Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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terça-feira, 31 de março de 2015

Com que então pode-se beber glifosato, que não faz mal.


Patrick Moore é considerado perito em ecologia. Entrevistado pelo Canal+, diz que o Roundup, um herbicida produzido pela Monsanto, é tão seguro que se pode beber, mas nega-se a fazê-lo, acabando intempestivamente com a entrevista e chamando parvo ao entrevistador.

Dr. Patrick Moore: «Pode-se beber um litro que isso não lhe faz mal nenhum»
Canal+: «Quer beber? Temos aqui»
Moore: «Eu bebia, mas, hummm, agora não. Mas sei que não me faria mal»
Canal+: «Se diz isso, eu tenho aqui algum glifosato, beba um bocado»
Moore: «Não, eu não sou estúpido»
Canal+: «Então, isso é perigoso, não é?»
Moore: «Não, as pessoas tentam suicidar-se com isso mas normalmente falham»
Canal+: «Diga a verdade, é perigoso».
Moore: «Não é perigoso para as pessoas»
Canal+: «Então, está preparado para beber um copo?»
Moore: «Não, não sou idiota. Entreviste-me sobre o arroz dourado, é sobre isso que estou a falar»
Canal+: «Falámos sobre isso»
Moore: «Então a entrevista acabou. Acabou.
Canal+: «Acha isto uma boa maneira de resolver o assunto?»
Moore: Levanta-se e, retirando-se, diz «parvo».

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China desmantela 66 campos de folfe

Rio Liz. Foto Judite Carreira‎/Caminhadas e Passeios Pedestres por terras e lugares de Portugal 7mar2015.
  • Monitorização da Qualidade Ecológica dos Cursos de Água - ação de formação organizada pela Quercus: 11-12 abril (sábado e domingo), Ourém, no Centro de Educação Ambiental, junto à Ribeira de Seiça.
  • Este video clip mostra equipamento e pessoal do ministério do Ambiente britânico a retirar espécies invasivas de cursos de água.
  • As trágicas cheias do Lobito foram, em parte, resultado do fecho e entupimento de canais de drenagem à responsabilidade da autarquia local, cujos responsáveis foram, entretanto, exonorados.
  • A produção de arroz, trigo, batatas, cana de açúcar, tomate e outras, têm registado enormes produções em Bihar, Índia. Tudo sem transgénicos nem herbicidas ou quaiquer outros produtos tóxicos. Tudo graças ao SRI, um método desenvolvido nos anos 80 em Madagascar, por Henri de Laulanié, um jesuita francês e comprovado cientificamente por Norman Uphoff, diretor do Instituto Internacional da Alimentação da universidade de Cornell. Este método é bom para pequenos agricultores e muito exigente em trabalho físico.
  • 66 campos de golfe foram encerrados na China no âmbito de ma vasta campanha para poupar água e proteger os terrenos agrícolas do excesso de fertilizantes e herbicidas que estavam a contaminar os aquíferos.
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Reflexão: A Monsanto está do lado da ciência?

Claire Robinson, na NI de abril 2105, conta o que aconteceu a cientistas que ousaram investigar e concluir que os transgénicos não são seguros.

Sabia que a Monsanto e outras produtoras de sementes transgénicas restringem o acesso das suas sementes a investigadores independentes? Sabia que quem compra sementes transgénicas patenteadas pela Monsanto é obrigado a assinar um compromisso jurando que não vai usar essas sementes para investigação nem as vai passar a ninguém para esse fim? E sabia que, mesmo que dêem licença para investigação, essas empresas arrogam-se o direito de bloquear a publicação dos resultados se eles não forem convenientes?

Por isso, não é por acaso que cientistas cujas investigações questionaram a segurança dos cultivos transgénicos sofreram ataques dirigidos a si e aos seus estudos:
1 Nos anos 90, um dirigente da britânica Royal Society ameaçou despedir o editor da The Lancet se ele publicasse a investigação de Arpad Pusztai, um cientista a trabalhar no Rowett Institute, na Escócia. Pusztai descobrira que as batatas transgénicas produziam efeitos tóxicos sobre os ratos de laboratório. A Lancet publicou os resultados, mas Pusztai foi vilipendiado por indivíduos e organizações científicas pró-transgénicas com o objetivo de o desacreditar e de destruir a sua investigação, acabando por perder o emprego, o subsídio e a equipa de investigação e até mesmo foi proibido de falar sobre as suas investigações. A campanha para silenciar Pusztai envolveu figuras gradas como o presidnete dos EUA Bill Clinton e o primeiro-ministro britânico Tony Blair.
2 Em 2012, Séralini publicou um longo e profundo estudo que detetou danos no fígado e nos rins de ratos alimentados a milho transgénico da Monsanto. Após um ano de intensa campanha de desacreditação deste estudo, o editor retirou o artigo, que acabou sendo republicado noutra revista. Todos os críticos do estudo, nomeadamente os da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar, tintam conflitos de interesses uma vez que colaboravam com as indústrias que eles próprios regulavam.
3 Depois de Judy Carman ter recebido apoio do governo australiano para investigar os efeitos de transgénicos em animais, ela sofreu 6 ataques pessoais durante 10 anos por parte de cientistas pró-transgénicos. Atacaram-na através da sua universidade, alegando que estava a mentir e difamando o seu departamento e toda a universidade. Acabou perdendo dois empregos. 
4 Manuela Malatesta, investigadora italiana, descobriu que a soja transgénica distribuída pela Monsanto causava danos no fígado, no pâncreas e nos testículos dos ratos de laboratório. Depois de publicar as conclusões da investigação, foi obrigada a demitir-se da universidade onte tinha trabalhado durante 10 anos. 

Por isso, muitas organizações públicas aliam-se à indústria dos transgénicos para poderem ter acesso a subsídios. Essas empresas têm representantes nos órgãos de decisão das universidades e têm uma palavra importante a dizer em matéria de fundos para investigação.
Por exemplo, a Monsanto doou pelo menos 1 milhãos de dólares à University da florida. Muitas universidades norte-americanas que investigam sementes dependem da Monsanto. 
Os apoios dados a instituições públicas permitem que as empresas canalizem recursos para áreas que lhes possam trazer benefícios. As empresas patateiam cultivos transgénicos em parceria com a universidade e a universidade produz investigação que, com o selo da objetividade acvadémica, convence os reguladores da segurança ou eficácia dos transgénicos.

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Mão pesada

A Comissão Europeia vai aplicar um pacote de infrações pelo incumprimento da diretiva de eficiência energética. Mais de 2/3 dos países (19) enfrentam ações legais e possíveis multas por não terem respeitado o prazo estabelecido. Já o mês passado, Portugal, Grécia e Eslovénia tinham sido processados pela não aplicação. E mesmo entre os cumpridores, apenas dois - a Irlanda e a Dinamarca – apresentaram planos credíveis e viáveis para cumprirem os requisitos da diretiva europeia.
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Bico calado

  • Cofres do Estado cheios à custa dos bolsos vazios dos portugueses: aumento enorme de impostos e cortes brutais nas prestações sociais, por Eugénio Rosa.
  • As autoridades romenas divulgaram o envio de aviões militares portugueses para o seu país, numa altura em que Cavaco Silva ainda desconhecia a missão. Esta situação acabou por provocar enorme mal-estar entre o Presidente da República e o governo de Passos Coelho, num episódio que acabou por, indiretamente, envolver a própria NATO.
  • Londres, a Meca dos corruptos, por George Monbiot in The Guardian 18mar2015.
  • O parlamento espanhol acaba de aprovar leis repressivas
- fotografar a polícia (multa 600-30 mil euros)
- atos de desobediência civil ( multa 600-30 mil euros)
- ocupação de bancos em ações de protesto ( multa 600-30 mil euros)
- carência de formalização de protesto ( multa 600-30 mil euros)
- reuniões em espaços públicos (multa 100-600 euros)
- impedir uma ação de despejo (multa 600-30 mil euros)
- ocupação de casas de pessoas que foram despejadas (100-600 euros)
- agora são legais as listas negras de ativistas, manifestantes e media altenativos
- manifestações junto do parlamento (600-30 mil euros)
- agora são legais as ações de identificação aleatórias junto de minorias.
- agora são legais intervenções policiais sem a ordem pública ter sido ameaçada
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segunda-feira, 30 de março de 2015

Centrais a carvão fecham

Imagem retirada daqui.
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Reflexão - quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, as 3 textos mais populares dos últimos 8 dias foram, segundo a Google Analytics:
As visitas vieram, por ordem decrescente, de Portugal, do Brasil, dos EUA, de França, do Reino Unido, do Canadá, da Alemanha, de Moçambique, da Suíça e de Espanha

Proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa: Espinho, Lisboa, Porto, Gaia, Ponta Delgada, São Paulo, Aveiro, Almada e Amadora.

Obrigado pela vossa preferência. Voltem sempre.
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Mão pesada

O proprietário de um negócio de resíduos de pneus foi condenado a pagar multa de 700 libras e a pena de prisão suspensa por dois anos por armazenagem ilegal de pneus.
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Bico calado

  • Mas quem é a Fitch para alvitrar a manutenção do centrão?
  • « Sei muito bem que a Direita e afins dispõem do poder do dinheiro, de uma Imprensa claudicante e de estipendiados sem escrúpulos, factótuns de quem está na sombra a mover os cordelinhos. Em muitas décadas de jornalismo adquiri uma espécie de sabedoria que me leva a dizer nunca ter visto uma situação como a actual. Pertenço a uma geração que chegou aos jornais extremamente politizada e com uma informação cultural e ideológica nunca antes vista. E quando do 25 de Abril, alguns de nós admitimos a esperança de que a nossa prática iria servir para alguma coisa. Fomos enganados e, sobretudo, traídos na nossa presunção. Uns burocratas desalmados tomaram a direcção das coisas; foi instituído o conceito de "distanciação" como factor de "independência" e de "imparcialidade" (que não existem) e serviram, apenas, os poderes instituídos; e os jornalistas passaram a ser meros reprodutores de insanidades ou serventuários de interesses cavilosos. Aliás, poucos profissionais de Imprensa ascenderam a lugares de direcção. Estes foram preenchidos por funcionários, destinados a "formatar" os jornais, com os jornalistas aquietados por medo de represálias. Sei muito bem do que falo.» Baptista Bastos in JNegócios 27mar2015.
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domingo, 29 de março de 2015

Aveiro declarou guerra às árvores

Escola João Afonso, Aveiro. Foto: Rosa Pinho 27mar2015.
  • Definitivamente, Aveiro declarou guerra às árvores. Primeiro, na Escola Secundária Dr José Estêvão, depois, no Seminário de Santa Joana Princesa, agora na Escola João Afonso. Poder político e educativo unidos no arboricídio. Vergonhoso. Que fazem as autoridades educativas, diretores ou presidentes de agrupamentos de escolas? Comportam-se como meros burocratas de gabinete, permitindo um péssimo exemplo aos jovens a seu cargo. 
  • As florestas moçambicanas estão a ser dizimadas. Empresas chinesas, como a Yixing Madeira, contratam moçambicanos individualmente, contornando a lei e fugindo à obrigatoriedade de licenças adequadas que as obrigaria a replantar árvores. Os lenhadores submetem-se a este tipo de trabalho porque ganham mais do que se continuassem agricultores. A desflorestação provoca alterações climáticas que se manifestam na redução dos níveis de precipitação e na subida das temperaturas. Entretanto, evidenciam-se casos de enriquecimento ilícito entre políticos e funcionários governamentais graças ao suborno chinês.
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Bico calado

Mª de Fátima Perestrello, embaixadora na Finlândia, põe de rastos imagem de Portugal. Tudo porque, tendo sido convidada para uma cerimónia presidida pelo ministro dos negócios estrangeiros daquele país, não se fez inscrever atempadamente. E, quando se apresentou para entrar, o segurança disse-lhe que não podia passar porque o seu nome não constava da lista de inscritos. A embaixadora foi aos arames e perguntou ao segurança com altivez: «Você não sabe que sou a embaixadora de Portugal e que o meu pai também foi embaixador?» in Clube dos Jornalistas 11mar2015.
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sexta-feira, 27 de março de 2015

Algarve: Festival de Surf cancelado por desinteresse das empresas

Praia de Santa Bárbara, Ribeira Grande, São Miguel. Foto: Mário Nelson 11mar2015.
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Bico calado

«Para a direita chouriço, embrutecida pelo reacionarismo, a esquerda caviar, aquela que tem bom gosto, educação, cultura e aprecia os prazeres da vida, é uma afronta. E porquê? Porque a direita chouriço considera que o povo, e ainda mais o povo de esquerda, deve viver na miséria, não ter dentes, contentar-se com pouco, ou nada. A felicidade é coisa para os muito ricos que a direita chouriço venera e protege custe o que custar. Se a esquerdalha começa a gostar das coisas boas onde é que isto vai parar?» Leonel Moura, Esquerda caviar, direita chouriço in JNegócios 19mar2015.
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quinta-feira, 26 de março de 2015

Ar condicionado a céu aberto?

Furnas, S. Miguel-Açores. Foto: Paulo Machado 23mar2015.
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Mão pesada

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Bico calado

  • Gibraltar vai processar o jornal espanhol ABC por este lhe ter chamado paraíso fiscal, alegadamente albergando atividades de 15 grupos ligados a contrabando de droga, lavagem de dinehiro e à máfia russa. Gibraltar subscreveu, entretanto, a FATCA, uma norma internacional que obriga os bancos estrangeiros a revelarem a identidade dos americanos com contas no estrangeiro superiores a 50 mil dólares sob pena das contas desses cidadãos serem congeladas.
  • CDS quer tirar vídeo dos submarinos da internet.
  • O ex-ministro das Finanças grego Yorgos Papakonstantinu foi condenado a um ano de prisão com pena suspensa, por falsificação de documentos no âmbito da denominada "lista Lagarde". O Ex-ministro fora acusado de falsificar uma lista de nomes de gregos com contas não declaradas na Suíça para retirar nome de familiares. 
  • Julgamento de Rafael Marques continua em Abril.
  • Diplomatas angolanos atacam jornalista holandês que investigava abusos na imunidade diplomática.
  • A costa norte de S. Miguel parece reforçar a sua substância de análise político-partidária. É ler (1) Osvaldo Cabral e (2) Rúben Correia, respetivamente do Pico da Pedra e de Rabo de Peixe:(1) «(...)  há uma deriva para o partido nos Açores se curvar aos órgãos dirigentes de Lisboa, os mesmos que não tiveram vergonha de propor acções disciplinares a Mota Amaral por ter votado contra as propostas orçamentais que Passos propôs para os Açores. A retaliação é própria de gente fraca (...)» Osvaldo Cabral: (2) «Poucos foram os militantes micaelenses presentes naquele Congresso, mas muitos foram os independentes que lá marcaram presença. Estranho é constatar que certas figuras, independentes por natureza, sempre contestaram os Partidos e os políticos. Mas, à primeira oportunidade, mal tiveram o pelouro garantido (ou prometido...), injetaram-se de ideologias até então renegadas, derrubando aqueles que nasceram com este ADN» Rúben Correia.
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quarta-feira, 25 de março de 2015

Espinho: Esgotos vertem para ribeira


Esgotos vertem diretamente para a Ribeira do Mocho. 
É em Espinho, a sul da rotunda dos cubos coloridos da rua 19.
Quem foi que disse que Espinho era uma cidade encantada?

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Checos importam cavalos selvagens britânicos

Foto retirada daqui.
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Bico calado


Pode uma advogada que defende, com sucesso, grandes empresas acusadas de violações ambientais, processar um vizinho por causa das alegadas perturbações causadas por esse mesmo vizinho fumar dentro da sua própria casa? Acontece na capital dos EUA.
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terça-feira, 24 de março de 2015

Noruega exportou baleia contaminada para o Japão

Rãs a prociar em Berwyn Moors, North Wales. Foto: RichardBowler/Rex Features.

A Noruega tem exportado para o Japão carne de baleia-de-mink com vestígios de pesticidas tóxicos, denunciaram a Environmental Investigation Agency (EIA) e o Animal Welfare Institute (AWI) citando documentos do governo nipónico. O Japão terá recusado importar mais baleia da Noruega por ela conter elevados índices de aldrina,  dieldrina e clordano, responsáveis por nascimentos com defeitos, danos neurológicos e cancro.
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Mão pesada

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Bico calado

  • A Associação Académica de Coimbra recusa convite para almoçar com Passos. «O dia do estudante é para estar com os estudantes e reivindicar melhores condições para o ensisno superior. Não é para almoçar com o primeiro-ministro. Estamos sempre disponíveis para reunir, mas não num dia como amanhã. Até porque não é em almoços que se vão decidir grandes mudanças», explica Bruno Matias, presidente da AAC.
  • Diamantes de Sangue, de Rafael Marques- GRATUITO, AQUI.
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segunda-feira, 23 de março de 2015

Quem anda a desperdiçar água?

Béstida, Murtosa. Foto: La Salette Marques 22mar2015.
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segunda-feira, 16 de março de 2015

Jardins têm nitrogénio e fósforo a mais

  • 40 a 60 por cento do nitrogénio e do fósforo colocado nos relvados dos jardins através dos fertilizantes acaba nas águas superficiais e subterrâneas, alerta o New England Regional Laboratory, do ministério do Ambiente norte-americano. Isso provoca impactos, como a redução do oxigénio necessário para os peixes respirarem e a proliferação de fenómenos como a eutrofização. Por isso, foram aprovadas leis para reduzir as quantidades de fósforo nos fertilizantes.
  • Dois dias depois de Hunter Harrison, CEO da ferroviária Canadian Pacific, ter dito que queria sair do negócio de transporte de crude na sequência de mais um descarrilamento de um comboio transportando crude que provocou enorme incêndio e contaminação de grande área, Glen Wilson, vice-presidente de Segurança, Meio Ambiente e Assuntos Regulatórios da Canadian Pacific, estava em Washington , DC fazendo lobby contra as novas regras de segurança anunciadas para o transporte de crude. E que regras de segurança eram estas? Redução de velocidade de circulação dos combóios e aplicação de modernos sistemas de travagem controlados eletronicamente em todos os comboios.
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Reflexão - quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, as 3 textos mais populares dos últimos 8 dias foram, segundo a Google Analytics:
As visitas vieram, por ordem decrescente, de Portugal, do Brasil, dos EUA, da França, da Suíça, da Alemanha, do Canadá, de Angola, da Suécia e do Reino Unido.

Proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores portugueses: Aveiro, Lisboa, Porto, Setúbal, Açores, Coimbra, Santarém, Braga, Faro e Leiria.

Obrigado pela vossa preferência. Voltem sempre.
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Bico calado


Jon Stewart arrasa o governador de New Jersey, Chris Christie, pela negociata que fez com a ExxonMobil. A petrolífera estava condenada a indemnizar o estado em 9 biliões de dólares por contaminação de solos durante cem anos e, com a interferência do fogoso governador, o estado recebeu apenas 250 milhões. E não é que o governador veio à televisão gabar-se das suas elevadas, mui eficazes competências de negociação!?
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domingo, 15 de março de 2015

Que salvaguardas para o turismo de massas nos Açores?

Sete Cidades. Foto de Paulo Machado 25fev2015.

Os possíveis impactos do turismo de massas estimulado pela chegada de operadoras aéreas de baixo custo aos Açores merecem a tomada de precauções, alerta a Associação Ecológica Amigos dos Açores. "Não é ter apenas regras bem definidas, mas também pô-las em prática e verificá-las. Assegurar que a capacidade de carga de um determinado monumento natural, caso da Caldeira Velha, na Ribeira Grande, em São Migue, ou de uma cavidade vulcânica, ser efetivamente validada a cada dia que passa e a cada momento que recebe visitas, no sentido de se balizar aquele número de pessoas que podem ser admitidas simultaneamente ou ao longo de um dia", sublinha Diogo Caetano.
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Mão pesada

O diretor da Sunshine Skips Ltd foi multado em 7 mil libras por operar ilegalmente um negócio de transporte de resíduos. A empresa, entretanto, foi dissolvida.
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Bico calado

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sábado, 14 de março de 2015

Seminário e escola unidos na rolagem de árvores

Foto retirada daqui.
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Bico calado

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sexta-feira, 13 de março de 2015

Lóbis das energéticas minam regras para reduzir a poluição

Mosteiros, S. Miguel-Açores. Foto de Açores NaturezaViva.
  • Cerca de metade (183 em 352) dos membros das delegações governamentais que negoceiam com a União Europeia os limites de emissões de centrais térmicas pertencem a empresas energéticas, denuncia a Greenpeace. Na delegação espanhola, 8 dos 12 membros representam empresas desse mesmo setor, como a Gas Natural Fenosa, a Iberdrola e a Endesa; 5 dos membros da delegação britância representam os mesmos interesses; 7 dos membros da delegação grega apoiam os interesses dessa centrais. «É uma vergonha que sejam as próprias energéticas a fazer as normas que regulamentam as suas próprias indústrias», diz a Greenpeace.
  • As novas leis que estão a ser preparadas pela União Europeia e que vão estabelecer os limites da poluição na Europa podem tornar-se mais leves do que as que regem a poluição na China, alerta a Greenpeace. É lamentável saber que um representante do ministério do Ambiente britânico usou um comentário semelhante aos que os lóbis da energia como a Eurelectric e a RWE fazem para justificar que certas tecnologias de eficiência energética são muito caras.
  • A Celtique Energy abandonou o projeto de testes para a extração de gás de xisto em Fenhurst e Wisborough Green, no Sussex, após o governo de David Cameron ter publicado legislação a proibir essa atividade em parques nacionais.
  • A Greenpeace pediu à reguladora da transparência britânica que faça o governo de David Cameron publicar o relatório integral e não censurado acerca dos impactos da fraturação hidráulica na economia rural. Isso será importante para as autoridades locais de Lancashire poderem votar a favor ou contra a concessão pedida pela Cuadrilla.
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Mão pesada para a Galp e outras do género

A Galp, a Endesa, a Gas Natural, a Iberdrola e a Hidrocantábrico foram multadas pela Agencia Española  de Protección de Datos (AEPD), por utilização abusiva de dados de clientes para alterar o fornecedor sem lhes dar conhecimento nem deles obter o seu consentimento, por os colocar em listas de devedores e, por isso, lhes enviar faturas indevidas, por cobrança de serviços não contratados, por inflação de faturas, etc. Só a Galp foi multada 24 vezes, num total de 594 mil euros. A Endesa foi multada 13 vezes, num total de 512 mil euros. A Iberdrola foi multada 8 vezes num total de 210 mil euros. A Gas Fenosa foi multada 8 vezes num total de 134 mil euros. A Madrileña Suministro de Gas e Hidrocantábrico foi multada em 126 mil euros. Recentemente, a Galp fora multada em 800 mil euros, pela Comisión Nacional de Mercados y Competencia, por concertação de preços em Espanha.
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quinta-feira, 12 de março de 2015

Escola permite arboricídio no seu recreio

Escola Secundária Dr José Estêvão, Aveiro. Foto: Rosa Pinho.


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Mão pesada

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Bico calado


  • António Costa (PS) ganhou cerca de 7700 euros por mês  na Quadratura do Círculo, programa da SIC. 
  • «A controvérsia em que a opinião pública mergulhou, quando confrontada com o carácter inconsciente do primeiro-ministro relativamente às suas obrigações contributivas, explicará parte da placidez da comunicação social face às últimas manifestações do potencial destruidor de Nuno Crato.» Santana Castilho in O potencial destruidor de Nuno Crato, Público 11mar2015.
  • “Grande deve ser a contrapartida para o MEC, entidade que deverá assegurar o direito às aulas por parte dos alunos, para ter desviado professores de Inglês, em todo o país, para frequentarem formação promovida pela empresa Cambridge”. Fenprof.
  • O presidente da Câmara de Santa Comba Dão, Leonel Gouveia (PS), pede apoios a Bruxelas para Museu Salazar. Diz que é «projeto prioritário». Parece que este autarca socialista está convencido de que o desenvolvimento do seu concelho depende do cadáver de Salazar?
  • Markus Nierth, presidente da câmara de Tröglitz, demitiu-se depois de as autoridades distritais de Burgenlandkreis terem recusado proibir uma manifestação de neonazis junto à sua casa.
  • A Suécia suspendeu a venda de armas à Arábia Saudita. O negócio de 10 anos era bom, mas a ministra dos Negócios Estrangeiros tinha que desistir de falar de democracia e de direitos humanos e omitir referências às pena de chicotadas aplicada a um bloguer saudita num discurso que ia fazer numa cimeira de líderes árabes.
  • Os EUA vão enviar 200 militares e 30 tanques e drones para a Ucrânia no valor de 75 milhões de dólares. Até agora os EUA e a NATO avançaram com 118 milhões em apoios de segurança para a zona. O Reino Unido vai enviar 75 militares para apoiar o exército ucraniano. A Polónia também disse que vai enviar conselheiros militares para a Ucrânia.


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quarta-feira, 11 de março de 2015

Praia de Waikiki está a desaparecer

  • A Florida não foi o único estado norte-americano a proibir os técnicos do ministério do Ambiente a utilizarem conceitos como «alterações climáticas», «aquecimento global» e «sustentabilidade». A Pensilvânia e a Carolina do Norte afinam pelo mesmo diapasão.
  • A praia artificial de Waikiki, no Hawaii, está a desaparecer. Problemas de erosão foram detetados cedo, no final do século 19, quando os empreendedores se lançaram a construir hoteis e urbanizações quase junto da linha de água. A introdução de um novo imposto está a ser equacionada para tentar reforçar a frente costeira: 7 cêntimos por ano e por cada mil dólares do valor da propriedade, o que, por exemplo, representaria cerca de 81 mil dólares que o grupo Starwood Hotels teria que pagar. 10% dos proprietários de Waikiki já manifestaram a sua oposição à ideia.
  • Cerca de 200 toneladas de peixo morto foram retiradas nos últimos dias das margens do Rio de la Plata, nos municipios de Montevideo e Canelones, Uruguai. Continuam por esclarecer as causas da catástrofe.
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Mão pesada

Seis pessoas foram presas por emprego de migrantes em condições de escravatura e despejo ilegal de resíduos perigosos em Orpington, Bristol, Scunthorpe e Newark, no Reino Unido.
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Bico calado


  • Quem foi o primeiro-ministro que se opôs à intervenção do Presidente em política externa e que, agora como Presidente, defende o que antes recusava?
  • A Worst Tours, fundada pela arquiteta Margarida "Gui" Castro Felga, mostra as partes menos boas do Porto. Quem nos diz isso é a National Public Radio, a RDP dos EUA.
  • «Portugal é uma porta para a entrada de droga para a Europa. Segundo funcionários governamentais, a maior parte da lavagem de dinheiro em Portugal está relacionada com a droga. A longa costa portuguesa, as suas vastas águas territoriais e as boas relações com países de África e da América Latina fazem de Portugal uma entrada para as drogas e para a cocaína da América Latina e do Norte de África. As autoridades portuguesas detetaram dinheiro proveniente de contrabando, por exemplo, de tabaco. As autoridades registaram ainda dinheiros provenientes de corrupção, tráfico de obras de arte e artefactos culturais, de  extorsão, peculato e crimes tributários. Operações cambiais e compras de imóveis são muitas vezes utilizados para a lavagem de rendimentos de origem criminosa.Quanto aos benefícios fiscais, em 2013, a Comissão Europeia permitiu que Portugal aumentasse a atribuição de benefícios fiscais a sociedades constituídas na Madeira, aumentando em 36,7% os limites máximos de base tributável para aplicação desses benefícios fiscais. A Comissão Europeia observou que "As autoridades portuguesas comprometeram-se a rever o actual regime da Zona Franca da Madeira para estabelecer controlos regulares específicos dos beneficiários da mesma ZFM, a fim de garantir que as empresas cujas atividades envolvam intermediação financeira, seguros e actividades financeiras e relacionadas com seguros auxiliares, bem como atividades de serviços intragrupo, não beneficiem de facto do regime atual.»
  • O exército iraquiano abateu dois aviões britânicos que transportavam armas para os terroristas do ISIS. Por isso o parlamento Iraquiano está a pedir explicações a Londres sobre este incidente. Curiosamente, já em Dezembro de 2014 o governo Iraquiano exigira explicações aos EUA sobre o motivo do adiamento da entrega de F16 e que muita falta estavam a fazer no combate aos terroristas do Estado Islâmico.
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terça-feira, 10 de março de 2015

Técnicos do Ambiente proibidos de usar conceitos como alterações climáticas, aquecimento global e sustentabilidade

BioRia, Salreu. Foto de La Salette Marques 7mar2015.
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Bico calado

  • Portugal vai voltar à monarquia para acabar com a praga de candidatos  presidenciais que lavra no país. 
  • « O Sr. [ministro da Educação, Nuno Crato] considera poder obrigar pessoas formadas nas diferentes universidades deste país a realizar um teste (CEPT) validado por uma universidade inglesa só porque sim? Considera que estas mesmas pessoas estão motivadas a apostar na sua formação quando a nossa carreira não existe há dez anos? Eu, muito claramente lhe digo, não estou! E não estou, também porque, apesar de ter sido coordenadora do Departamento de Línguas do meu Agrupamento de Escolas durante cinco anos e de ter tido uma avaliação de “Muito Bom”, serei contemplada com um “horário zero” já que o seu ministério decidiu fechar tês vagas na minha área disciplinar. O Sr., mais do que todos os outros ministros da educação anteriores a si, é responsável por esta minha desmotivação porque, depois de todas as palavras de apoio à classe e contra a sua antecessora quando éramos achincalhados em praça pública ainda há tão pouco tempo, tem vindo a mostrar que toda a estratégia tem somente a ver com interesses políticos e económicos e não com pessoas e os seus direitos. Isto que o senhor e o governo do qual faz parte estão a fazer aos docentes de Inglês deste país é um ultraje.» Célia Pedro Rosado.
  • A Argentina  desafiou o banco suíço HSBC a denunciar publicamente a alegada evasão fiscal de 3,5 biliões de dólares na subsidiária do banco argentino, sublinhando que, se não o fizer, interpretará isso como um ato de pirataria financeira.
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segunda-feira, 9 de março de 2015

Energia solar dominará o mundo dentro de 15 anos

Tóquio. Foto: Tomohiro Ohsumi, Bloomberg/Getty Images
  • A energia solar será, dentro de 15 anos, a principal fonte de energia a nível mundial, podendo produzir lucros na ordem dos 5 triliões de dólares, destronando assim os combustíveis fósseis, conclui  um relatório do Deutsche Bank. As tecnologias de amarzenamento de energia solar vão registar desenvolvimentos assinaláveis dentro dos próximos 5 anos, o que tornará a energia solar mais do que competitiva.
  • Um comboio que transportava crude descarrilou perto de Gogama, no norte de Ontario, Canadá, tendo-se incendiado e provocado contaminação num rio. Este é o segundo acidente do género, nesta região, em três dias, e o terceiro em menos de um mês.
  • África atómica é um filme que ganhou, na categoria do Ambiente, medalha de ouro no Festival de New York de 2014 Passou à hora do almoço de ontem, domingo, na SIC. O filme revela a agenda escondida da indústria nuclear e as consequências dramáticas para as pessias e para o ambiente. Em conluio com governos corruptos e parcerias duvidosas, empresas como a francesa AREVA extraem urânio para alimentar as centrais nucleares francesas a troco de promessas, nunca cumpridas, de benefícios para as comunidades locais. Essas empresas tentam, também, impôr projetos de centrais nucleares em África. Alguns ambientalistas e ativistas contra o nuclear têm sido intimidados, perseguidos e até assassinados. O filme mostra as péssimas condições de trabalho dos mineiros no Congo e no Sahara e a guerra latente no Mali, fruto de 50 anos de extração de urânio que destruiu vidas humanas e arrastou muitas comunidades para os braços da Al-Qaeda. Mais informação aqui e aqui.
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Reflexão - quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, as 3 textos mais populares dos últimos 8 dias foram, segundo a Google Analytics:
As visitas vieram, por ordem decrescente, de Portugal, do Brasil, dos EUA, da França, da Alemanha, de Angola, do Canadá, da Suíça, da Suécia e da Bélgica.

Proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores portugueses: Aveiro, Lisboa, Porto, Açores, Coimbra, Setúbal, Santarém, Braga, Faro, Leiria.

Obrigado pela vossa preferência. Voltem sempre.
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Bico calado

  • «Um primeiro-ministro que (por evidente necessidade, reconheça-se) impôs ao país o mais brutal agravamento da carga fiscal em muitas décadas não pode aparecer aos olhos da opinião pública com uma história fiscal com tantas fragilidades. Um governante que aprovou leis que transformam o não pagamento de alguns cêntimos nas portagens das SCUT em multas de muitas centenas de euros não pode querer que aceitemos os seus buracos negros fiscais com um encolher de ombros. O político que vetou uma proposta de alteração legislativa que proibia a penhora das casas dos contribuintes em incumprimento fiscal não pode ter um currículo fiscal com falhas. Um líder partidário que, num congresso entre os seus pares, protesta contra as fugas aos impostos, em nome da defesa dos valores da social-democracia, não pode aparecer depois envolvido em casos de “distracção” sobre os deveres contributivos. Afinal queremos viver num país onde a exigência se cultiva, ou não? O problema de Pedro Passos Coelho não é essencialmente ético, é fundamentalmente político. A aura que se esforçou por cultivar de governante austero, determinado e inflexível perante as receitas do Estado cola mal com essa imagem de contribuinte relapso, laxista e flexível. Se não sabia que tinha de pagar à Segurança Social, devia saber; se se distraiu em relação aos deveres fiscais e deixou o seu processo arrastar-se até à fase da execução fiscal, é laxista. Em qualquer um dos casos, é digno de censura pública pelo seu passado e essa mancha não se limpa com o pagamento a reboque dos impostos ou contribuições em falta. As corridas atrás do prejuízo depois de o fisco avançar com penhoras ou de todo o país ter dado conta que o seu primeiro-ministro passou anos em incumprimento são um salvar da face, não a redenção de actos culposos. Considerar que este comportamento de quem nos Governa é aceitável é transmitir um poderoso estímulo a todos os cidadãos para que se distraiam de pagar impostos ou que não se preocupem em saber que têm de descontar para a Segurança Social.» Manuel Carvalho in Passos Coelho, O Príncipe imperfeito, Público 3mar2015.
  • Sobre os abusos permanentes aos trabalhadores dos hipermercados CONTINENTE, por trabalhadora abusada.
  • O governo canadiano assinou um acordo, válido por 14 anos, de venda de armas e equipamento militar à Arábia Saudita, enquanto pretende fazer passar a imagem de que defende os direitos humanos de um bloguer condenado a ser chicoteado.
  • Os jovens usam as redes sociais para construir uma boa imagem de si e não para fomentar o diálogo intercultural ou desenvolver uma colaboração crítica, revela estudo dee professores da  Universidade Autónoma de Barcelona.

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domingo, 8 de março de 2015

Portugal, Espanha e República Checa fiéis ao milho da Monsanto


Couto de Esteves: sem transgénicos nem herbicidas.
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Reflexão

«A escravatura só passou a ser crise para as elites britânicas e americanas quando o abolicionismo a considerou como tal. A discriminação racial só passou a ser crise quando o movimento dos direitos civis a considerou como tal. A discriminação sexual só passou a ser crise quando o feminismo a considerou como tal. O apartheid só passou a ser crise quando o movimento anti-apartheid o considerou como tal. 
Por isso, se muitos de nós deixarmos de olhar para o lado e decidirmos que as alterações climáticas são uma crise merecedora de um ‘Plano Marshall para a Terra’, então elas serão consideradas como tal, e a elite política terá de reagir, não só disponibilizando recursos mas também alterando as regras que comandam o mercado livre e que sabemos ser muito flexíveis quando os interesses das elites estão em perigo.» Naomi Klein in This changes everything: Capitalism vs the Climate, Penguin, march 2015 -  quoted in The Guardian.
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Bico calado

  • « (...) A conformidade é a chave que tudo abre e o critério primeiro para definir a elite consensual que se moldou pela fórmula do 'Nem-Nem'. Modestos e realistas, estes filisteus de uma nova espécie abarcam todo o espectro político e não se manifestam apenas às quintas-feiras. Há-os todos os dias, em proliferação: tantos e tão incapazes de despertarem qualquer gesto político que ultrapasse os limites da rotina, faça emergir uma ideia e antecipe um qualquer — pequeníssimo que seja — mundo possível. Esta elite consensual que segrega uma doxa a que poderíamos chamar o tecno-populismo (dando assim a ver um paradoxo: são os habituais denunciadores do populismo que representam o populismo mais saliente do nosso tempo) compreende também uma parte considerável dos profissionais do comentário político, jornalistas e analistas das várias especialidades da tripla aliança política, económica e mediática. Empossados como fabricantes de opinião para consumo da população genérica, quanto mais 'Nem-Nem' são, mais hipóteses têm de ser aclamados como objectivos e responsáveis. (...) Esta elite consensual, resultante de um agregado onde se instalou a maquinaria infernal de produção do 'homem médio' ou homo mediocris, reivindica-se como uma maioria moral, na medida em que exerce uma hegemonia da opinião. E a opinião, no sentido de doxa, de senso comum, é sempre vontade de maioria e de conformidade. Daí, a regra mais importante da elite consensual: nunca oferecer qualquer resistência ao presente.» António Guerreiro in A elite consensual, Público 6mar2015.
  • O Entroncamento de Montenegro, in Estátua de Sal.
  • «A condição dos membros das várias ‘juventudes’ dos partidos (que vão até aos 30 anos) acaba por ser uma condição de relativa irresponsabilidade, sobretudo para aqueles que exercem cargos no ‘aparelho’. Os deveres para com a sociedade e o Estado são obscurecidos pelas pequenas lutas domésticas pelo poder e pela grande questão de saber se a seita consegue ou não ocupar o governo e o Estado – fonte de favores, recompensas, influência e dinheiro. Este mundo fechado sobre si próprio não se importa muito com o mundo exterior e não exige um comportamento cívico exemplar. Pelo contrário, tolera uma imensa quantidade de ‘erros’, por assim dizer, em nome do interesse superior da facção. Do incidente fiscal de Pedro Passos Coelho só uma coisa se deve concluir: as ‘juventudes partidárias’ precisam de ser abolidas, como primeiro acto para a regeneração do regime. Os jovens que se inscrevam onde quiserem na idade de votar e que sejam tratados como o militante comum. Que os partidos não sirvam mais de educadores da ‘classe política’ e aviário de ministros. Basta o que basta.» Vasco Pulido Valente in Aviário de ministros, Público 7mar2015.
  • Cenas do Carnaval de Dusseldorf: (1), (2), (3), (4), (5), (6)
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sábado, 7 de março de 2015

Distribuidoras alertam para água salgada

Imagem retirada daqui.
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Mão pesada

A Tank Industrial Maintenance Limited foi multada em 38 mil libras por irreguralidades no espalhar de efluentes e resíduos alimentares em duas campos de Doncaster e Worksop, Sheffield. O seu diretor foi multado em 1570 libras e proibido de ser diretor da empresa durante 4 anos.
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Bico calado

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sexta-feira, 6 de março de 2015

Base militar responsável por contaminação de aquíferos que abastecem a Praia da Vitória

Foto de António Valador, Horta em Casa 1mar2015.
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Mão pesada

As comunidades peruanos de Achuar foram indemnizadas, numa quantia mantida em segredo, pelas mortes, defeitos de nascença e danos ambientais causados pelas operações da Occidental Petroleum entre 1971 e 2000. As verbas da indemnização serão aplicadas, através de uma Fundação, em programas de saúde, educação e alimentação. Isto de o valor da indemnização ter ficado blindado numa fundação pode trazer alguma água no bico...
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quinta-feira, 5 de março de 2015

Lisboa melhorou a sua qualidade de vida

Serra Devassa-Serra Gorda, S. Miguel-Açores. Foto de António Rego.
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Mão pesada para a Mekatek Ltd

A Mekatek Ltd foi multada em 55 mil libras por ilegalidades registadas na sua unidade de reciclagem em Camarthen, País de Gales.
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Reflexão - Prosperidade sem desenvolvimento?

Sim, é possível, diz Giorgos Kallis, professor na Universidade Autónoma de Barcelona.

O crescimento económico tem-se revelado cada vez mais difícil nas economias avançadas, e tornou-se social e ecologicamente insustentável. Penhorámo-nos para crescer e agora somos forçados a crescer para pagar as nossas dívidas.
O decrescimento é um apelo para descolonizar o imaginário social da ideologia de um futuro num só sentido para o crescimento. O decrescimento não é a mesma coisa que recessão. É a hipótese de que podemos alcançar a prosperidade sem crescimento económico.

Dez ideias para o decrescimento no contexto espanhol:

1 Auditoria da dívida dos cidadãos. Uma economia não pode ser obrigada a crescer para resolver dívidas acumuladas que contribuíram no passado para o crescimento fictício. É essencial não só reestruturar mas também eliminar parte da dívida com uma auditoria à dívida dos cidadãos. Essa eliminação não deve ser feita à custa dos aforradores e dos pensionistas. As dívidas dos grandes rendimentos não devem ser perdoadas. Os que emprestaram com fns especulativos devem assumir as perdas. 

2 Partilha do trabalho. Reduzir a semana de trabalho para, pelo menos, 32 horas e desenvolver programas que apoiam as empresas e organizações que querem facilitar a partilha de trabalho. 

3 Rendimento mínimo e máximo. Estabelecer um rendimeno mínimo para todos os residentes em Espanha de € 400 a € 600 por mês, pagos sem qualquer exigência. O rendimento máximo não deverá ser superior a 30 vezes o rendimento mínimo (12.000 € - 18.000 € mensais).

4 Reforma fiscal verde. Implementar um sistema de contabilidade para mudar o sistema fiscal de um modelo baseado principalmente no trabalho para um baseado no uso de energia e de recursos. A tributação sobre os rendimentos mais baixos poderiam ser reduzidos e compensados com um imposto sobre o carbono. Estabelecer uma taxa de 90% sobre os rendimentos mais altos (essas taxas eram comuns nos EUA na década de 1950). Controlar a riqueza de capital através do imposto sucessório e de IMI mais pesado para os casos de segunda e terceira habitação.

5 Acabar com os subsídios e os investimentos em atividades poluidoras e canalizar os dinheiros públicos para a produção limpa. Reduzir a zero o investimento público em infraestruturas de transportes privados (por exemplo novas estradas, expansão de aeroportos), tecnologia militar, combustíveis fósseis ou projetos mineiros. Aplicar as verbas na melhoria do espaço público rural e urbano, por exemplo em praças, ruas pedonais, subsídios aos transportes públicos, esquemas de aluguer de bicicletas, desenvolvimento de projetos de energias renováveis descentralizados controlados pelas autarquias locais.

6 Apoiar a sociedade alternativa e solidária. Apoiar, através de benefícios fiscais, o setor cooperativo sem fins lucrativos, redes de cuidados básicos de saúde, cooperativas de partilha de casas. 

7 Otimizar o uso dos edifícios. Acabar com a construção de novas casas, rehabitando as casas que há e facilitando a ocupação integral das casas. Aplicar taxas pesadas a segundas casas, casas devolutas ou abandonadas. Se necessário, expropriar as casas vazias.

8 Reduzir a publicidade. Estabelecer parâmetros restritivos para autorizar a publicidade em espaços públicos, tal como em Grenoble. Dar prioridade à disponibilização de informação. 

9 Estabelecer limites ambientais. Estabelecer limites absolutos e de redução no total de CO2 que a Espanha pode emitir e a qualidade total dos recursos materiais que usa, incluindo emissões e materiais incorporados em produtos importados. Esses limites poderiam ser em CO2, materiais, pegada hídrica ou área cultivada. Limites semelhantes poderiam ser estabelecidos para outras pressões ambientais como a extração de água, a área total de construção permitida e o número de licenças para empresas tur+ísticas em zonas saturadas.

10 Abolir a utilização do PIB como indicador do progresso económico. Se o PIB é um indicador enganador, devemos parar de usá-lo e ponderar outros indicadores de prosperidade.
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