Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Verdes exigem informação sobre culturas transgénicas

Foto de Davide Quaresma.
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Mão pesada para a Exxon Mobil

A Exxon Mobil vai pagar 250 milhões de dólares de indemnização por contaminação de campos e zonas húmidas provocada pelas suas refinarias de Bayway ae Bayonne, em New Jersey. Os prejuízos foram calculados em cerca de 9 biliões.
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Bico calado

  • Parte do cérebro de Zeinal Bava que guardava as memórias foi emprestada ao grupo Espírito Santo e pode estar perdida para sempre.
  • «A Horta tinha finalmente assumido a sua vocação de capital do turismo, abandonando a agricultura, antiquada e inútil depois de terem terminado os subsídios europeus, conservando-se apenas algumas vacas para os turistas fotografarem. Da mesma forma, o antigo porto de pescas fora encerrado, até porque há muito que não se encontrava qualquer peixe à volta das ilhas e fora reconvertido na grande central de aquacultura de perca-do-Nilo-dos-Açores. Os pescadores, esses, dedicavam-se agora a fazer passeios turísticos e a posar para as fotos. A cidade crescia a olhos vistos, com as carradas de gente que os voos low-cost despejavam no recentemente inaugurado aeroporto internacional das Dutras. A autoestrada marginal desembocava numa rotunda à sombra da estátua, de dezenas de metros de altura, do Presidente da Câmara que em tempos antigos, nos inícios do século XXI, teve a visão de modernizar a nossa cidade. À direita, onde em tempos se erguia um velho terminal marítimo, um fluxo continuo de automóveis saia da ponte Vasco Cordeiro, que atravessava o canal, unindo Horta e Madalena, uma imponente realização da engenharia açoriana que, apesar dos cinquenta anos de atraso na obra e dos colapsos ocasionais, era o orgulho das duas ilhas.» Tiago Redondo in Horta, século XIII.
  • «O deputado Paulo Mota Pinto preside ao Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação (as Secretas)... apesar de ser homem de confiança da filha do presidente angolano. Mota Pinto é mesmo o presidente do Conselho Fiscal da Zon Optimus, a operadora de Isabel dos Santos. No Parlamento, não parecem importar-se com estas promiscuidades. Só falta mesmo nomear Paulo Mota Pinto para fiscal... das incompatibilidades.» Paulo Morais.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Degelo do Ártico pode beneficiar Portugal?

Imagem retirada daqui.
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Reflexão

Porque é que a ascensão do fascismo é outra vez o problema, por John Pilger.

Pontos a reter:

1 Se os nazis não tivessem invadido a Europa, Auschwitz e o Holocausto não teriam acontecido. Se os Estados Unidos e os seus satélites não tivessem começado a guerra de agressão ao Iraque em 2003, cerca de um milhão de pessoas estariam hoje vivas e Estado Islâmico, ou ISIS, não nos teria feito reféns da sua selvajaria. 

2 Tal como o fascismo dos anos 30 e 40, as grandes mentiras são divulgadas com a precisão de um metrónomo: graças aos onipresentes e repetitivos media e à sua censura venenosa por omissão. Tomemos por exemplo a catástrofe na Líbia. Em 2011, a NATO lançou 9.700 ataques contra a Líbia, mais de um terço dos quais contra alvos civis. Foram utilizadas ogivas nucleares (...) A Cruz Vermelha identificou valas comuns, e a Unicef informou que a maioria das crianças mortas tinham menos de dez anos. A sodomização pública do presidente da Líbia, Muammar Gaddafi, foi recebida pela secretária de Estado de então, Hillary Clinton, com as palavras: «Nós viemos, nós vimos, ele morreu.» O seu assassinato, tal como a destruição do seu país, foi justificado com uma grande mentira: ele estava a preparar um genocídio contra o seu próprio povo. Para Obama, Cameron e Hollande, o verdadeiro crime de Gaddafi era a independência económica da Líbia e a sua intenção de acabar com a venda das reservas de petróleo africano em dólares americanos. O petrodólar é um pilar do poder imperial americano. Gaddafi planeava criar uma moeda comum africana apoiada no ouro, estabelecer um banco pan-africano e promover a união económica entre países pobres com recursos valiosos. Depois do ataque da Nato, Obama confiscou 30 biliões de dólares do banco central da Líbia destinados por Gaddafi para estabelecer um banco central africano.

3 Em 1999, Bill Clinton e Tony Blair enviaram a Nato para bombardear a Sérvia porque, mentiram eles, os sérvios estavam a cometer um genocídio contra as minorias étnicas albanesas no Kosovo, tendo, segundo essa mentira, sido exterminados 225 mil albaneses. Depois dos bombardeamentos da Nato, com todas as infraestruturas sérvias destruídas, equipas judiciais desceram à cena para recolher provas do alegado holocausto. Passado um ano, o tribunal das Nações Unidas anunciou o registo de 2788 mortos no Kosovo, rejeitando o conceito de genocídio. O holocausto fora uma mentira. O ataque da Nato fora uma fraude. Atrás da mentira, houve um objetivo a cumprir. A Jugoslávia era um país independente, multi-étnico, que fora uma ponte económica e política durante a Guerra Fria. A maior parte dos seus serviços e empresas eram públicas e isto não era aceitável para a Comunidade Europeia, em especial para a recém unificada Alemanha, que começava a reconquistar mercados na Croácia e na Eslovénia. Já em 1991, à margem da cimeira de Maastricht, um acordo secreto previa o reconhecimento da Croácia por parte da Alemanha. O Banco Mundial começou a negar empréstimos à Jusgoslávia. Em 1999, numa conferência de paz para o Kosovo, realizada em Rambouillet, França, houve um anexo B secreto, introduzido à última hora, exigindo a ocupação militar de toda a Jugoslávia e a introdução de uma economia de mercado livre e a privatização de todos os bens governamentais. Como esta cláusula não foi aceite, as bombas da Nato resolveram o assunto. Este caso foi o precursor das catástrofes do Afeganistão, do Iraque, da Síria, da Líbia e da Ucrânia.

4 Nos anos 60, uma revolução transformou o Afeganistão, na altura o país mais pobre do mundo. As reformas aboliram o feudalismo, deram liberdade de religião e direitos iguais para as mulheres e justiça social para as minorias étnicas. O governo introduziu cuidados médicos grátis para os mais pobres e um vasto programa de alfabetização foi lançado. Todas estas mudanças foram consideradas desestabilizadoras. Em 1979 a Casa Branca autorizou a oferta de 500 milhões em armas e logística para apoiar grupos fundamentalistas para derrubar este governo reformista. Estes mujahedins foram os antecessores da al-Qaeda e do Estado Islâmico. O seu lider, Gulbuddin Hekmatyar, recebeu milhões da CIA. Na vida real traficava ópio e despejava ácido nas caras das mulheres que recusassem o uso do veu. Foi elogiado pela primeira-ministra britânica Thatcher como «combatente da liberdade». Muitos dos operacionais que aderiram aos Talibans e à a-Qaeda foram recrutados numa universidade islâmica em Brooklyn, Nova Iorque, e treinados num campo da CIA na Virginia.

5 «Acredito no excepcionalismo americano com toda a fibra do meu ser», disse Obama, evocando declarações do fetichismo nacional dos anos 30. Carl Schmitt, um admirador de Hitler, dizia que «o rei é aquele que decide a excepção». Isto resume o americanismo, a ideologia dominante. Mantê-la disfarçada como ideologia predatória é o objetivo de uma lavagem ao cérebro também disfarçada. Cresci numa dieta cinematográfica de glória americana. Eu não sabia que o Exército Vermelho tinha destruído a maior parte da máquina de guerra nazi à custa da perda de 13 milhões de soldados, enquanto as perdas americanas se ficaram pelos 400 mil. Hollywood trocou este pormenor. 

6 Durante a Segunda Guerra Mundial, a América e o Reino Unido atacaram a Grécia, que tinha lutado heroicamente contra o nazismo e resistia contra a ascensão do fascismo grego. Em 1967, a CIA ajudou a colocar no poder uma junta militar fascista em Atenas, tal como fez no Brasil e noutros países da América Latina. Alemães que se tinham conluiado com a agressão nazi e cometido crimes contra a humanidade mereceram paraísos seguros nos EUA.

7 Nos anos 90, as antigas repúblicas soviéticas e os Balkans tornaram-se postos avançados da Nato. Responsável pelas mortes de milhares de judeus, polacos e russos durante a invasão nazi da União Soviética, o fascismo ucraniamo foi reabilitado e rotulado de nacionalista. Em 2014, Obama investiu 5 biliões de dólares num golpe contra o governo eleito. As tropas de choque foram os neo-nazis do Svoboda e do Sector Direita, mais tarde integrados no governo golpista de Kiev. Victoria Nuland, vice-secretária de estado para os Assuntos Europeus, criticou os europeus por estarem contra o armamento do regime de Kiev. Ela foi o cérebro do golpe de Kiev. Mas o golpe não correu como eles queriam. A Nato foi impedida de invadir a Crimeia. A maioria da população russa da Crimeia, ilegalmente anexada por Nikita Krushchev em 1954, votou em massa para pertencer à Rússia. Não houve nenhuma invasão. Simultaneamente, o regime de Kiev tenta fazer uma autêntica limpeza étnica na população russa do leste do país. Tem valido tudo. Mais de um milhão de refugiados fugiram para a Rússia. Segundo os media ocidentais, eles fogem da violência provocada pela invasão russa. Nenhuma prova dessa invasão foi até agora exibida, o que é estranho numa época em que é fácil usar provas via satélite. Em 2 de maio de 104, em Odessa, 41 russos foram queimados vivos na sede do sindicato na presença da polícia. Os media americanos e britânicos consideraram a ocorrência uma triste tragédia, resultado de escaramuças entre nacionalistas (neo-nazis) e separatistas (pessoas que recolhiam assinaturas para um referendo sobre uma Ucrânia federal). O New York Times enterrou a estória, o Wall Street Journal responsabilizou as vítimas pelo massacre e Obama elogiou a junta pela sua moderação. Em 21 de fevereiro, o senador republicano James Inhofe, propôs o envio de armas para o regime de Kiev. Na sua apresentação ao Senado, usou fotos que disse serem de tropas russas invadindo a Ucrânia, mas as fotos foram de imediato consideradas falsas. Isto faz lembrar as provas falsas fornecidas por Colin Powell acerca das armas de destruição massiva no Iraque. Os donos do mundo querem dominar a economia da Ucrânia e querem torná-la uma base de mísseis. A nova ministra das Finanças de Kiev, Nataliwe Jaresko, é uma antiga técnica do departamento de Estado responsável pelo investimento norte-americano no estrangeiro. Deram-lhe a cidadania ucraniana à pressa. Eles querem o gás da Ucrânia; o filho do vice-presidente Joe Biden faz parte da administração da maior empresa ucraniana de petróleo, gás e fraturação hidráulica. A gigante de sementes transgénicas Monsanto quer os terrenos férteis da Ucrânia. No fundo, eles querem o poderoso vizinho da Ucrânia: a Rússia. Querem desmembrá-la para explorar a maior fonte de gás natural do mundo. Com o gelo do Ártico a derreter, eles querem controlar o Ártico e as suas riquezas energéticas. O seu agente em Moscovo era Boris Yeltsin, um bêbado que estendeu a economia do país ao ocidente. Putin, o seu sucessor, reestabeleceu a soberania russa, e esse é o seu crime.

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Bico calado

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Torre Eiffel esconde turbinas eólicas

Serra Devassa-Serra Gorda (S. Miguel-Açores). Foto de António Rego.
  • Uma mina polémica, responsável por um dos piores desastres ambientais em Espanha, vai reabrir. O desastre da mina de Los Frailes, em Aznalcóllar, perto de Sevilha, aconteceu quando um dos seus diques rebentou e uma enorme quantidade de lamas tóxicas deslizaram para o rio Guadiamar. A mina de cobre, zinco e chumbo vai ser explorada pelo Grupo México, uma empresa que, o ano passado, teve que gastar 150 milhões de dólares em operações de limpeza e descontaminação após acidente na mina de Buenavista, no noroeste do México, que contaminou um setor do rio Sonora com ácido sulfúrico.
  • A torre Eiffel esconde duas turbinas eólicas para gerar eletricidade limpa. 
  • O Ibama e a Polícia Federal Ambiental do Pará prenderam o grileiro Ezequiel Antônio Castanha, considerado o maior desmatador da Amazônia, acusado de dirigir uma quadrilha que se apoderava ilegalmente de terras de titularidade pública para depois desmatá-las e vendê-las como pasto a um preço elevado.
  • Agricultores peruanos estão contra o projeto de expansão de uma mina de cobre em Cajamarca, explorada pela Yanacocha, uma filial da gigante norte-americana Newmont. Alegam que a expansão vai comprometer o abastecimento de água às suas terras.
  • Acabar com a corrupção que grassa na indústria do abastecimento de água é fundamental para evitar conflitos derivados de situações de desespero, alerta um relatório das Nações Unidas baseado em estudos de caso de 10 países (Bangladesh, Bolívia, Canadá, Indonésia, Repúblic da Coreia, Paquistão, Singapura, Uganda, Vietname e Zâmbia. A corrupção tem provocado uma hemorragia de preciosos recursos financeiros, 30% dos quais provenientes de subsídios para investimentos nessa área. É, por isso, um crime contra a humanidade.
  • Colonos israelitas continuam a abater oliveiras em propriedade de palestinianos do sul do Monte Hebron, o que viola o estabelecido nas convenções de Genebra. Não só abatem oliveiras como proibem e impedem os palestinianos de plantar oliveiras nos seus terrenos.
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Bico calado


Virunga é a estória de um grupo de gente corajosa que arrisca as suas vidas para preservar e lutar por um futuro melhor numa parte esquecida de África. Eles protegem o Parque Nacional de Virunga, no Congo, contra milícias armadas, caçadores furtivos e forças obscuras que tentam controlar e conquistar os recursos naturais da zona.
Entretanto, um grupo de deputados britânicos, exigiu às autoridades britânicas e norte-americanas a abertura de um inquérito à Soco Internacional, uma petrolífera sedeada em Londres acusada de ter subornado empreiteiros e rebeldes armados na zona do Parque Nacionalde Virunga, onde a empresa tem interesses.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Taludes da Ribeira de Silvalde não suportam aumento de caudal

Ribeira de Silvalde, perto da foz, em Espinho.

Bastou um pouco de chuva coincidir com a preiamar e o mar agitado para haver rombos nos taludes. Nada que não possa ser corrigido, não sendo, para tal, exigidos grandes meios técnicos e financeiros. Bastará querer. 
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Ribeira dos Milagres: mais uma descarga

  • Enorme descarga de efluentes suinícolas foi registada na Ribeira dos Milagres. As descargas para a Ribeira dos Milagres ocorrem há várias décadas, prevendo-se que o problema seja resolvido com a construção de uma ETAR, cuja obra foi aprovada como Projeto de Interesse Nacional (PIN). Em junho de 2013 a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, presidiu à assinatura de um protocolo que previa construir a ETES em dois anos, obra no valor de 20 milhões de euros. O protocolo envolve aquele ministério, a SIMLIS, empresa responsável pelo Sistema Multimunicipal de Saneamento do Lis, as autarquias da Batalha, Porto de Mós e Leiria, bem como as entidades promotoras Recilis, Fomentinvest e a Luságua, que ficarão responsáveis pela construção, instalação e exploração da estação.
  • Há agricultores franceses que continuam a importar de Figueras, Espanha, fungicidas que estão ilegalizados no país. A carbendazim, da Cheminova, comercializada com o nome de Maypon Flow, é interdita em França por ser considerada muito perigosa.
  • Tulare, no Vale de San Joaquin, Califórnia, já tem uma central de etanol produzido a partir de excrementos de vacarias.
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Mão pesada

  • A South West Water foi multada em 50 mil libras por contaminação da ribeira de Polly, em Woodbury, Devon, com esgotos não tratados.
  • A Stack Metallurgical Services, a Dickinson Frozen Foods, a Apple King e a Wind Flow Fertilizer foram multadas num total de 167 mil dólares por não terem comunicado às autoridades competentes a fuga de amoníaco anidro das suas unidades industriais.
  • A Chem-Solv e a Austin Holdings-VA foram multadas em 613 mil dólares por irregularidades no tratamento e armazenagem de resíduos perigosos.
  • A CSX Transportation foi multada em 380 mil dólares pela contaminação do rio James, em West Virginia, provocada pelo descarrilamento  de vagões carregados com crude.
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Bico calado

  • «Estou convencida de que isto não passará, até porque na legislação há uma coisa chamada responsabilidade dos titulares de cargos políticos, e se um autarca aprovar um benefício que não tenha enquadramento legal, que é um benefício a terceiros, pode incorrer numa pena de crime, com uma sanção penal elevada. E, portanto, não estamos a brincar. É bom que as pessoas percebam que as câmaras municipais não têm o poder absoluto. Sobre as câmaras existe uma coisa chamada assembleias municipais e, no caso concreto de Lisboa, a assembleia municipal dedica muito do seu tempo a fiscalizar os actos do executivo.» Helena Roseta, presidente da AM de Lisboa, sobre a isenção de taxas urbanísticas, no valor de cerca de 1,8 milhões de euros, solicitada pelo Sport Lisboa e Benfica.
  • «Os europeus poderão candidatar-se à cidadania índia. Basta que o candidato escreva um pedido de desculpas pelos crimes cometidos pelos seus antepassados e pague uma taxa de 5 mil dólares. Não serão aceites os portadores de doenças contagiosas ou tiverem cometido crimes.» Conselho das Tribos Índias Americanas, reunido em Taos, Novo México.
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Virus introduzido para matar coelhos?

Foto de Ionel Onofrash.
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Bico calado

Israel abriu represas, sem aviso, obrigando centenas de palestinianos a abandonar as suas casas inundadas na Faixa de Gaza, informa a RT citando a agência Maan.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Crise de água em São Paulo deve-se ao crescimento, à poluição e à desflorestação

  • Há muita gente a evitar comer kumquat diretamente da árvore. Têm receio da sua toxicidade, porque andam a abusar de fertilizantes e pesticidas para garantir uma crescente procura que tornou aquele fruto uma moda.
  • A atual crise de água em São Paulo deve-se ao crescimento, à poluição e à desflorestação, lê-se no NYTimes de 17 de fevereiro.
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Bico calado


A Grécia morreu por nós, por João Quadros in JNegócios 20fev2015.
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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Poluição do ar induz suicídio?

Foto de Matt Doggett.
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Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, as 3 postas mais populares dos últimos 8 dias foram, segundo a Google Analytics:
As visitas vieram, por ordem decrescente, dos Estados Unidos, de Portugal, da China, da Alemanha, da Rússia, do Brasil, da Irlanda, da França, da Coreia do Sul e da Suíça. 

Obrigado pela vossa preferência. Voltem sempre.
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Bico calado

  • «O leitor lembra-se da primeira viagem que François Hollande fez após tomar posse? E qual foi a primeira viagem que Passos Coelho fez depois de tomar posse (embora antes já tivesse feito algumas para o mesmo destino)? Pois, foram as duas a Berlim para colocar a chanceler Angela Merkel a par dos seus planos. E ainda se lembram do ex-ministro português das Finanças, Vítor Gaspar, a pedir delicadamente ajuda ao seu homólogo alemão, Wolfgang Schauble, com este a dizer-lhe displicentemente que depois de haver resultados se veria? Pois, os gregos não fizeram nada disso e vieram lembrar-nos que a ordem natural das coisas na Europa é outra. O poder na União Europeia está hoje em Berlim. Melhor: está em Angela Merkel e Wolfgang Schauble e, depois deles, em todas as suas correias de transmissão, desde primeiros-ministros e governos submissos, a economistas, universitários, analistas e comentadores, cada qual mais fundamentalista que o anterior. Ora o primeiro-ministro e o ministro das Finanças gregos, Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis, fizeram algo tão simples como colocar no topo dos seus interlocutores europeus o Parlamento, a Comissão e os Estados membros sem discriminação. É algo tão natural que ninguém se devia surpreender. Mas como nos últimos anos os líderes fracos que governam a Europa (e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que ocupou o cargo durante uma década) deixaram que o eixo do poder se movesse para a Alemanha sem qualquer oposição, a decisão grega surge quase como uma afronta à ordem estabelecida. Mas não. A ordem que existia até agora é que não é normal. A Europa foi construída como base na solidariedade e a igualdade entre os Estados membros e não como uma organização em que manda um e todos os outros obedecem. E por isso todos nós, europeus, temos de agradecer a Tsipras e a Varoufakis por estarem a devolver aos europeus o orgulho de pertencerem ao clube mais solidário e democrático do mundo.» Nicolau Santos in Esparta não se rendeu a Xerxes. E náo se renderá a BerlimExpresso 6fev2015.
  • «(...) Dizem as agências noticiosas, citando fontes do governo grego, que Portugal e Espanha foram os dois países que mais se opuseram à obtenção do acordo final. Triste fado, o nosso, termos um Primeiro-Ministro tão incapaz de ver que defender o acordo com a Grécia não seria defender só os interesses da Grécia, mas também defender os interesses de Portugal. É que, este acordo, é uma pequena porta que se abre para a flexibilização das medidas de austeridade que são impostas aos países intervencionados. E por bizarro que seja, é isso que Passos nunca quis, porque não é um patriota. Ele que sempre quis a dureza da austeridade e do empobrecimento para ter argumentos para a sua inépcia política e ausência de estratégia que estivesse para além da simples venda do país em saldos. Lamentável. Passos engoliu o primeiro sapo. Até Outubro, estimo que não terá barriga suficiente para engolir os que ainda estarão para vir.(...)» Estátua de Sal in Os defensores da austeridade tomaram o primeiro Kompensa.
  • Tensão entre Portugal e Grécia. Varoufakis invoca ‘boas maneiras’ para não falar sobre Maria Luís. JNegócios 20fev2015.
  • «(...) Esta sucessão de hipóteses mostra a volatilidade em que está mergulhada a vida política portuguesa, em si mesmo também um resultado dos anos de “ajustamento”, que tornaram amorfas as diferenças e uniformizaram a política por via da “inevitabilidade”, ou seja, impuseram os “mercados” e não os eleitores como julgadores das políticas e definiram fronteiras do que é “aceitável” ou não, fora do terreno da decisão democrática. Aquilo que se tem chamado a “ditadura dos mercados” é a forma moderna de fusão dos interesses económicos com a política, que já não permite a caricatura dos capitalistas de cartola, senhores do aço e das fábricas de altas chaminés, mas sim os impecáveis banqueiros e altos consultores vestidos depin stripes, assessorados por uma multidão de yuppies vindos das universidades certas com o seu MBA, que num qualquer gabinete do HBSC movem dinheiro das ilhas Caimão para contas numeradas na Suíça. (...)» Pacheco Pereira in Votalilidade, Público 21fev2015.
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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Holanda ignora terramotos provocados por extração de petróleo

Dezenas squrfam a mesma onda no rio Dordogne, no sudoeste da França.


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Bico calado

  • Não foi pecado, Juncker, foi crime, por Renato in Obeissance Morte.
  • Luís Figo, o peseteiro, por Valdemar Oliveira in Correio dos Açores 18fev2015: «(...) Para que as pessoas compreendam aquilo que quero dizer, para que percebam o grande risco que o bom nome de Portugal correria com a eleição de Figo para a presidência da FIFA, junto anexo um resumo da vida de Luís Figo que circula na Internet. (...) - Em 1989, era Sousa Cintra presidente do Sporting quando Figo assinou um contrato com o Benfica. Voltou atrás quando o Sporting dobrou a proposta dos benfiquistas. - Em 1995, era ainda jogador do Sporting quando assinou por 2 clubes italianos ao mesmo tempo, Parma e Juventus, dando origem a um imbróglio jurídico inédito no futebol europeu. Foi impedido pela Federação Italiana de Futebol de se inscrever por qualquer clube italiano durante 2 anos. - Ainda nesse ano, recusou a renovação pelo Sporting, razão pela qual, em fim de contracto, acabou por sair para o Barcelona, por um valor irrisório, prejudicando em muitos milhões o clube que o formou e lançou no futebol; - Em 2000, idolatrado pelos adeptos do Barcelona e por toda a Região da Catalunha, concordou ser usado pelo presidente do Real Madrid, durante a sua campanha eleitoral. Acto contínuo, naquele ano de 2.000, recusou-se renovar pelo Barcelona, e assinou contracto com o Real Madrid, sem qualquer explicação, daí o nome que o tornou célebre em toda a Espanha, principalmente na Catalunha, de “Pesetero” ou seja, amante e cego pela moeda espanhola de então, a peseta. - Em 2001 quando foi eleito o melhor jogador do mundo, pela FIFA, foi tão nacionalista e amava tanto Portugal, que proferiu o seu discurso de vitória em espanhol; - Em 2006, já como jogador do Inter de Milão, festejou de forma efusiva e despropositada, no banco de suplentes, o golo do Inter contra o Sporting; - Em 2007 anunciou que iria jogar na Arábia Saudita e chegou a ser apresentado em conferência de Imprensa pelos sauditas, dando depois o dito por não dito; - Em 2008 disse que gostava de ter voltado ao Sporting, mas que nunca fora convidado, o que se veio a revelar ser uma grande mentira; - Em Setembro de 2009, durante a campanha nacional para as Legislativas, alegadamente anunciou o seu apoio a José Sócrates, a troco de 750 mil euros, retirados aos bolsos dos contribuintes. Para demonstrar a sua amizade e apoio a Sócrates, tomou publicamente o pequeno-almoço, com o então Primeiro-ministro, com toda a comunicação social convidada para assistir. Após José Sócrates ter sido detido, por indícios de corrupção, Figo veio a público negar conhecer ou ter sequer qualquer laço de amizade com ele; - Figo esteve envolvido, com proveito pessoal de dinheiros públicos, no escândalo do Tagus Park, assim como também esteve envolvido, com proveito pessoal, na venda da sua imagem ao banco BPN (...)
  • «No noticiário das 3 da tarde na Antena 1, Jorge Jesus, naquela sua característica voz de quem está à rasquinha, opinava que levar Eusébio para o Panteão era ‘uma ideia merecida’». in Linguagista.
  • Grande parte do dinheiro que a elite angolana usou para comprar propriedades em Portugal não veio do petróleo angolano, veio dos depósitos de clientes do BES em Portugal, revela Paulo Morais. Youtube (6:20)
  • «A ministra Paula é uma figura um pouco desencontrada, pelo ímpeto e pela falta de contenção. Marinho e Pinto, quando bastonário da Ordem dos Advogados, chamou-a de "barata tonta", sem resposta adequada. Interrogado por jornalistas, Passos nem levemente se mostrou agastado. "Não é prioridade do Governo", disse e sorriu. Mas a tempestade fora desencadeada. João Goulão, presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, pôs água na fervura e atenuou, com a sabedoria internacionalmente reconhecida, o que poderia tornar-se um berbicacho. "Drogas leves? Só para fins terapêuticos." Os desencontros entre membros do Executivo e o primeiro-ministro são, há muito, objecto de anedotas devastadoras. E constituem prova evidente da inexistência de coordenação, da falta de normas ideológicas, de competência e da perda de sentido da razão nacional, para ser mais ameno. Há dias, chegou a ser pungente a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros num encontro com outros ministros, não importa qual encontro, porque o pobre Rui Machete parece estar sempre em outro lado, que não aquele para aonde o enviam.» Baptista Bastos in Droga de Vida, CM 11fev2015.
  • Os proprietários do Daily Telegraph garantiram um empréstimo de 250 milhõesde libras do HSBC pouco tempo antes de repórteres de o jornal terem sido alegadamente desencorajados a escrever artigos críticos em relação ao banco, revela o The Guardian.
  • « Só um ingénuo acredita que a realidade pode, por intermédio das palavras, ser descrita de forma neutra. O emagrecimento do Estado ou o desmantelamento do Estado? Austeridade ou empobrecimento? Alívio fiscal das empresas ou benefícios ao capital (que com C maiúsculo ainda pesa mais)? Liberalização do aborto ou descriminalização da interrupção voluntária da gravidez? Flexibilização do mercado de trabalho ou desregulamentação do mercado de trabalho? Economia de mercado ou capitalismo? Entre umas e outras… vai todo um programa. A escolha das palavras obedece a uma lógica de propaganda que, como é sabido, quanto mais insidiosa, mais eficaz. Em tempos de crise, há mais “insolvências” do que duras “falências”, sobreabundam as amoráveis “almofadas financeiras”, já não se raciona – racionaliza-se. Racionalizar é tornar racional, submeter ao domínio da razão. Quem poderá erguer-se contra os “cortes”? Só um indivíduo desprovido de razão. Curiosa é também a polidez (ou a hipocrisia?) da “inverdade” que vai triunfando sobre a “mentira”. Manuel Matos Monteiro in Pare, escute e pense – da importância das palavras, Público 20fev2015.
  • A eloquência patética do presidente, por António Guerreiro in Público 20fev2015.
  • O crescimento do fascimo na Ucrânia, segundo Vladimir Golstein, professor da Brown University. Pontos essenciais: 1 O fascismo que se alstra na Ucrânia é idêntico ao que existiu na Europa dos anos 30 e 40 e, tal como esse fascismo, também disfaça a sua agenda racista e genocida atrás de slogans anti-comunistas. 2 O ódio que cresce na Ucrânia foca-se contra a Rússia e os russos, usando o mesmo tipo de linguagem genocida dos  fascistas dos anos 30 e 40 contra os eslavos e os judeus. 3 Os governos e os media do ocidente deixaram-se enganar pelos slogans anti-comunistas da Ucrânia e pelo seu falso europeismo a ponto de fazerem que não vêem a realidade, o que pode trazer resultados desastrosos com o degradar da situação.


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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Secreta diz que movimento anti-petróleo é ameaça à segurança

Imagem retirada daqui.
  • Sábado, 21 fevereiro, 10h30, orla costeira nascente da Praia das Milícias, S. Miguel: ação de limpeza do chorão-da-praia (Carpobrotus edulis), uma infestante.
  • A secreta canadiana alerta para a ameaça à segurança canadiana que representa o movimento anti-petróleo. A sua homóloga norte-americana considera que a ameaça à segurança do país reside nas alterações climáticas.
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Reflexão - Os usurpadores de terras do corredor de Nacala

Há investimentos portugueses a tirar terras a milhares de camponeses para dar lugar a grandes plantações industriais, denuncia um relatório da União Nacional de Camponeses e da Grain intitulado The Land Grabbers of the Nacala Corridor (Os Usurpadores de Terras do Corredor de Nacala).
Desde 2006 fizeram-se pelo menos 36 negócios, muitos deles  no Corredor de Nacala, uma área de cerca de 14 milhões de hectares no norte de Moçambique, onde o governo e os doadores estrangeiros prometeram infraestruturas de transporte e agricultura para a exportação, prometeram benefícios para as comunidades locais, mas a verdade é que estão a expulsar as famílias das suas terras para dar lugar ao agronegócio. «As empresas estrangeiras, os empresários locais e os políticos participam numa conspiração para retirar as terras às comunidades de camponeses, violando as leis fundiárias que existem para defender os direitos dos agricultores de pequena escala», explica Vicente Adriano, investigador do sindicato nacional de camponeses de Moçambique. O relatório da UNAC e da GRAIN revela que várias empresas de origem e legalidade duvidosa, registadas em paraísos fiscais e offshores com ligações estreitas às elites políticas moçambicanas, estão a usurpar terras no Corredor de Nacala e a fazer fortuna ao estilo da época colonial de Moçambique.

Quais são, então, as empresas portuguesa envolvidas neste negócio?
1 A Mozambique Agricultural Corporation, S.A. (Mozaco), criada em 2012 através de uma parceria entre o grupo moçambicano João Ferreira dos Santos e a Rioforte Investments sedeada no Luxemburgo que é o braço investidor do Grupo Espírito Santo português. A RI é o principal acionista da Mozaco, detendo 60% das ações, sobretudo para o cultivo se soja e algodão. Até à data, 1000 agricultores foram despejados para dar lugar ao projeto, esperando-se que outras 4500 famílias também o sejam. Com o colapso financeiro do Grupo Espírito Santo, porém, em outubro de 2014, o Tribunal Comercial do Luxemburgo decretou que a RI deveria ser liquidada para pagar as dívidas aos credores. Não se sabe bem quais serão as implicações para a Mozaco.
2 A Indivest Limitada é uma empresa sedeada em Lisboa detida pelos empresários portugueses Rosinda Castanhas e Daniel Pedrosa Lopes. Em setembro de 2014, o governo moçambicano concedeu à empresa um contrato de arrendamento sobre cerca de 30 000 ha de terra agrícola em Nampula para o cultivo de soja e milho. Lopes sugere que, no futuro, se poderão expandir para os 200 000 ha. Os agricultores locais opuseram-se firmemente ao projeto, salientando a falta de transparência das autoridades governamentais na atribuição da concessão.
3 A Hoyo Hoyo foi estabelecida pela empresa portuguesa Quifel Natural Resources Moçambique, Lda, subsidiária da Quifel Natural Resources SA. Ligada a Miguel Pais do Amaral. Depois de passar por várias dificuldades, em 2012 a Quifel Natural Resources SA vendeu as ações a uma empresa registada nas Maurícias chamada Hoyo One Ltd, detida pelo grupo holandês BXR. A Hoyo Hoyo tem um DUAT na Zambézia sobre 20 000 ha e outro em Tete sobre 8000 ha, onde produz soja e milho.
4 A AgroMoz é um coempreendimento entre o Grupo Américo Amorim de Portugal, a Intelec  (que a embaixada norte-americana descreveu como «veículo de investimento para o Presidente Guebuza») e o Grupo Pinesso do Brasil, que gere as operações agrícolas da empresa. Em 2012, a empresa despejou cerca de 1000 camponeses e começou a plantar soja num terreno com 500 ha em Lioma, que expandiu para os 1000 ha no ano seguinte. Apesar dos protestos dos camponeses, a AgroMoz recebeu um DUAT em outubro de 2014 para mais 9000 ha na zona, por um período de 40 anos. A aspersão aérea de pesticidas levada a cabo pela empresa terá provocado problemas respiratórios às famílias moradoras nas circundações e a quem danificou as culturas alimentares.
5 A Agro Alfa, nacionalizada em 1975, foi mais tarde privatizada e controlada pelo empresário português José Adelino Nogueira Aires Alves e pelo empresário moçambicano Jacinto Sabino Mutemba. Em 2011, a empresa chinesa Tianjin Machinery Import & Export Corporation, aliada a uma empresa sedeada em Chipre, V&M– Import and Export Agents (Pty) limited, fizeram investimentos de grande monta no capital social da empresa. De início, a empresa comprou 650 ha de terras ex-coloniais na província de Nampula que tinham sido ocupadas por agricultores locais aquando da independência. Em 2013, a empresa expulsou os agricultores, vedou a terra e plantou soja. Para além disso, procura agora adquirir outras herdades coloniais das proximidades com cerca de 2000 ha. Não se sabe ao certo se a Agro Alfa adquire as terras paras as suas próprias operações ou em nome de outros investidores parceiros, uma vez que os proprietários da empresa estão envolvidos em diversas empresas de investimento ativo em Moçambique, nomeadamente a Rural Consult Ltd, a Sociedade de Desenvolvimento Tsemba, Ltd e o Grupo Aldira de Portugal.
Ver a RTP1, Jornal das 20, 4ª feira, 18fev2015, entre os 47:30 e os 51:00.

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Mão pesada

A Thames Water foi multada em 247.500 libras por responsabilidades na poluição, com esgotos parcialmente tratados, do rio Blackwater, afluente do rio Loddon em Surrey.
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Bico calado – As nebulosas relações de farmacêuticas com futebol

Ao ver serem anulados ao FCPorto dois golos por alegados foras-de-jogo e um penálti claro, não olhei para o árbitro. Olhei para a marca que patrocina a equipa adversária do FCPorto: a suiça Novartis, a maior farmacêutica do mundo, filha do casamento da Ciba Geigy com a Sandoz. A tal que esteve envolvida em escândalos relacionados com o suborno de médicos com vista ao aumento de vendas de implantes de lentes oculares e um remédio contra o cancro em hospitais chineses, a que fingiu ter feito investigações, a que baixou o preço e ofereceu medicamento na Índia para combater a concorrência, a que foi processada pelo governo norte-americano por prejuízos causados aos programas Medicare e Medicaid devido a reembolsos de milhões de dólares por causa de manipulações fraudulentas, a que foi sujeita a investigações em Itália por causa de uma fraude com uma vacina, a que se conluiou com a Roche para promover a venda do remédio da vista Lucentis, aquela que até manipulou estatísticas para obter resultados para os seus fins em vista...
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Batalha de limas deixa um mar de plástico

Ponta Delgada, rescaldo da batalha de limas. Foto de José Borges 17fev2015.

Muita gente considera a batalha de limas o culminar do Carnaval em S. Miguel. Originalmente feitas em formas de cera, as limas foram substituídas por balões e sacos cheios de água. Este ano 6 equipas fizeram-se transportar em camiões com bidões carregados de «limas» que foram arremessados entre os contendores. Até mesmo o presidente da câmara de Ponta Delgada participa. No fim, o espetáculo é o que a foto mostra: um mar de plástico que, garantem os responsáveis, é varrido e reciclado. Para o ano há mais. Entretanto, nas lojas, o saco de plásco paga-se a 10 cêntimos.
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Descoberta de milhares de fissuras em núcleos de reatores belgas despoleta alerta mundial

  • A descoberta de mais de 16 mil fissuras em dois núcleos de reatores belgas Doel 3 e Tihange 2 pode ter implicações globais para a segurança nuclear, alerta Jan Bens, diretor-geral da FANC. Recomenda-se, por isso, inspeções imediatas a todos os núcleos de reatores nucleares a nível mundial.
  • 16 deputados das províncias iranianas de Khuzestan, Ilam e Kermanshah colocaram máscaras médicas numa sessão do parlamento em solidariedade para com eleitores que, nas suas áreas de residência,sofrem a poluição causada por tempestades de areia. Ahvaz, no Khuzestan, foi considerada em 2011, pela Organização Mundial de Saúde, uma das cidades mais poluiídas do mundo.
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Reflexão – o voo das gaivotas


O realizador Paul Parker filmou, durante uma hora, gaivotas voando sobre à frente da sua casa na Cornualha. Comprimiu, depois, todas as imagens, obtendo este resultado fantástico.
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Bico calado

Imagem retirada daqui.

Os maiores hipócritas britânicos:
1 O responsável pelas finanças «não sabia» que era incorreto pedir um subsídio de 100 mil libras para tratar os seus cavalos;
2 14 dos 20 maiores patrocinadores do partido conservador estão implicidos em casos de fuga a impostos
3 O indivíduo que diz que «podemos viver com 7,50 libras por dia» apresentou despesas de 39 libras que pagou pelo seu pequeno almoço;
4 O indivíduo que aumentou as propinas para 9 mil libras teve educação privada de borla, universidade de borla e uma bolsa de estudos apesar de ser filho de um milionário;
5 Os bancos que arruinaram a economia receberam 375 biliões de libras e outras salvaguardas.

  • A Grécia na porta de saída, por Bruno Nogueira in Tubo de Ensaio/TSF 18fev2015
  • Lisboa é uma das dez câmaras da AML que não publicam actas das reuniões. Nem sequer as disponibilizam quando os partidos as solicitam. Com uma transparência assim, como é que o atual presidente da câmara, António Costa, quer ser primeiro-ministro deste país?
  • Hope among the ruins (Esperança entre ruínas), por George Monbiot in The Guardin 18fev2015: (1) Para os gregos, os ministros da zona euro impõem uma rendição incondicional; para os bancos, injetam-lhes dinheiro quase sem condições. É o próprio New York Times a sublinhar: embora o corrupto sistema bancário alemão tenha exigido um bailout maior do que o que os bancos americanos receberam, há muito pouca vontade de mudar as coisas na Alemanha porque o sistema bancário está profundamente envolvido com a política dominante, servindo como uma rica fonte de patrocínio e financiamento de projetos locais. Os bancos são novos donos coloniais da Europa e os governos meros intermediários do seu poder. (2) Uma solução é sugerida por Martin Wolf, no Financial Times: o Estado poderia retirar aos bancos o poder de criar dinheiro a partir do nada e passar a ter o monopólio da criação do dinheiro. (3) Outra solução é apresentada por Ann Pettifor, no Just Money: O dinheiro não deve ser considerado uma mercadoria mas uma relação social baseada na confiança; como os governos não entenderam bem este conceito de dinheiro, a criaçã ode dinheiro por parte dos bancos foi um enorme avanço civilizacional, que libertou as nações dos usurários que monopolizavam e restringiam a riqueza. Enquanto houver atividade produtiva para absorver o dinheiro em circulação não há constrangimentos sobre a quantidade de dinheiro que possa ser emitido. Portanto, quando os governos e os bancos centrais vêm dizer que que não há dinheiro das duas uma: ou estão a enganar-nos ou estão a enganar-se. O que trava a atividadeeconómica é uma restrição desnecessária e artificial do meio de troca. O sistema bancário foi destruído pela desregulamentação, tendo denegerado num novo sistema de usura, especulação e exploração. Os bancos privados pedem emprestado a custos beixos e exmprestam a custos altos, obrigando-nos a trabalhar muito mais e a explorar os recursos naturais para satisfazer as suas necessidades. Pettifor sugere que os governos deveriam voltar a controlar as taxas de juros ao nível de todos os empréstimos. (4) Outra hipótese poderia ser um sistema inventado por Silvio Gesell, que salvou muitas cidades austríacas e alemãs durante os anos 30 e que, pelo facto de se ter tornado tão popular devido ao seu sucesso, acabou sendo proibido. Esse sistema funcionava através de talões com uma série de caixas impressas. Os talões perdiam a validade a menos que um selo que custasse 1% do valor do talão fosse colado numa das caixas todos os meses. Como o valor desta moeda caía com o tempo, ninguém era tentado a guardá-la.
  • OS EUA vão vender drones armados aos aliados.
  • Aos gritos de «Somos racistas», fans do Chelsea impedem negro de tomar metro em Paris.
  • ASAE bloqueia parcómetros de Chaves por falta de cerificação.
  • O atual presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, acabou por retirar do currículo um mestrado em Economia Empresarial, pela University College Cork (UCC), que nunca existiu naquela instituição. Tudo graças à denúncia, há algum tempo, do Sunday Independent. A coisa anda mal para aqueles lados. Há 3 anos, o ministro da defesa alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, demitiu-se após descoberta de plágio. E nós não lhes ficamos atrás. Basta recordar as estórias rocambolescas acerca dos cursos de Sócrates e de Relvas.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Costa italiana perde anualmente área equivalente a 10 campos de futebol


Imagem retirada daqui.
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Bico calado

  • «Esta educação serve para domesticar as pessoas (…) para que sejam uns cordeirinhos manipulados pelos media (...) Ao sistema não convém que o indivíduo pemse por si mesmo e por muito que se levante a bandeira da democracia, há muito medo de que as pessoas tenham voz e tenham consciência» Claudio Naranjo.
  • António Costa, o Benfica, o descaramento e que Deus nos guarde, por José Vítor Malheiros in Público 17fev2015: «Na semana passada, a Câmara de Lisboa aprovou (com os votos favoráveis do PS e os votos contra do PSD, CDS, PCP e de uma vereadora do movimento Cidadãos por Lisboa) a isenção do pagamento de taxas urbanísticas no valor de cerca de 1,8 milhões de euros relativas a obras a legalizar ou a realizar junto ao Estádio da Luz. De acordo com o pedido de “ampliação/regularização” do Estádio da Luz submetido pela empresa Benfica Estádio-Construção e Gestão de Estádios, S.A, 27.500 metros quadrados já foram construídos sem licença e o clube pretende “regularizar” a situação. E 10.700 metros quadrados são construção nova que o clube também agradece que sejam isentos de taxas. Diga-se que, na parte que se refere à regularização de obras já feitas, o único partido que votou contra foi o PCP tendo os restantes indignados votado a favor neste particular. A decisão é uma vergonha e um escândalo que atropela os mais elementares critérios de equidade e de justiça e que não pode deixar de indignar profundamente todos os cidadãos que, com sacrifícios, cumprem as suas obrigações fiscais e que não vêem a sua rectidão premiada com perdões de multas e isenções de taxas. E, no actual contexto de austeridade e empobrecimento generalizado da população, a decisão é mais vergonhosa ainda. Não existe qualquer razão aceitável para oferecer 1,8 milhões de euros a um grande clube de futebol como o Benfica e há ainda menos justificação para premiar as violações já cometidas pelo clube. A história é simples: a Câmara fechou os olhos porque se trata do Benfica. E as isenções foram concedidas porque se trata do Benfica. Estou a dizer que António Costa ou Manuel Salgado são benfiquistas? Não sei se são, nem tal coisa me interessa, nem é isso que está em causa. Os perdões e as isenções foram concedidas porque o Benfica é uma organização poderosa, influente, e a lei não é igual para todos. Há uma lei para um pequeno proprietário que faz uma obra ilegal e é obrigado a pagar multas e a demolir o que construiu e outra para uma grande empresa como o Benfica. É esta a mensagem que António Costa e o seu vereador Manuel Salgado deixam clara com esta decisão. Que o presidente da Câmara de Lisboa seja actualmente também o secretário-geral do PS e candidato a primeiro-ministro só torna o caso mais sério e mais sórdido. Mais sério porque este acto revela uma atitude (de desrespeito pela equidade da lei) e um critério (de privilégio dos poderosos) que, a ser posto em prática num futuro  Governo PS, não promete nada melhor do que o actual Governo. Mais sórdido porque a única razão para um tal benefício do Benfica é a boa vontade que se pretende conquistar entre os adeptos do clube. Se não é uma tentativa de compra de eleitores, parece.»
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Açorianos queixam-se ao Tribunal de Justiça da UE por causa do amianto nas escolas

Kruger Parque, África do Sul. Foto:  Greatstock/Barcroft Media/Greatstock/Barcroft Media
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Bico calado

  • Zlatan Ibrahimović, capitão da seleção de futebol sueca e ponta de lança do Paris Saint-German, promove campanha das Nações Unidas contra a fome.
  • O que a Alemanha ganha sendo o 3º maior exportador de café do mundo. Youtube (1:54)
  • O cavalo de Tróia dentro da União Europeia, por Fernando Paulouro Neves, in Notícias do Bloqueio.
  • O grupo briânico Rolls Royce foi acusado de envolvimento no escândalo de corrupção que envolve a estatal brasileira Petrobras, tendo alegadamente pago subornos para garantir um contrato de cerca de 87 milhões de euros. A Rolls Royce também está a ser investigada por corrupção na China e na Indonésia.
  • «O financiamento do samba-enredo da Beija-Flor por um ditador africano é só mais uma particularidade de uma festa que é montada em cima de um esquema corrupto há muito tempo.» Kiko Nogueira in Dinheiro de ditador africano é detalhe num Carnaval bancado pela pilantragem há 40 anos, DCM 15fev2015.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Secretas financiam militarização do clima?

Imagem retirada daqui.

As secretas podem estar a financiar pesquisas em geoengenharia com vista à militarização do clima, conta o professor Alan Robock, cientista climático referindo-se ao contato tido com um alegado agente da CIA há 3 anos. Questionado se os americanos poderiam saber se algum país estava a controlar o clima, Robock respondera que isso seria possível através da análise às substâncias pulverizadas na atmosfera e que refletiam a luz solar. E o inverso seria possível? 
Robock admite ter-se sentido assustado com esta abordagem, uma vez que ele investigara os potenciais riscos e benefícios do uso de partículas estratosféricas na simulação de efeitos de alterações climáticas de erupções vulcânicas. Ele considera que os resultados das investigações no âmbito da geoengenharia deviam ser tornadas públicas para se poder garantir que não venham a ser usadas para fins hostis.
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Reflexão: A água é um direito humano, não uma mercadoria

A água é um direito humano, não uma mercadoria: cidadãos mobilizam-se contra a privatização da água, por Victoria Collier in Counterpunch 11fev2015.

Ideias a reter:

1 New Jersey  foi o ultimo estado a subverter a democracia ao autorizar a venda dos serviços de abastecimento de água sem qualquer divulgação pública. Esta decisão polémica evidencia a luta cada vez mais intensa sobre quem possui, controla e beneficia com o recurso mais precioso e ameaçado do mundo.
2 Há uma tendência a associar os esquemas corruptos de privatização da água a países em vias de desenvolvimento, onde, segundo a Organização Mundialde Saúde, cerca de 2,6 mil milhões de pessoas carecem de casa de banho e mais de um milhão de pessoas não têm qualquer tipo de acesso a fonte de água potável. É neste ambiente de crise que o Banco Mundial e o FMI, durante décadas, impuseram a privatização da água como condição para atribuir subsídios, beneficiando um punhado de empresas de água multinacionais. Maude Barlow investigou o problema e diz que esta política deu enormes lucros às empresas privadas, fez subir os preços da água, cortou a água a cidadãos que não podiam pagar, reduziu a qualidade da água, blindou a transparência dos negócios e fomentou o suborno e a corrupção. 
3 Este cenário já chegou aos EUA. Décadas de políticas neoliberais sangraram o setor públicoao ponto de este estar perto do colapso: desrugulamentação, outsourcing, benefícios fiscais para a elite do 1%, e milhões de milhões gastos anualmente em guerras e em paraísos fiscais. 
4 Governos falidos já não conseguem manter velhas infraestruturas e fazer mais investimentos. Por isso, o setor privado aproveita para capturar recursos e bens públicos, nomeadamente a água, iludindo os eleitos das consequências destes contratos a longo prazo através de adiantamentos de quantias avultadas. O modelo das parcerias público-privads é um eufemismo de privatização. As PPPs facilitam a transferência de bens públicos, como a água, para empresas que apenas visam o lucro. Uma via escorrogadia, uma vez que as leis mudam sempre ao sabor das exigências dos privados. 
5 Bancos de investimento como o JP Morgan Chase, o Goldman Sachs, o Citigroup, o Carlyle Group, o Allianz e outros avançam agressivamente na aquisição de fontes de água e respetivas finfraestruturas numa operação por muitos chamada de corrida do ouro líquido.
6 Porém, a água não é uma mercadoria, é um direito humano. E nos últimos 15 anos, ocorreram, pelo menos, 180 casos de remunicipalização dos serviços de água em 35 países, e a tendência está a crescer. Em França, que registou o mais longo período de privatização da água, várias cidades reclamaram a água, nomeadamente Paris, em 2010.  a privatização da água tem sido rejeitada em Espanha, Buenos Aires, Cochabamba , Kasaquistão, Berlin e Malásia. Na Irlanda, em dezembro de 2014, 100 mil pessoas protestaram nas ruas de várias cidades contra os planos de privatização da água. Na Índia e na Nigéria, também há campanhas contra o mesmo tipo de política. Nos EUA, residentes de Detroit passaram o verão de 2014 a lutar contra o corte de água a vizinhos pobres. Em Portland, fortes e numerosas mobilizações lutam contra um projeto muito estranho que a CH2M Hill quer concretizar. 
7 Um pouco por todo o lado estão a aparecer parcerias público-público para impedir a captura de recursos naturais por parte de privados. As PUPs são parcerias entre duas ou mais autoridades ou organizações baseadas na solidariedade, com o objetivo de melhorar a capacidade e eficácia de um parceiro de disponibilizar serviços de água ou de esgotos. Este tipo de parcerias estão a espandir-se no Japão, na Holanda, na Ìndia, na Costa Rica, no Brasil e noutros países. 

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Quem beneficiará com a nova lei dos sacos de plástico?

Aster lanceolatus Willd. [sinónimo: Symphyotrichum lanceolatum (Willd.) G. L. Nesom] 
  • É um regalo seguir o  blogue Dias com Árvores. Um manancial de informação pormenorizada banqueteia-nos quase diariamente. Tudo numa linguagem suficientemente simples para podermos aprender imenso. E que dizer das fotografias de alta qualidade! Bem hajam.
  • Quem beneficiará com a nova lei dos sacos de plástico? Há quem diga que o primeiro será o Estado: 40 milhões. O Continente e o Jumbo vão faturar sacos de plástico de maior qualidade ou outros com asas, de ráfia ou trolleys, deixando os sacos leves esquecidos algures. Somos todos, de cima a baixo, tão espertinhos. Continuo admirado por tanta esperteza não conseguir fazer avançar este país...
  • Na Madeira, criadores de gado defendem o regresso do pastoreio às serras como forma de controlar a vegetação e prevenção dos fogos florestais. Mas o geógrafo Raimundo Quintal contradi-los:  os maiores incêndios na ilha da Madeira, desde o início do século XIX, ocorreram quando as serras estavam infestadas de ovelhas, cabras e porcos. Defende a expansão do coberto florestal para travar a erosão, minimizar o risco de cheias e aumentar a infiltração das águas e reforçar as nascentes. O geógrafo não é radicalmente contra a presença de gado na montanha: «Se querem fazer um pastoreio, não é nos píncaros da ilha, mas na zona onde começam os fogos, ou seja na área de transição entre as habitações e a floresta de pinheiros bravos, acácias e eucaliptos». Diz que a desejável redução dos focos de incêndio só acontecerá quando as matas de árvores exóticas infestantes e os matagais forem limpos periodicamente ou substituídos por prados. A biomassa poderá ser utilizada na produção de eletricidade e os prados poderão ser valorizados com a apascentação sustentável de gado ovino.
  • Um telhado sem neve, ao lado de outro coberto de neve, pode denunciar uma cultura comercial de cannabis. Que o digam os holandeses e os britânicos já apanhados em situações de clandestinidade e ilegalidade. É que a cannabis exige temperaturas mais elevadas do que as dos ambientes frios de inverno e, para cocretizarem os seus objetivos, as pessoas aquecem os canteiros das sementes e das plantas com lâmpadas especiais cujo calor se eleva ao teto que, se não tiver o isolamento adequado, propaga esse calor ao telhado, derretendo a neve.
  • Crianças de Porto Alegre, em São Tomé, pintaram um mural de uma escola para expressarem a sua preocupação em relação ao futuro das tartarugas marinhas.


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Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, as 3 postas mais populares dos últimos 8 dias foram, segundo a Google Analytics:
As visitas vieram, por ordem decrescente, dos Estados Unidos, de Portugal, da Alemanha, da Irlanda, da Rússia, do Brasil, da República Checa, do Canadá,  da China e do Reino Unido.

Obrigado pela vossa preferência. Voltem sempre.
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Bico calado

  • Mais uma carta à Grécia, por João Quadros in  JNegócios 13fev2015, via Entre as brumas da memória: «Gostava muito que nos perdoasse, pelo menos, metade das coisas horríveis que o nosso PM tem dito sobre si. Mas se acha que as declarações do nosso PM ofendem a sua pátria, lembre-se que ele usa um pin com a nossa bandeira. Como é que acha que nós nos sentimos?! Se ele não usasse o maldito pin, talvez passasse por PM da Baviera e não tínhamos de sofrer tanta vergonha. (...) Veja que, por exemplo, quando o nosso Presidente da República diz: "Muitos milhões de euros estão a ser tirados dos bolsos dos portugueses para a Grécia", e diz com os dentes todos para percebermos melhor a brutalidade da quantia – ‘miiiil e cem miiiil milhões’ -, é óbvio que é muito ofensivo para vocês. Mas acredite, Querida Grécia, é muito mais ofensivo para nós. Imagine o nosso sofrimento, que ouvimos isto, e tivemos de nos juntar para pagar umas seis vezes mais, com o banco feito por ex-colegas do nosso Presidente. E, Querida Grécia, nunca o vimos vir a público dizer – ‘saíram seis miiiiiil miiiiiilhões de euros do bolso dos portugueses para o BPN’. Ou: ‘Ganhei umas centenas de miiiiiiiiilhares de euros no BPN que acabaram por sair do bolso dos portugueses’. Por isso peço, Querida Grécia, que nos perdoe pelo menos 80% dos disparates que o nosso Presidente diz.» 
  • Que vergonha, que arrependimento, por Pedro Bidarra in Dinheiro Vivo 12fev2015: «O Presidente da República envergonhou-me durante a feira da maçaroca. Ouvi-o falar com sobranceria da Grécia e dos seus novos ministros e fiquei com vergonha. Apeteceu-me esconder o PR no quarto dos fundos, longe das visitas. Lembrei-me da Maximiliana, a personagem do Herman José no Tal Canal, que passava a vida a ser escondida pela filha para a poupar a embaraços. E não foi só vergonha, foi também arrependimento. Em 1996 fiz a campanha de Cavaco Silva para as presidenciais. Os meus esforços, e de outros, não impediram a derrota, era impossível naquele contexto, mas proporcionaram-lhe um resultado digno (46%) quando se esperava uma humilhação nas urnas. E para quê? Para isto? Na altura foi só um trabalho remunerado, profissional, como o de um médico que não se recusa a tratar um doente, mas, olhando para trás, quem me dera tê-lo deixado morrer politicamente, ou, pelo menos, não o ter ajudado a renascer. Estou muito arrependido. Não foi só o que ele disse - aquela dos portugueses estarem a pagar aos gregos foi repetida com fervor xenófobo em todos os fóruns radiofónicos do dia seguinte -, foi também a forma cínica e sobranceira como falou de um governo recém-eleito que tenta defender o seu interesse nacional, e que, até agora, não teve uma má palavra ou gesto para com Portugal - a única razão, a meu ver, que justificaria um comentário diplomaticamente desagradável. Ao contrário, já ouvimos e lemos muitas más palavras de políticos do Norte sobre o Sul, sem que o PR tenha feito qualquer observação. Ser forte com os fracos e fraco com os fortes é marca dos cobardes. Que vergonha me dá.»
  • Os piu-piu de Maçães, por Pacheco Pereira in Público 5abr2014: «Os tweets de um secretário de Estado chamado Bruno Maçães têm sido alvo de chacota generalizada na Internet, mas não é o seu contributo para o anedotário destes dias de lixo que é relevante. Eles significam muitas outras coisas, bem mais graves do que as inanidades que escreve: vão fundo ao pensamento débil de quem nos governa e mostram a perigosidade social de meia dúzia de ideias extremistas na mão de quem tem poder e que, sem mudarem nada, estragam o país por muitos anos. Que ele canta como um pássaro de curtos trinados, que é o que significa tweets, isso é verdade. Mas que dificilmente se pode encontrar melhor exemplo da gigantesca arrogância e presunção de um conjunto de conselheiros de Passos Coelho, em que tudo transpira a uma gigantesca auto-suficiência e assertividade, associada a uma profunda ignorância do que é Portugal, a sua história e as suas pessoas, o povo, nós todos, o único “nós” que tem sentido. Como todos os revolucionários são adâmicos, acham que o mundo começou com eles e vai acabar com eles, seja como paladinos de um combate mundial contra o Mal, quer como heróis consumidos num Armagedão de perversidade alheia, de preguiça colectiva, de pieguice generalizada, da maus costumes despesistas, de hábitos de vida de rico nuns miseráveis que acham que têm direitos e não sabem economia, ou seja, nas chamas do socialismo, da coligação do Papa Francisco com Obama, com Cavaco, com o Tribunal Constitucional, com os “socráticos” e com os ressabiados “velhos do Restelo” do PSD e CDS que só pensam nas suas pensões milionárias. (...) A metade de Passos Coelho que não foi feita por Relvas foi feita por homens como Maçães, combinando na mesma criação a esperteza aparelhística e o mundo das negociatas e das cunhas, com as altas esferas académicas sempre dispostas a fazerem de dr. Strangelove. Ou seja, o dr. sem ser dr., junto com o Professor Doutor. Infelizmente, a história tem muitos exemplos destes e dão sempre torto. Mas eles nunca querem saber de história.»
  • Afinal, Portugal não foi o país da zona euro que mais ajudou a Grécia: «Portugal está entre os países da zona euro que concederam até agora um menor volume de empréstimos à Grécia, quer em percentagem do PIB, quer levando em conta a dimensão da sua população. Isso acontece pelo facto de Portugal, a partir do momento em que lhe foi aplicado também um programa da troika, ter ficado dispensado dos custos associados à ajuda financeira à Grécia. Os números disponíveis parecem, assim, contrariar a ideia defendida por Pedro Passos Coelho esta quinta-feira de que Portugal é ‘de longe o país dentro da União Europeia que, em percentagem do seu produto, maior esforço fez de apoio e solidariedade em relação à Grécia’. (...) Portugal contribuiu sim, num montante próximo de 1100 milhões de euros com empréstimos bilaterais à Grécia, logo na fase inicial da crise, quando a falta de instituições próprias para os apoios financeiros de emergências, a zona euro optou por financiar a Grécia através de créditos concedidos por cada um dos países. As declarações do primeiro-ministro surgiram como resposta à carta subscrita por 32 personalidades que defendem ser ‘contraproducente’ a forma como o governo português tem gerido o debate europeu em relação à Grécia. ‘Tive a ocasião de ler a carta. Ela parte de um equívoco. Portugal é de longe o país dentro da União Europeia que, em percentagem do seu produto, maior esforço fez de apoio e solidariedade em relação à Grécia’, afirmou Passos Coelho.»
  • Gastos de 23 milhões em obras farónicas na residência privada do presidente da África do Sul  provocam desacatos no parlamento.
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