Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

    Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Procuradores-Gerais querem processar petrolíferas

Jovens propõem atribuição do nome de David Simango à lixeira do Hulene. Imagem recolhida aqui.

  • A Polícia e as Alfândegas de Moçambique apreenderam cerca de 80 Kg de dentes e garras de rinocerontes e de leão escondidos numa mala num voo com destino ao Quénia. O dono da mala não foi identificado. A Verdade.
  • 20 Procuradores-Gerais norte-americanos lançaram uma campanha inédita para investigar e processar as grandes petrolíferas responsáveis por enganarem investidores e consumidores acerca dos impactos do petróleo nas alterações climáticas, por manipularem dados com vista a manterem os seus imensos lucros à custa da saúde dos cidadãos. EcoWatch.
  • Um profundo estudo científico coordenado por Gail Atkinson, professor na University of Western Ontario, estabelece, pela primeira vez, a relação entre a fraturação hidráulica para extrair gás e petróleo e terramotos. EcoWatch.
  • A comunidade indígena dos U’wa encerrou o parque nacional de Cocuy, na Colômbia. A decisão foi tomada após terem visto um grupo de montanhistas jogar à bola, com grampos nas suas botas, em cima de um glaciar. Ainda por cima, filmaram o jogo e publicaram-no nas redes sociais. De nada valeu o argumento de que a ação tivera por objetivo recolher fundos para ajudar pessoas com problemas físicos. Tudo porque têm uma lista de abusos levados a cabo por parte de turistas que não hesitam, por exemplo, em defecar junto de fontes de água. Fusion.
Share:

Mão pesada

Marco Island, Florida. Foto de Garen Meguerian.
  • A D Jordan Road Brush Hire Ltd e o seu director foram multados num total de 20.270 libras por gestão ilegal de resíduos em Worster. GovUK.
  • A Terminix foi multada em 10 milhões de dólares por responsabilidades na morte de uma família por contato com brometo de metila, um pesticida proibido há mais de 30 anos. The Daily Mail.
  • A Federal Trade Commission processou a Volkswagen por publicidade enganosa feita aos seus veículos de «diesel limpo» com o objetivo de fugir aos testes oficiais de emissões. The Hill.
  • A justiça da Costa Rica condenou a 35 anos de prisão os suspeitos do assassinato, em 2013, de Jairo Mora, jovem ambientalista defensor das tartarugas. El País.
Share:

Bico calado


  • Jornalistas a soldo de secretas? Udo Ulfkotte, ex-editor do Frankfurter Allgemeine Zeitung fez isso tudo. Em setembro de 2014 manifesta arrependimento público, diz-se envergonhado e lamenta ter-se deixado subornar por serviços secretos alemães e norte-americanos para escrever e assinar o que eles queriam.
  • «(…) Garrido não dirigia só o Jornal de Negócios. Era opinion maker nas televisões e nos momentos chave lá aparecia para comentar a "actualidade económica". Comentar e dirigir. Tornou-se uma baronesa da informação e grita de forma quase desesperada - como quem luta contra o tempo - contra as redes sociais, esse perigo que agita os meios de comunicação convencionais e para o qual os jornalistas, "rigorosos, isentos e livres", nos irão proteger com a sua cápsula informativa. O que as redes põem em causa, porém (e a ex-directora do Negócios sabe-o bem), são as estruturas de poder em que pessoas como Helena Garrido aprenderam, ao longo dos anos, a (sobre)viver - um habitat que funciona com base nos contactos, nas relações com accionistas, com assessores de comunicação e com lobbies políticos e económicos. Um habitat, já agora, de chapeladas e de reverência onde os leitores estiveram sempre, mas sempre, em último plano. (…)» Os truques da imprensa portuguesa.
  • O jornalismo independente tem sido vítima de uma vaga de repressão e censura em todo o sudeste asiático: Tailândia, Hong Kong, China, Malásia, Singapura, Timor Leste, Vietname e Indonésia. Asia Serntinel.
  • «(…) A guerra do Brasil Amarelo (na realidade branco) contra o Brasil Vermelho (na realidade negro e mestiço) é uma velha disputa entre os do champanhe e os da cachaça, os do fillet mignon e os do feijão preto. (…) A corrupção de Lula ou de Dilma é uma história da carochinha para quem gosta de ouvir histórias da carochinha… Se os atuais golpistas regressarem ao poder, deixará de se falar de corrupção. O «lava jato» passa a «esquece». Os velhos corruptos, deputados e grandes empresários presos ou acusados voltarão a ter o cadastro limpo e regressará o princípio do business as usual, antes do interregno de Lula e de Dilma. Os atuais ferozes juízes retomarão as suas funções de prender pilha-galinhas, bicheiros e vendedores de cocos na praia.  A corrupção voltará a ser um segredo bem guardado. (…)» Carlos de Matos Gomes in A Viagem dos Argonautas.
  • «(…) E agora há mortos e mortos. Os nossos e os deles. Há os mortos que põem o mundo totalmente alvoraçado. E há os mortos que merecem uma notícia de roda pé, mesmo sendo irmãos em Cristo. Segundo São Paulo os homens são todos um em Cristo. Porém para este mundo cristão não é bem assim. Bruxelas é o quartel da NATO e sede da União Europeia. Lahore é uma cidade do Paquistão muçulmano e os mortos de Lahore não têm o mesmo estatuto. São mortos longínquos, ainda se fossem dos EUA ou do Canadá… Há uma espécie de “os nossos mortos” e há os deles. Se um palestiniano for morto, à queima-roupa, por um judeu é normal. Se um bombardeamento dos aliados dos EUA acertar em cheio num hospital e morrerem dezenas de afegãos é um dano colateral. A emoção e a dor não é a mesma porque eles não são “os nossos mortos“. São os deles. Há mesmo muitos cristãos que invocam Cristo para o que lhes serve, esquecendo as palavras de Paulo de Tarso. Mortos. Mortos de primeira e mortos que nem vale a pena lembrar, como os de Lahore, ou do Afeganistão ou da Palestina… Não são “nossos”. São deles.» Domingos Lopes in O chocalho.
  • Sabia que qualquer cidadão francês pode, para efeitos de dedução de 60% à sua carga fiscal, fazer doações ao exército israelita? A revelação foi feita pela insuspeita Nathalie Goulet, membro do senado francês durante o debate do orçamento de Estado para este ano. Via Dissident Voice. E, para que não restem dúvidas, aqui está a referência oficial, do Senado francês, à questão levantada pela senadora Nathalie Goulet:

Share:

quarta-feira, 30 de março de 2016

Holanda recolhe e recicla urina para fertilizar telhados verdes

Biblioteca do Campus Universitário de Delft, Holanda. Foto de Mecanoo.
  • A central fotovoltaica da Estação de Tratamento de Água, em Tavira, foi inaugurada na semana passada. A central permite reduzir os encargos energéticos associados à operação das instalações, os consumos com origem em combustíveis fósseis e, por conseguinte, as emissões de CO2 para a atmosfera. Sul Informação.
  • Recolher e reciclar urina para fertilizar os telhados verdes de Amsterdão é o novo projeto para obter fósforo, substância encontrada na urina e essencial para o crescimento das plantas. A ideia nasceu da consideração de que as reservas de fósforo no nosso planeta estão diminuindo rapidamente. GreenMe.
  • Cem organizações representando mais de 5 milhões de nigerianos, incluindo agricultores, subscreveram uma petição manifestando preocupação sobre os riscos dos cultivos transgénicos para o ambiente e para a saúde. A petição surge como resposta ao pedido da Monsanto para poder comercializar e fazer testes de milho e algodão transgénico em várias localidades. EcoWatch.
  • A indústria do carvão é mais subsidiada do que tem dito. Segundo o último relatório da Greenpeace, o governo dos EUA diz acreditar nas informações dadas pela indústria acerca da quantidade de carvão extraído, mas a indústria não anda a contar a verdade. Dados atualizados revelam que a indústria do carvão extraiu mais 70 milhões de toneladas do que as que declarou ao Estado. Isso corresponde a biliões de dólares de direitos que ficaram por pagar ao Estado. Conclusão: os contribuintes têm sido roubados. Energy Desk.
  • Recentemente, a central a carvão de Farakka, na Índia, foi obrigada a desligar as turbinas por falta de água para as arrefecer. O mesmo está a acontecer a outras centrais a carvão, como a de Raichu, ou Parli. As reservas de água estão a 27%. Energy Desk.
Share:

Reflexão – proibir o glifosato nos Açores seria imprudente


José Contente (PS) diz que não seria prudente proibir o glifosato nos Açores, porque não está estabelecida uma relação direta entre o glifosato e o cancro, e também porque não há alternativas viáveis no mercado que possam satisfazer os Agricultores Açorianos. O deputado socialista acrescentou que a proibição do glifosato colocaria «fortes restrições ao setor agrícola dos Açores, por falta de alternativas no mercado», num momento de turbulência para a agricultura. José Contente sublinhou que «não está provada uma ligação direta entre o glifosato e a carcinogénese nos seres humanos» e que a «Comissão Europeia tem em curso uma avaliação que recentemente foi prorrogada por seis meses para avaliar as alegações de que o glifosato possa ser uma substância perigosa para as pessoas.» Rádio Lumena.

José Contente não está a ser honesto. A Organização Mundial de Saúde há já bastante tempo que alertou o mundo inteiro para o FACTO (cientificamente comprovado) de que o glifosato é POTENCIALMENTE CANCERÌGENO. A OMS emitiu o alerta baseada em bases sólidas, cientificamente comprovadas por investigações a nível mundial que foram sujeitas a rigoroso «peer preview». A OMS é um organismo credível, que merece respeito. Mas parece que José Contente suspeita das intenções da OMS. Fica-lhe muito, muito mal. 
Esta atitude de José Contente sugere que o PS, o governo regional, está refém do poderoso lóbi agrícola dos Açores e que está a borrifar-se para a saúde dos açorianos. Com culturas de milho transgénico Pioneer generalizados em S. Miguel e noutras ilhas, com a aplicação massiva de adubos químicos e herbicidas tipo Roundup ou Montana, os terrenos agrícolas açorianos estão a ficar cada vez mais contaminados, e as águas costeiras também, pondo em perigo muitas espécies de peixes. José Contente parece alheio a tudo isto. E parece contente.
Share:

Mão pesada

  • A Petrobras e a sua filial Transpetro foram processadas por derrame de mais de 3,5 mil litros de óleo. Ocorrido em abril de 2013 no Terminal Marítimo Almirante Barroso, em São Sebastião, o desastre causou a morte de toneladas de peixes e mariscos e a interdição de diversas praias. A ação requer indemnização de R$ 16 milhões por danos materiais e morais coletivos devidos às cooperativas de pescadores e mariscadores da região. Exige-se ainda a tomada de uma série de medidas para a prevenção de acidentes deste tipo e a rápida atuação caso ocorram, entre elas a implementação de um centro de defesa ambiental no litoral norte, a instalação de um sistema efetivo de deteção de descargas, o treino de funcionários e o aperfeiçoamento dos protocolos de vistoria dos oleodutos. EcoDebate.
  • Os patrões do hipermercado Occidente, em Falcón, Bolívia, foram multados em Bs. 1.770.000 e detidos por despejo de milhares de quilos de carne de frango no aterro de Dabajuro. Laiguana TV.
Share:

Bico calado


  • O que acontece quando uma cabra fica pendurada em cabos de eletricidade? Aconteceu em Sykourio, Grécia. A improvisada operação de salvamento correu bem. FB.
  • «(…) Se o que pretendem se resume a verem solucionados os seus problemas pessoais e não o da Saúde da sociedade que contribuiu solidariamente para lhes pagar os cursos, quer-me cá parecer que o país não perde grande coisa se vir as suas vocações mercantis partirem para aquela emigração capaz de lhes remunerar a ambição. Ao contrário do que alegam, não temos médicos a mais. Mas mercenários sim, demasiados, em número bastante acima das nossas possibilidades.» Filipe Tourais in Os bons dias de uma cidadania muito doenteO país do Burro.
  • «(…) Em Angola, como escreveu Ondjaki, existe um país em que gente superior "que está a mandar mais do que Deus". É o país de José Eduardo dos Santos, da sua família, dos seus ministros e generais. Sob a retórica da nova economia liberalizada, esconde-se a velha corrupção de uma oligarquia milionária que se alimenta do petróleo e diamantes. As cumplicidades que têm em Portugal podem ser ouvidas no silêncio de quem elogia a influência do capital angolano na economia portuguesa mas se cala perante as sucessivas violações dos direitos humanos. O país dos 17 ativistas condenados é outro. É a Angola real, que tem a maior taxa de mortalidade infantil do Mundo e onde uma parte significativa da população vive com menos de um dólar por dia. Ao contrário do que o poder insiste em repetir, o que estes ativistas fizeram não é um atentado contra o Estado angolano; é uma homenagem à sua persistente história de luta. (…)» Mariana Mortágua in Angola: fraca com os fortes, forte com os fracosJNotícias 29mar2016.
  • «Os homens que mandam em Angola são os novos colonos. Os legitimos herdeiros da luta do MPLA pela independência e pela liberdade são os 17 jovens corajosos que cometeram o crime de pôr em causa os interesses do Presidente, dos seus generais e da sua corte. E, como os jovens idealistas que se bateram pela independência de Angola, pagaram com a cárcere o seu patriotismo. Não é cadastro, é orgulho. Eles não são vítimas, são combatentes. Angola está a mudar. Com o preço do petróleo a cair, começa a faltar o dinheiro para continuar a manter satisfeitos os anafados oportunistas que rodeiam o Presidente. Como Salazar, José Eduado dos Santos acabará por cair da cadeira, senil e patético, vivendo rodeado de medo por saber que é temido mas não amado, que compra a bajulação mas não conquista a admiração.» Danel Oliveira. FB.
Share:

terça-feira, 29 de março de 2016

Atlas das Aves Marinhas já disponível

Quilkengues, Huíla, Angola. Foto de Mário Rui Ribeiro.
  • O Ribeiro da Boa Água, em Torres Novas, foi novamente alvo de descarga poluente proveniente de uma lagoa de estágio de uma pecuária a montante da ponte da A23. Há notícias de camiões que descarregam para essa lagoa uma substância amarela com forte cheiro a enxofre. As chuvadas recentes fizeram transbordar essa lagoa de estágio, contaminando o Ribeiro da Boa Água. FB.
  • O Atlas das Aves Marinhas de Portugal representa a mais vasta compilação até hoje realizada de dados de distribuição e abundância de aves marinhas e costeiras que utilizam as águas portuguesas.
  • A Polónia autorizou o abate massivo da sua floresta de Bialowieza, alegando estar infetada por um besouro. Vários cientistas e grupos ambientalistas contestam esta decisão até porque a floresta integra o património mundial da Unesco desde 1979. Terra Daily.
  • Vestígios de glifosato, o popular herbicida da Monsanto, foram detetados em vinhos californianos, mesmo em marcas que fazem questão de rotular as suas garrafas de «vinho orgânico». A denúncia é da Moms Across America, com base em testes levados a cabo pelo Microbe Inotech Lab. Via EcoWatch.
Share:

Reflexão – Qual a diferença entre produtos agrotóxicos e produtos fitossanitários?

A representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou a substituição do termo agrotóxicos por produtos fitossanitários na lei que trata da produção rural no Brasil. 

«O objetivo é facilitar os negócios de produtos brasileiros no Mercosul, alinhando as nomenclaturas usadas pelos produtores agrícolas brasileiros e os de países vizinhos», diz uma nota divulgada pela Frente Parlamentar Agropecuária. Álvaro Dias (PV-PR), que apresentou a proposta do senador Daria Berger (PMDB-SC), alega que o termo «agrotóxico» é «utilizado de maneira ardilosa» para prejudicar a imagem do setor rural. «O simples uso da palavra agrotóxico moldurando os produtos fitossanitários, já representa uma campanha de marketing negativa para a produção rural», sublinha. Segundo o senador, a mudança do nome e a sua padronização com o que é adotado no Mercosul favorece o ambiente de negócios com o poder público. «Melhorar as condições de competição para os produtores do Brasil é de fundamental relevância», diz o parlamentar. RGR.
Share:

Bico calado

  • O que acontece quando um pássaro poisa junto de um candidato?
  • José Gomes Ferreira, o ubíquo comentador maravilha. FB.
Share:

sexta-feira, 25 de março de 2016

Guarda: Quercus propõe regulamento municipal para corte de árvores

7 lagoas ou Lajes dos Infernos. Foto: Natureza e Poesia.
  • Os terrenos adjacentes da Misericórdia de Alvorge, no concelho de Ansião, têm sido alvo de escorrências provenientes de descargas de esgoto, alertam o Grupo de Protecção de Sicó e a Junta de Freguesia local. Há, no local, um dreno, feito em 2012 pela Câmara de Ansião, que encaminha as águas residuais para um sumidouro, localizado junto a uma linha de água marcada como tal na carta militar. A provedora da Misericórdia de Alvorge já veio descartar as suspeitas e acusações, alegando que a instituição dispõe de uma ETAR compacta que faz o pré-tratamento dos esgotos. E, quando há avaria na bomba de arejamento da ETAR, a instituição chama um camião especializado para fazer a limpeza. Foi o que aconteceu precisamente no dia em que os inspetores da Administração Regional Hidrográfica visitavam o local. Jornal de Leiria.
  • Os abusos foram tantos que a Quercus propôs à câmara da Guarda regulamento municipal para o corte de árvores.
Share:

Renováveis registaram mínimos de investimentos em 2015

Les Mees, sul de França. Foto: Jean-Paul Pelissier/REUTERS.
  • A central a carvão de Longannet, em Fife, Escócia, vai encerrar após 46 anos de laboração. Em 1970, ano da sua inauguração, era a maior central energética europeia, capaz de fornecer eletricidade a 2 milhões de casas anualmente. BBC.
  • Em 2015, o volume dos investimentos nas renováveis a nível Europeu atingiu o seu nível mais baixo da década. O panorama é totalmente diferente no resto do mundo, com a China a liderar. The Guardian.
  • Sikhosiphi Bazooka Rhadebe foi abatido a tiro por pessoas disfarçadas de polícias. Rhadebe liderava a luta contra a mineração de titânio em Xolobeni, África do Sul. CER.
  • Mais de 300 ativistas climáticos invadiram a Louisiana Superdome, em New Orloeans, para protestarem contra o leilão de explorações de gás e petróleo no Golfo do México. Inside Climate News.
  • Uma plataforma de organizações ambientais processou a PacifiCorp, uma das operadores de energia norte-americanas, alegando que a empresa há anos que despeja cinzas de carvão em local impróprio a 110 milhas de Salt Lake City, Utah. Think Progress.
  • A Osram do Brasil, multinacional fabricante de lâmpadas elétricas, deverá indemnizar em R$ 20 milhões os seus funcionários e ex-funcionários diagnosticados com mercualismo, doença causada por exposição ao mercúrio metálico. A multinacional tem até abril deste ano para interromper a fabricação de lâmpadas com mercúrio metálico no Brasil, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. EcoDebate.
  • Pelo menos 19 pessoas morreram num acidente na mina de carvão de Shuozhou, China. IBTimes.
Share:

Mão pesada

A Williams Ohio Valley Midstream foi multada em 14.440 dólares por derrame de condensado de gás natural para três ribeiras no Ohio Valley. WVPublic.
Share:

quinta-feira, 24 de março de 2016

Lixo nas praias britânicas aumentou 30%

Corga de Sobroso (Rio Cabril). Foto de Álvaro Teixeira.
  • O volume de lixo lançado nas praias britânicas registou um aumento de 30% em 2015, revela um relatório da Marine Conservation Society. A organização defende a introdução de um sistema que, a troco de moedas, estimule a reciclagem. The Guardian.
  • O sistema de arrefecimento da central nuclear de Turkey Point regista uma fuga de água contaminada que ameaça a baía de Biscayne, um parque natural. Há dois anos que uma mancha se move na direção de poços de água que abastecem os habitantes de Miami e de Florida Keys. Análises feitas a essa mancha revelaram elevados níveis de sal, amónia, fósforo e trítrio. The NYTimes.
Share:

Reflexão - As gigantes químicas é que decidem o que é tóxico

Carvalhal do Chão. Imagem retirada daqui.

As gigantes químicas é que decidem o que é tóxico, não o ministério do Ambiente ou Agricultura
Excerto do livro Nation on the Take, de Wendell Potter e Nick Penniman (Bloomsbury Press, 2016 – in Alertnet.

«Em 2008, um projeto de avaliação pela EPA calculava que o arsénio era dezassete vezes mais potente do que se pensava anteriormente. Ao avaliar o impacto do arsénio nas mulheres, a agência calculava que, se cem mil mulheres consumissem o limite legal de arsénio permitido atualmente, 730 iriam contrair cancro da bexiga ou de pulmão.

Ao terem acesso ao projeto de avaliação, os produtores de pesticidas à base de arsénio que contrataram Charlie Grizzle para fazer lóbi para eles, Drexel Chemical Co. e Luxemburgo-Pamol, começaram a tomar medidas, como fizeram as empresas de mineração como a Rio Tinto, que também teriam sido afetados pelo regulamento.

Um grupo de lobistas, incluindo Grizzle, marcaram uma reunião com o representante Mike Simpson, o republicano de Idaho, que em 2015 tinha recebido um total de US $ 8.000 em doações de campanha de Grizzle.

Tudo o que custou para enviar o projeto de avaliação da EPA para a Academia Nacional de Ciências para uma revisão foi um congressista inserir um parágrafo numa lei de gastos de 221 páginas. 
Estas manobras furtivas são vulgares no Congresso. Um senador, por exemplo, pode anonimamente fazer suspender ou bloquear uma lei. Os membros da Comissão podem inserir texto escrito por lobistas diretamente num grande projeto de gastos antes de alguém poder ter tempo suficiente para analisá-lo. O próprio Chellie Pingree, democrata do Maine, lamentou ao relator do Centro para a Integridade Pública, David Heath, em junho de 2014: «Cenas destas acontecem cada vez mais vezes neste Congresso, os membros não são informados até ao último minuto. Então, coisas como esta, mudanças políticas importantes como esta, podem acontecer um pouco no escuro com muito pouca informação para o público.»

Além disso, a EPA (como a FDA) têm de cumprir elevados padrões antes que poderem proibir uma toxina. A EPA apenas proibiu cinco. Leis fracas até fizeram com que seja difícil proibir o amianto.
Houve sinais em 2015 de que as leis de segurança química poderiam ser reforçado quando a legislação para atualizar as leis pela primeira vez em trinta e nove anos mereceram o apoio bipartidário do Senado. Entre outras coisas, seriam precisos testes mais frequentes a nível federal e seria mais fácil para o governo retirar produtos das prateleiras.

Patrocinada pelo favorito da indústria David Vitter e pelo Democrata do Novo México Tom Udall, que no passado apoiara o aumento da proteção do ambiente, o projeto ainda recebeu elogios por parte de algumas organizações de defesa do ambiente, incluindo o Fundo de Defesa Ambiental, que considerou a legislação uma melhoria em relação à situação que se vivia. Durante o debate sobre esta matéria, um repórter dos jornais Hearst descobriu que o documento base provinha do American Chemistry Council.

Os gigantes químicos gastaram em 2013 e 2014 154 milhões de dólares a fazer lóbi nesta legislação e 4 milhões em contribuições para as campanhas eleitorais de vários congressistas. A ACC gastou 4 milhões em publicidade nos meia para apoiar a reeleição de Udall e outros aliados ao Congresso.»
Share:

quarta-feira, 23 de março de 2016

Comissão de Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar contra o glifosato

Rio Escalheiro (Pincães). Foto de Álvaro Teixeira.
  • A Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão denunciou às autoridades fiscalizadoras três situações de descargas ilegais de material idêntico ao da indústria de extração de bagaço no concelho, duas no concelho de Vila Velha de Ródão e uma no concelho vizinho de Nisa. DD.
  • A Comissão de Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar manifestou-se formalmente contra a reautorização do herbicida glifosato pretendida pela Comissão Europeia. «A reautorização do glifosato por mais 15 anos, tal como é proposto pela Comissão Europeia, é irresponsável e inaceitável. O glifosato é um dos herbicidas mais usados na Europa. Acaba na nossa alimentação, na nossa água, no nosso ambiente. Há muitas provas de que a substância é perigosa para a saúde humana e animal e de que tem impactos ambientais desastrosos, como por exemplo a poluição das águas de superfície e profundas», conclui Kateřina Konečná, coordenadora da Comissão.
  • A viúva de uma vítima de mesotelioma, doença incurável de pulmão associada à exposição ao amianto, ganhou processo jurídico no Reino Unido e foi indemnizada. MEN.
Share:

terça-feira, 22 de março de 2016

Japoneses descobrem bactéria que recicla plástico

Ponte Cava da Velha. Foto: Natureza e Poesia.

Investigadores da Universidade de Kyoto, no Japão, descobriram uma nova bactéria capaz de destruir plástico. A bactéria, chamada I. sakaiensis, tem duas enzimas que trabalham em conjunto: primeiro, o plástico é retirado da sua estrutura e reduzida a um ácido; depois, a segunda enzima transforma o ácido em blocos de construção básicos de plástico, o que significa que poderia literalmente ser reconvertida de volta para os ingredientes do mesmo polímero e, potencialmente, e ser novamente usado. The Daily Beast.
Share:

Mão pesada

Um indivíduo foi condenado a 15 meses de prisão por gestão e tratamento ilegal de resíduos em North Runcton, Norfolk. GovUK.
Share:

Bico calado

Os 5 maiores bancos franceses, - BNP Paribas, BPCE, Société Générale, Crédit Agricole, and Crédit Mutuel – CIC -, declaram um terço dos seus lucros em paraísos fiscais (cerca de 5 biliões de euros em 15) apesar de só pagarem um quinto dos seus impostos (825 milhões) a essas jurisdições. 
O estudo da Oxfam, CCFD-Terre Solidaire e Secours Catholique-Caritas revela que, por exemplo, esses 5 bancos têm 16 filiais nas ilhas Caimã e nenhum funcionário e que, apesar disso, realizam lucros de 45 milhões de euros. Por cada mil euros, a Société Générale paga de imposto a França apenas 34 euros…
Share:

segunda-feira, 21 de março de 2016

Renováveis dão um milhão de empregos


Imagem retirada daqui.
  • As renováveis dão trabalho a 1 milhão de pessoas na União Europeia. Os setores mais empregadores são a biomassa e a eólica. Em Portugal, o número de empregos é o seguinte: 8 mil (biomassa), 3 mil (eólica), 1800 fotovoltaica e 1500 (biocombustíveis). Portugal está em 14º lugar numa lista de 28 países. A lista é liderada pela Alemanha, seguida pela França, Reino Unido, Itália, Espanha, Suécia, Dinamarca, Áustria, Polónia, Finlândia, Holanda, Roménia e Bélgica. Energías Renovables.
  • As energéticas E.ON, RWE e Vattenfa estão a processar a Alemanha e a exigir indemnizações de 15 miliões de euros pelo anunciado encerramento das centrais nucleares em 2022.
  • A Fundação Leonardo DiCaprio doou 1 milhão de dólares às Sheichelles para projetos de conservação e preservação de corais. Via Grist.
Share:

Bico calado

«A saída de Costa do Económico tornou-se inevitável há um ano. Afastado, sem que alguma vez admitisse que não saiu pelo seu pé, (…) Costa recebeu dezenas de milhares de euros para aceitar a saída. Sim, saiu com indenização de dezenas de milhares de euros. Ao longo de vários anos, Costa recebeu um vencimento líquido mensal a rondar 10 mil euros (pelo acumular de funções de diretor e administrador), teve um automóvel de serviço de classe alta (o qual, conta-se na empresa, foi levado pela financeira por falta de pagamento das mensalidades, tendo Costa pedido ao condutor do camião que colocasse a sua MB classe E no reboque longe da porta do jornal, de modo a que ninguém visse o carro de Costa a ser "confiscado") e ainda um motorista durante alguns anos. Há um ano, Costa não aceitou ser parte da solução. Não aceitou o afastamento. Antes, Costa permitiu-se exigir dezenas de milhares de euros (números não confirmados apontam para 100 mil euros) a uma empresa falida e já com dificuldade em pagar salários.» Os truques da imprensa portuguesa.
Share:

domingo, 20 de março de 2016

Hortênsia é tão açoriana como o eucalipto é português

Imagem retirada daqui.
  • A «Visão» levou um valente puxão de orelhas. E bem merecido. Tudo por, na propaganda inserida na edição de 17 de março, ter dito que a hortênsia fazia parte da paisagem natural de todas as ilhas dos Açores. Paulo Araújo, do «Dias com árvores», não hesitou em considerar o trabalho um «pedaço de desinformação», «que dá força à ignorância», de «nefasto» «analfabetismo ambiental». Numa carta aos responsáveis da revista, Paulo Araújo protesta: «O turista comum, mal informado ou desinformado, enche os olhos com o azul das hortênsias e não quer saber de mais nada. Está no seu direito. Mas um jornalista tem obrigação de saber um mínimo sobre aquilo que escreve, pois a sua função não é disseminar a ignorância mas sim informar quem o lê. Há nos Açores quem se preocupe com a educação ambiental das gerações mais novas (e também das mais velhas), ensinando-as a conhecer o genuíno e tão ameaçado património natural do arquipélago. Ao publicar este pedaço de desinformação, a “Visão” torpedeia o trabalho dos educadores e dá força à ignorância.»
  • As fajãs da ilha de São Jorge já fazem parte da Reserva da Biosfera da Unesco. AO.
  • O Butão plantou 108 mil árvores para comemorar o nascimento do primeiro filho do reis Jigme Khesar Namgyel Wangchuck e Jetsun Pema. No budismo, 108 é considerado um número sagrado. Minds.
  • O ministro do Ambiente da Suécia pediu à União Europeia para considerar a lagosta americana uma espécie invasiva e proibir a importação daquela espécie viva. Alega-se os riscos que aquela espécie pode representar para a espécie europeia através da transmissão de doenças e parasitas que podem ameaçá-la. Beth Casoni, diretora da associação de criadores de lagostas do Massachusetts, rejeitou qualquer intenção dos norte-americanos espalharem doenças e avisou que tudo faria para aquele negócio não sofrer impactos. The Guardian.
Share:

Reflexão - quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, os três textos mais populares dos últimos oito dias foram, segundo a Google Analytics:


Durante o mesmo período, as visitas vieram dos seguintes países, por ordem decrescente: Portugal, Brasil, França, EUA, Espanha, Canadá, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Suíça.

Ainda durante este período, a proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa foi a seguinte: Espinho, Lisboa, Porto, Coimbra, São Paulo, Amadora, Gaia, Alverca do Ribatejo e Braga.

Obrigado pela preferência. Voltem sempre!

Share:

Mão pesada

  • A Sunland Pest Control Services, Inc. foi multada em 500 mil dólares e os seus diretores multados em 100 mil dólares e condenados a um ano de prisão por aplicação ilegal de pesticida de que resultaram problemas graves numa criança. EPA.
  • A Oregon State University foi multada em 275 mil dólares por violações a de regras de identificação de resíduos perigosos e obrigada a realizar ações de formação nessa área para o seu pessoal. EPA.
  • A FRC Component Products foi multada em 3.356 dólares por violações de regras de gestão de resíduos perigosos e obrigada a investir mais de 40 mil dólares no reequipamento da sua fábrica. EPA.
Share:

sábado, 19 de março de 2016

Erva-das-pampas: praga preocupante

Senhor da Pedra, VN de Gaia. Fotografia de Segrob Borges. 

  • 10 barragens poderão ser demolidas nos próximos dois a três anos, informou o ministro do Ambiente João Pedro Matos Fernandes. Wilder.
  • A Câmara do Porto quer gerir a recolha de lixo em toda a cidade, acabando com a concessão a privados em 50% da cidade e preparando a criação de uma empresa municipal para o Ambiente. Esta alteração representará não só um aumento da eficiência e limpeza da cidade mas também uma diminuição de mais de 10% nos custos. DN.
  • A Erva-das-pampas (Cortaderia selloana) é uma invasora que encontrou no nosso país condições muito favoráveis (sem predadores naturais e com vantagens competitivas relativamente às espécies nativas). A sua disseminação na área da Ria de Aveiro e do Baixo Vouga Lagunar, já para só falar na parte litoral da nossa região, tem alterado a própria paisagem, atingindo um nível deveras preocupante. A propagação descontrolada desta espécie tem impactos nos ecossistemas, dado que cresce vigorosamente e forma aglomerados densos que dominam a vegetação herbácea e arbustiva, criando barreiras à deslocação da fauna e utilizando os recursos disponíveis para as outras espécies. As suas folhas cortantes podem mesmo limitar a circulação de pessoas nas áreas invadidas. A Quercus apela ao reforço do controlo destas pragas, que põem em risco as espécies endémicas do território português e reitera uma exigência que faz há vários anos: a criação do plano nacional para a erradicação das espécies invasoras. NA.
  • Um bando de grous foi abatido a tiro na albufeira do Alqueva, fevereiro passado, tendo uma destas aves sido transferida para o Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa. Wilder.
Share:

Mão pesada

A Molson Coors Brewery Limited  foi multada em 131 mil euros por poluir o rio Wey com efluentes não tratados. GovUK.
Share:

Bico calado

Não é montagem: é a capa do i de 18 de março de 2016.
  • «Depois da posse de Lula ser suspensa por um juiz, a decisão foi revertida por outro e agora reafirmada por um terceiro. Tudo no espaço de 24 horas, em que Lula já foi, deixou de ser, voltou a ser e deixou de ser de novo membro do governo. Como há 13 pedidos no Supremo e 50 no país, o Brasil poderá inaugurar o ministro pisca-pisca, que numas horas é e noutras não é. É feio ter estes pensamentos, mas sabe bem saber que há um sistema de justiça ainda mais surreal do que o nosso. Depois da corrupção e do risco de golpe, acho que o Brasil vai colapsar de vergonha.» Daniel Oliveira, in FB.
  • «É a primeira vez que um orçamento é aprovado por uma maioria parlamentar de esquerda. É a primeira vez que três partidos votam a favor de um Orçamento de Estado. Só esses factos, inéditos, fazem com que hoje seja um dia histórico e nisso, sejam de esquerda, direita ou centro, todos têm de concordar. Mas a imprensa portuguesa não está de acordo. Fizemos o exercício agora mesmo e o resultado é este. A aprovação do Orçamento não merece o destaque de um único jornal português. Nem um. É uma verdadeira mordaçaOs truques da imprensa portuguesa.
  • «Tenho consciência da gravidade do que vou escrever, mas permitimos a alguns jornalistas o que só foi “permitido” à PIDE/DGS: vasculharem na correspondência, desrespeitarem todos os momentos de intimidade sem qualquer limite de pudor ou compaixão, tornarem públicas escutas policiais, relevantes ou irrelevantes para um processo. No caso do “Correio da Manhã”, a comparação com a PIDE é especialmente oportuna, já que os critérios de escolha das vítimas são eles próprios, por vezes, políticos. E basta ter lido uma lamentável entrevista de Otávio Ribeiro, em que este, para justificar porque é que não foi ouvida uma pessoa envolvida numa notícia, que lhe lançava gravíssimas acusações, explica que ela também tem os contactos do “Correio da Manhã”, para perceber como as regras deontológicas mais básicas são orgulhosamente ignoradas sem que se espere qualquer consequência. Desde que haja quem compre, sabe-se que não há quem puna. Dirão que a melhor forma de travar esta violação permanente dos mais elementares direitos civis é não ler o “Correio da Manhã” e não ver a CMTV. Lamento, mas não é assim que as coisas funcionam. A selvajaria tabloide é em tudo semelhante à selvajaria do sistema financeiro. É o mercado à solta sem obedecer a outra ética que não seja a mercantil. Dizer que basta não consumir o que agride os direitos de terceiros para a coisa desaparecer é acreditar que o mercado se regula a si mesmo. E isso não é verdade. Ou os jornalistas e empresas de comunicação social se organizam para se autorregularem, punindo exemplarmente quem viole os direitos dos cidadãos, ou terá de ser o Estado a proteger-nos, apertando muito mais os limites, com assustadores riscos de censura política. A alternativa é toda a comunicação social começar a chafurdar no lixo para sobreviver à concorrência no mercado do voyeurismo. Está a começar a acontecer. E se as coisas levarem esse rumo será difícil continuar a defender a liberdade de imprensa. Em nome dela nunca permitirei que filmem um velório de um filho meu. Em nome dela nunca aceitarei que um jornalista faça o que não permito a um polícia ou a um juiz. Porque a defesa da liberdade de imprensa não tem os jornalistas como sujeito. Tem, como sempre, todos os cidadãos. Se a liberdade de imprensa põe em risco todas as outras deixa de fazer sentido defendê-la.» Daniel Oliveira in Liberdade de imprensa e selvajaria tabloide - Expresso Diário, 17mar2016,  via Estátua de Sal.
Share:

quinta-feira, 17 de março de 2016

Açores: assembleia regional rejeita proposta de proibição do glifosato em espaços públicos

Regoufe, Serra da Freita. Imagem de Teresa Poças.
  • «Prudência não é proteger a venda de herbicidas. A prudência é proteger a saúde dos açorianos de um perigo que cada vez mais se confirma como real!», afirmou Aníbal Pires (CDU), criticando a posição do PS, do PSD e do CDS no Parlamento regional. O voto daqueles partidos tornou possível a rejeição de uma proposta no sentido de proibir o uso de herbicidas químicos com glifosato em espaços públicos. Entretanto, atendendo ao facto de o glifosato ser, pela OMS, considerado uma substância potencialmente cancerígena, há uma petição apelando a todas as autarquias açorianas para que adiram ao manifesto «Autarquia sem Glifosato», a qual significa evitar o uso de herbicidas e recusar a utilização de glifosato , contribuindo assim para a melhoria da qualidade de vida de todos os que residem ou visitem os Açores. 
  • Malta autoriza a caça à rola apesar desta ave fazer parte da lista vermelha de espécies em risco na região. The Guardian.
  • Nelson García, 39 anos, com 5 filhos, membro da mesma organização indígena da assassinada Berta Cáceres, foi abatido a tiro nas Honduras. O Netherlands Development Finance Company (FMO) já veio dizer que que pondera suspender o financiamento do projeto Agua Zarca, uma barragem hidroelétrica no rio Gualcarque. Climate Progress.
Share:

Mão pesada

A National Power Australia Investments Limited, a Hazelwood Pacific Pty Ltd, a Australian Power Partners BV, e a Hazelwood Churchill Pty Ltd foram condenadas por grave poluição do ar após incêndio que ocorreu na mina de carvão de Hazelwood e que, durante 45 dias, expôs as populações de La Trobe Valley, Victoria, Austrália, a elevados níveis de toxicidade. The Guardian.
Share:

Bico calado

  • «Seixas da Costa, embaixador, é nomeado administrador da EDP Renováveis, depois de ter ajudado a EDP a construir a barragem do Tua e a destruir parte do Alto Douro. Administra Dor. Em Baixa Dor!» Paulo de Morais, a propósito desta notícia do Expresso.
  • «Tinha uma boa vida e uma carreira promissora à sua frente. Viveu num tempo em que o horror se banalizou, podia perfeitamente ter sido mais um a fechar os olhos ao que se passava ao seu redor, ninguém lho apontaria. Porém, não o fez, arriscou tudo e tudo perdeu para salvar milhares de seres humanos à morte certa. E é isto que distingue os grandes homens de todos os anões grandes apenas naquela aparência que incha à sombra da indiferença aos seus contributos para o horror. Os mais atentos já perceberam a quem me refiro. Aristides de Sousa Mendes, um dos melhores portugueses de sempre. As iniciativas que lhe fizeram a justiça de o retirarem do esquecimento a que a nossa ditadura o condenou juntamente com a miséria que lhe destinou não têm mais de seis anos. Há seis dias o país vibrou com os afectos de um discurso que inchou sobre o elogio à grandeza dos portugueses. E ontem PS, PSD e CDS concertaram-separa verem aprovada uma despesa de mais de duas dezenas de milhão, encomendados por essa Europa amiga do nosso aniquilamento económico e social e, à revelia de todas as convenções internacionais e do património europeu em matéria de direitos humanos, destinados a pagar a um estado acusado da autoria de diversos atentados terroristas contra o seu próprio povo por um serviço de acolhimento a refugiados com inegáveis semelhanças com aquele outro do qual Aristides de Sousa Mendes salvou milhares de judeus. A grandeza dos portugueses, pois sim. Estou mesmo a vê-los no consulado português em Bordéus naquele 1940 também de refugiados aos milhares, um a puxar os afectos à sua popularidade, outro de bandeirinha na lapela a invejar o comando da obediência ao vizinho, o vizinho a dizer que tem que ser e a jurar fidelidade ao consenso europeu. O de 1940 mandava os indesejados para a Polónia. O de 2016 manda-os para a Turquia. E a grandeza dos portugueses espelhada no voto dos seus eleitos. PS, PSD e CDS, em maioria, não perderão um único voto por terem permitido esta vergonha imensa. Bloco e PCP, em minoria, não ganharão um único voto por terem tentado impedi-la. Descansa em paz, grande Aristides, olha lá que se este tempo fosse o teu também não te safavas.» Filipe tourais in O país do Burro.
  • O ex-diretor executivo do Anglo Irish Bank, David Drumm saiu em liberdade condicional sob fiança de 100 mil euros pagos pelos ex-sogros. Drumm é acusado de fraude, falsificação, relatórios de gestão enganosos, empréstimos ilegais, falsificação de documentos e de contabilidade, tudo relacionado com operações financeiras anteriores ao colapso do Anglo. O ex-banqueiro está obrigado a comparecer duas vezes por dia na esquadra da polícia de Balbriggan. The Irish Times.
  • «O maior crime de Lula não terá sido o dinheiro que tenha recebido indevidamente, se o recebeu. O maior crime de Lula é ter destruído, com esta fuga para a frente, tudo o que a esquerda conseguiu conquistar no Brasil. E assim permite que a mais boçal das direitas, onde estão muitos dos que sonham com o regresso da ditadura militar, que sempre alimentaram o mais profundo dos racismos sociais contra Lula e que têm um cadastro de corrupção invejável, tivesse uma vitória estrondosa. Por este crime, Lula, que admirei por muito tempo, não tem perdão.» Daniel Oliveira in FB.
Share:

quarta-feira, 16 de março de 2016

Quem ensinou a Celtejo a fazer greenwashing?

Serra da Freita. Foto de Óscar Valério 16mar2016.

A Celtejo patrocina, através do Centro de Ciência Viva da Floresta (CCV), de Proença-a-Nova, uma série de atividades para, dizem os promotores, comemorar com os mais jovens o Dia Internacional das Florestas. O programa pretende, segundo os patrocinadores, alertar os mais jovens para a necessidade de proteger e cuidar do meio ambiente e simultaneamente transmitir-lhes alguns conhecimentos no que diz respeito às plantas e às florestas portuguesas. 

Estamos, mais uma vez perante um evento de puro e duro greenwashing. Esta empresa, suspeita de muita descarga de efluentes não tratados para o Tejo, pretende agora fazer passar uma imagem verde, ecológica, amiga do Ambiente, presumindo que vai colher a simpatia dos media agora especialmente harmonizados pelo pretenso ambiente de afetos. 

Não é a única.  Ainda há muito pouco tempo, a Toyota fez coisa semelhante: assinou um protocolo de colaboração com a SPEA por dois anos, durante os quais e com 50 mil euros, serão testados modelos de gestão e participação em relação à Barrinha de Esmoriz e à Lagoa dos Salgados. 

Como estes, há milhares de exemplos de empresas que, com frequência e sem vergonha, mentem, enganam, falsificam, manipulam dados, informações, com o intuito de esverdearem a sua imagem, a sua má prática poluidora. Por exemplo, esta Vancouver Energy Foundation que, recentemente, ofereceu 100 mil dólares a 6 organizações para apoiar, entre outros, projetos de conservação e sustentabilidade. Tudo para comprar o apoio público para o seu polémico projeto de terminal petrolífero no porto de Vancouver.
Share:

Galp Energia e Eni iniciam exploração de petróleo ao largo de Sines no próximo verão

Imagem retirada daqui.
  • «A Centroliva e a Intergados arriscam-se a perder em breve a licença e a ver a sua actividade suspensa, se não cumprirem as obrigações que foram impostas pelas autoridades de fiscalização ambiental para colocar um ponto final nas práticas que poluem as águas do Tejo. Público.
  • A Galp Energia e a Eni vão avançar no verão com o primeiro poço exploratório de petróleo na costa alentejana, a cerca de 80 Km de Sines. A italiana Eni detém uma participação maioritária de 70% na parceria com a Galp (30%) para a prospeção de petróleo na costa alentejana, onde detém três concessões, denominadas Lavagante, Santola e Gamba. JN.
Share:

Os primeiros refugiados climáticos dos EUA

Imagem apangada aqui.
  • Pombos equipados com sensores estão a monitorizar os altos níveis da poluição londrina. O projeto é do columbófilo Brian WoodhouseThe Guardian.
  • «A média das temperaturas registadas em fevereiro de 2016 foi 1,35Cº superior à média das temperaturas registadas naquele mês entre 1951 e 1980, um aumento até agora nunca registado. No persistente torvelinho dos temas mundiais, guerra civil, refugiados, terrorismo e até mesmo o funcionamento da democracia, pode ser difícil manter o foco em ameaças ainda maiores a longo prazo. Porém, as consequências das alterações climáticas, - ora seca, ora eventos climáticos extremos -, já contribuem para a instabilidade política, para empurrar desgraçados pela borda fora para o intolerável, alimentando os grandes fluxos de humanidade em todos os continentes.» Editorial do The Guardian.
  • A ilha de Jean Charles, na Louisiana, perdeu cerca de 98% do seu território e a maior parte da sua população devido à erosão costeira e à subida do nível do mar desde 1955. A desflorestação contínua deixou as zonas húmidas à mercê dos furacões e inundações. Restam 85 pessoas, a maioria Biloxi-Chitimacha-Choctaw, uma tribo para ali encurralada nos anos 1800. A tribo acaba de receber um subsídio de 52 milhões para se deslocalizar para território mais elevado. Eis os primeiros refugiados climáticos dos EUA. The Guardian.
  • A administração Obama proibiu a exploração de gás e petróleo ao largo de toda a sua costa atlântica após intensa oposição do Pentágono e de comunidades costeiras. The Guardian.
  • A Ilha de Bruny, na Tasmânia, outrora um paraíso turístico, começa a ser um inferno em termos de higiene e resíduos: há uma falta enorme de caixotes de lixo e de sanitários. The Guardian.
Share:

Mão pesada para a Componatura


A Componatura Lda foi alvo de auto de notícia por contraordenação na sequência de uma denúncia apresentada por um cidadão empenhado na defesa da sua qualidade de vida e da dos vizinhos. A empresa, detentora de alvará de licença para a realização de operações de gestão de resíduos, é acusada de contaminação de solos e da poluição da Ribeira do Serradinho e do Rio Almonda. Tudo porque «uma parte do amontoado do composto depositado ao ar livre se desmoronou para o terreno contíguo à linha de água, tendo todas as escorrências de lixiviados sido arrastadas pelas fortes chuvas para o solo», e para os cursos de água acima referidos. A inspeção do NPA/GNR constatou ainda «a inexistência de uma parte da cobertura de uma das pistas de compostagem, onde, por imposição do alvará de licença, a mesma deveria estar coberta. (…) foi detetado um camião cisterna com aspirador, pertencente à empresa Natureza verde – Gestão de Resíduos Lda., a sair de um caminho de acesso à Quinta da Rainha, dando a entender que o mesmo tinha efetuado descargas de águas residuais na Ribeira do Serradinho, apurando-se que os resíduos transportados não constavam da lista de resíduos constantes no alvará concedida à empresa Componatura.» FB.
Share:

Bico calado

Imagem captada aqui.
  • «Paulo Portas foi-se embora e os recados que deixou no seu discurso de despedida provam que não vale a pena termos demasiadas saudades dele. Sempre houve dois Paulo Portas. De um lado, o Portas solar, jornalista e polemista culto e brilhante, criador de frases de génio e uma cabeça dois dedos acima da dos colegas. Do outro, o Portas sombrio e impenetrável, dos Jaguares e das 61 mil fotocópias do ministério da Defesa, do benemérito Jacinto Leite Capelo Rego e dos submarinos, que há 25 anos circula pela política portuguesa com demasiadas suspeitas em cima de si e do seu partidoJoão Miguel Tavares in  Adeus, Paulo. Vai e não voltes – Público 15mar2016, via O voo do corvo.
Imagem captada aqui.
  • «Hoje, olhamos para o congresso do CDS-PP e questionamo-nos como é que um partido com uma expressão eleitoral tão residual pode organizar uma festa que ostenta tanta riqueza. Tanto luxo, tanto espectáculo e todo ele tão distante da realidade de um país destroçado por uma política de empobrecimento. Os submarinos. A imprensa praticamente enterrou a história sem nada concluir, mas aqui estamos nós para a recordar. Depois de intermediar a compra dos dois aparelhos, uma empresa do grupo Espírito Santo recebeu 24 milhões de euros de prémio. Pouco depois, um milhão foi depositado em 3 dias nas contas do CDS, no Banco Espírito Santo. Registaram como milhares de pequenos donativos com doadores falsos para a operação não levantar suspeitas. Usaram nomes fictícios, inventados por funcionários do partido, dos quais se destacam: Jacinto Leite Capelo Rego. Os Truques da Imprensa Portuguesa.
  • «A posição dos deputados do PSD, que aceitaram fazer de jarras no debate do Orçamento, não cumprindo sequer os seus deveres de oposição (apresentar propostas que consideram justas), é a consequência lógica da estratégia da birra: quem, estando contra um Governo, não aceita que é oposição, fica com muito pouco para fazer. A estratégia é infantil mas não é absurda. É a única que permite a Pedro Passos Coelho, agarrado que está a um estatuto que perdeu, sobreviver na liderança do PSD. Mas para o partido é suicida.» Daniel Oliveira, via Estátua de Sal.
  • «RTP SERVIÇO PÚBLICO? Vi agora uma reportagem na RTP3 sobre o velório do Nicolau Breyner.  Entraram o Primeiro Ministro, o Ministro da Cultura e o líder da oposição. Quem teve direito a dizer umas palavrinhas? O Primeiro Ministro vi-o passar. O Ministro da Cultura também o vi passar Quem teve direito a falar foi aquele que ainda acha que é Primeiro Ministro. A RTP pelos vistos também achaJorge Falcato (BE), in FB.
Share:

terça-feira, 15 de março de 2016

Não atirem mais areia para os olhos das comunidades do Vale do Vouga!

Barragem de Ermida/Ribeiradio em Couto de Baixo. 31jan2016.
  • «Como é que estes senhores querem que as comunidades locais acreditem no Plano de Emergência Interno (PEI) se estes mesmos senhores falharam rotundamente no Estudo de Impacte Ambiental (EIA), no Plano de Ordenamento das Margens das Albufeiras e em todo o processo de construção e gestão do empreendimento? O EIA é o documento que define todas as ações que a GreenVouga tinha que executar devido à construção das 2 barragens no concelho de Sever do Vouga. Grande parte das pessoas pensava que essas ações eram contrapartidas da barragem, mas na realidade são obrigações da GreenVouga. Por exemplo a ação "construção de uma praia fluvial’’ é uma obrigação (que devia ter sido executada antes de se destruir a praia existente) pois essa praia já existia e a construção de uma nova praia fluvial não é mais do que a reposição do que já existia. Outro exemplo é a reposição das acessibilidades que ficaram submersas e que também deviam ter sido repostas antes da sua inundação, pois ninguém tem o direito de cortar a ligação entre as várias comunidades nem cortar os acessos aos terrenos privados. Outra obrigação da GreenVouga era a desmatação das margens das albufeiras, que ainda hoje, em alguns locais, nada dignifica o asseio e dignidade do património natural do Vale do Vouga. A realidade é que a GreenVouga, através da EDP, tem vindo ao longo dos últimos anos a desrespeitar as comunidades do vale do Vouga. Durante a fase de construção convidou os habitantes locais para visitas às obras do empreendimento, onde aproveitou para lhes dizer que o nível da albufeira de montante não baixaria mais do que 2 a 3 metros (tem estado quase sempre abaixo da cota 100). Quanto ao Plano de Ordenamento das Margens das Albufeiras, a EDP andou durante estes anos a fazer ‘’bandeira’’ de que o iriam fazer, sabendo todos nós que esta não é sua competência! As comunidades do Vale do Vouga, que tanto contribuíram para a construção deste empreendimento, apenas para a EDP produzir energia, já não acreditam mais nestes senhores. E a prova disso são as sessões de apresentação do PEI, que tal como dizem os senhores da EDP, têm tido apenas ‘’meia dúzia de gatos pingados’’, pois, e tal como também dizem os senhores da EDP, ‘’estão a ser feitas apenas por uma obrigação legal’’. Sérgio Soares. Mais pormenores sobre esta situação.

Imagem captada aqui.

  • Um grupo de manifestantes invadiu a sala, na Gulbenkian, onde decorria uma conferência promovida pela Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC) sobre o mercado de biocombustíveis, num protesto contra a exploração de petróleo e gás em Portugal. Os manifestantes entraram de surpresa na sala e colocaram-se à frente dos oradores, empunhando um cartaz onde se lia «Nem combustíveis, nem biocombustíveis: contra a indústria energética». Durante a ação de protesto foram atirados dezenas de panfletos com mensagens contra a indústria dos combustíveis. A conferência da ENMC contava com oradores da própria entidade supervisora, da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), da Associação Portuguesa de Produtores de Biocombustíveis (APPB), da Biooeste, da BP, da Galp, da Prio e da Torrejana. Refira-se que a ENMC autorizou as explorações de petróleo e gás em Portugal e a Partex é uma petrolífera detida a 100% pela Fundação Gulbenkian que partilha duas concessões 'offshore' no total de oito concessões no Alentejo e Algarve. Entretanto, no próximo sábado e domingo, 19 e 20 de março, estão a ser preparadas ações de esclarecimento e protesto em Aljezur, Vila do Bispo e Faro contra a exploração de gás e petróleo no Alentejo e Algarve.
Share:

Mão pesada

A Flannery Civil Engineering Ltd, de Willow Bridge Way, Castleford, foi multada em mais de 11 mil libras por contaminação de uma linha de água em Lindley Park, Huddersfield, em novembro de 2013, com lamas e sedimentos. GovUK.
Share:

domingo, 13 de março de 2016

O Seixal quer melhor Ambiente

Lagoas de Santiago, Rasa, Verde e Azul - S. MIguel-Açores. 
  • Moradores do Seixal concentraram-se no Parque da Quinta do Mirante, Aldeia de Paio Pires, para protestar contra o ruído e a poluição causada pelo complexo industrial da antiga Siderurgia Nacional e exigir dos ministérios da Economia e do Ambiente medidas para resolver o problema. 
  • Cerca de 4 mil famílias de Derbyshire e Leicestershire não devem consumir água da torneira por ela ter elevados níveis de cloro, alertou a companhia de águas Severn Trent, que disponibilizou água engarrafada gratuita. The Guardian.
  • Apesar do ministério do Ambiente andar a corroborar o que as empresas de fraturação hidráulica têm dito, - que esta tecnologia não provoca impactos na qualidade da água que corre nas torneiras -, a realidade é bem diferente. Pelo menos no estado da Pennsylvania, houve mais de mil queixas que tinham sido omitidas e que denunciavam cerca de 300 casos de problemas de contaminação de águas. Apesar do elevado número de queixas apresentadas, os cidadãos não foram compensados, tendo o ministério do Ambiente libertado as operadoras de fraturação hidráulica de qualquer responsabilidade, enquanto exigia o ónus da prova ao proprietário da casa ou do terreno. E muitos proprietários, especialmente no início da moda da fraturação hidráulica, não tinham resultados de análises prévias para poderem compará-las com análises posteriores. Baltimore Fishbowl.
Share:

Reflexão - Mais uma estória de hipocrisia ambiental


Já houve várias cimeiras ambientais. Em todas, os principais líderes mundiais posaram para a fotografia fazendo juras de compromisso e empenhamento na redução das emissões de gases de efeito de estufa. Porém, na hora da verdade, rasgam compromissos, calcam direitos e impõem o poder do dinheiro e do lucro. A estória que se segue é exemplar. É-nos contada por Clayton Aldern, na Grist de 24 de fevereiro.

A Índia decidiu dotar um dos seus aeroportos com painéis solares suficientes para lhe fornecer energia. Os EUA queixaram-se à Organização Mundial do Comércio alegando que a Índia tinha violado regras internacionais do comércio ao discriminar produtos estrangeiros em benefício de produtos locais. Subserviente, a OMC intimou a Índia a fazer as devidas alterações. 

O problema é que a Índia tinha produzido as células solares para os seus painéis, deixando de as importar dos EUA, o que representava uma redução de 90% na exportação desse produto para a Índia desde 2011. O objetivo dos EUA é, pois, aumentar as exportações de painéis solares para a Índia
Trata-se, de facto, de um ataque hipócrita ao princípio da cooperação climática tantas vezes apregoado na cimeira de Paris. Como toda a gente sabe que os EUA subsidiam as renováveis em perto de metade dos seus estados, será muito difícil compreender a atitude que o mesmo país tem para com outro em matéria de apoios às renováveis. Não poderia a Índia, invocando este facto, também processar os EUA junto da Organização Mundial do Comércio?

Refira-se que em 2010ª Índia lançou um programa de energia solar muito ambicioso. Neste momento, a Índia tem o primeiro aeroporto a nível mundial equipado com energia solar: mais de 46 mil painéis poupam 300 mil toneladas de emissões de carbono. E, se tudo correr bem, em março de 2017  a Índia começará a produzir energia a partir da maior central solar do mundo, com 750 MW.

Share:

Translate

Pesquisar no Ambiente Ondas3

Património

O passado do Ambiente Ondas3

Ver aqui.

Amig@s do Ambiente Ondas3

Etiquetas

Arquivo do blogue