligado aos transgénicos; (3) só vê dinheiro e lucro e (4) destrói as práticas agrícolas tradicionais.
Por isso, há que alterar os atuais padrões da agricultura e práticas agrícolas. Por exemplo, generalizar a compostagem, fazer a rotação das culturas, aprender a jogar com as chamadas “ervas daninhas”. Se não fizermos isto, acabaremos por ter muito mais resíduos de glifosato na nossa urina.»

                                                      Via Greens/EFAEcoWatchNew Eastern Outlook e East to Nothwest.

ÚLTIMA HORA - Dois dias antes da votação, a Organização Mundial de Saúde veio dar o dito por não dito: o glifosato provavelmente NÃO representa risco de cancro para os humanos «da exposição através da dieta».
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domingo, 15 de maio de 2016

Quercus pede a suspensão da introdução da vespa da acácia-de-espigas

Gerês. Imagem retirada daqui.

  • A Quercus pediu a suspensão da introdução da Vespa da acácia-de-espigas - Trichilogaster acaciaelongifoliae. O objetivo da sua introdução era combater a planta invasora, acácia-de-espigas (Acacia longifolia). O problema é que a introdução de espécies exóticas é desaconselhável e pode ter resultados negativos inesperados, como já aconteceu várias vezes. A Quercus considera que, mesmo que se verifique uma redução de 85% na produção de sementes de acácia, não se justifica a introdução desta vespa, uma vez que a) Cada planta de acácia-de-espigas, mesmo que produza apenas 15% das sementes, continuará a produzir, anualmente, centenas ou milhares de sementes. Esta produção de sementes é mais que suficiente para que a acácia existente mantenha a sua área de distribuição atual e que se expanda para novas áreas; b) Existem vários milhões de pés de acácias desta espécie em Portugal, o que faz com que a quantidade de semente produzida anualmente seja na ordem dos milhares de milhões. Por outro lado, «a introdução de espécies exóticas na Natureza pode originar situações de predação ou competição com espécies autóctones, a transmissão de agentes patogénicos ou de parasitas e afetar seriamente a diversidade biológica, as atividades económicas ou a saúde pública, com prejuízos irreversíveis e de difícil contabilização.»
  • O afastamento de Dilma da presidência vai provocar o desmantelamento da legislação ambiental e dos compromissos assumidos na cimeira climática de Paris, vaticinam ambientalistas. O cenário é pessimista, prevendo-se o avanço de projetos de infraestruturas sem estudos de impactos ambientais e sociais. Climate News Network.
  • Um cidadão de Omaha processou a Universidade do Nebraska por esta ter lançado milhares de balões vermelhos no ar após a vitória da sua equipa de futebol Cornhuskers. Alegou que  os resíduos de latex libertados pelos balões colocam em perigo a vida selvagem. Reuters.
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Bico calado


  • 37,1% da riqueza de Portugal país está em offshores, o valor mais elevado da Europa, seguido da Grécia com 25,8%. Os números são de Gabriel Zucman, um dos mais reputados economistas franceses e especialista de referência em evasão fiscal. Visão 12mai2016.
  • «(…) Afirmar que se está a “impor” uma agenda é outro truque baixo. As propostas a debater são apresentadas por partidos com legitimidade eleitoral e parlamentar para o fazer num quadro democrático e, por isso, não se pode dizer que são impostas. Resultam sim do apoio apoio parlamentar, neste sistema representativo em que vivemos, que obtiverem. Na verdade, não é de admirar que o jornal que sempre serviu a direita portuguesa utilize estes truque baixos. Assim como não foi motivo de admiração que nunca tivesse classificado as políticas do governo de Passos como fraturantes. (…) Para o “Expresso”, fraturante quer, aparentemente, dizer que são coisas sagradas (para a direita portuguesa) em que não se deve mexer. Pena é que não considerem sagradas as garantias de segurança de um trabalhador no que diz respeito ao seu salário e ao seu horário de trabalho, apenas para dar dois exemplos. De futuro, quando alguém classificar o “Expresso”, ou todo o universo empresarial de Balsemão, como imprensa de referência, é melhor morder a língua duas… não, três vezes. Paulo Anjos in Imprensa de referência – Praça do Bocage.
  • «(…) No caso português, o estado arroga-se, principalmente no fisco, a utilização de processos absolutamente invasivos da privacidade, sem ninguém mexer uma palha, enquanto, como todos sabemos, não vê os offshores que lhe passam à frente. Quem tiver acesso a um portal das finanças e consulte as facturas lá registadas, pode saber tudo sobre a vida de qualquer cidadão, muito para além da luta contra a evasão fiscal. Por que razão mesmo medidas timoratas como as que foram propostas de passar factura sem identificar os produtos, mas apenas a sua categoria para efeitos fiscais (em vez do livro A ou B, a indicação de Produto categoria A), não foram aceites? (…)». José Pacheco Pereira in Ascensão e queda da privacidade - Público, 14mai2016, via A Estátua de Sal.
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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Seis cidades portugueses com má qualidade de ar

Imagem captada aqui.
  • Duas significativas populações de espécies endémicas raras dos Açores foram descobertas no decorrer de mais uma ação de colheita de sementes desenvolvida pelo Jardim Botânico do Faial. Na freguesia dos Cedros, foi descoberta uma população de cerca de 400 plantas de Myosotis maritima, popularmente designada por ‘Não-me-esqueças’, enquanto uma população de cerca de 500 espécimes Pericallis mavifolia, conhecida por 'Cabaceira', foi descoberta na zona do aterro da Fajã, na freguesia da Praia do Norte. NA.
  • Seis cidades portuguesas analisadas pela Organização Mundial de Saúde excediam em 2014 o limite fixado por esta entidade para um dos dois poluentes do ar avaliados e só um município não cumpria para ambos. Ílhavo, com 15 microgramas por metro cúbico, Albufeira (com 14), Coimbra (12), Faro, Lisboa e Vila do Conde (as três com 11), foram as cidades que ultrapassaram o limite de 10 microgramas por metro cúbico estipulado pela OMS para as partículas finas PM2.5. O relatório da OMS revela que mais de 80% dos habitantes de áreas urbanas que monitorizam a poluição do ar estão expostos a níveis de poluentes que excedem os limites fixados por esta instituição, principalmente nas cidades de mais baixo rendimento. Diário Online.
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