Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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sábado, 31 de janeiro de 2015

Rio Tâmega contaminado?


Rio Tâmega, em Cavez.
  • A Quercus pediu esclarecimentos ao Ministério do Ambiente sobre as suspeitas de contaminação, com metais pesados, do lado espanhol do rio Tâmega, com prováveis consequências em Portugal. Tudo depois de moradores da região de Chaves terem denunciado ao Núcleo Regional de Vila Real e Viseu da Quercus suspeitas de contaminação do rio Tâmega por metais pesados, veiculadas na imprensa e redes sociais espanholas. A contaminação estará relacionada com as obras de um túnel que está a ser construído para o TGV espanhol. Os sedimentos provenientes dessa obra são arrastados e depositados em canais na região Norte da bacia do Tâmega. Esta contaminação poderá causar risco sanitário não só para a povoação de Laza (a que se encontra mais próxima do local de contaminação), mas também para toda a bacia do Tâmega. De salientar ainda que o troço galego do Rio Tâmega faz parte da Rede Natura 2000.
  • A França adiou para 2025 o prazo de reduzir para metade o uso de pesticidas na agricultura. 
  • A Afek Oil and Gas prepara-se para extrair petróleo no sul dos Montes Golan após licença concedida por Israel. A Afek Oil and Gas é filial da Genie Energy Ltd, sediada em New Jersey, cujo conselho de administração inclui, entre outros, o antigo vice-presidente norte-americano Dick Cheney, o gigante mediático Rupert Murdoch, o financeiro Lord Jacob Rothschild e o general Effie Eitam. A extração de petróleo nesta zona NÃO será feita por fraturação hidráulica. A proximidade do Mar da Galileia poderá ter forçado esta precaução.
  • São Paulo poderá cortar o abastecimento de água cinco dias por semana, a partir de abril, se a prolongada seca persistir. Os paulistas já sofrem cortes de água, que por vezes duram 18 horas seguidas, devido às reduções de pressão entretanto impostas na água. Há já quem preveja aumentos substanciais nos preços dos alimentos e da energia. Por isso, 30 perfeituras já exigiram ao governador, um plano de emergência.
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Mão pesada

A Rory J Holbrook Limited foi multada em cerca de 300 mil libras por despejo ilegal de lixo num terreno em Blofield, Norfolk.
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Bico caldo

  • Enviado banal à Grécia: Bruno Nogueira sobre o rigor jornalístico, in TSF/Tubo de Ensaio 30jan2015.
  • God’s Bankers, a history of money and power at the Vatican, (Banqueiros de Deus, uma história de dinheiro e poder no Vaticano) de Gerald Posner – aperitivo para uma leitura: (1) Por volta da Segunda Guerra Mundial, a igreja, que já tinha investimentos consideráveis, decidiu criar o Banco do Vaticano com o objetivo de esconder as suas ligações financeiras com os nazis no Reino Unido e nos EUA; (2) O Banco recebeu de várias empresas alemãs seguros de vida de judeus que tinham sido enviados para Auschwitz e outros campos de concentração. Mais tarde, os filhos e os netos das vítimas tentaram levantar em vão essa apólices por nunca conseguirem apresentar a certidão de óbito que lhes era exigida; (3) Agentes da secreta italiana levaram 3,5 milhões de dólares em lingotes de outro, levantados de um banco suiço e escondidos num jipe conduzido por um padre, para Gdansk para apoiar a resistência polaca contra os comunistas; (4) O Banco do Vaticano funcionou durante muito tempo como uma autêntica offshore de lavagem de dinheiro. Giulio Andreotti, primeiro-ministro sete vezes, tinha uma conta secreta superior a 50 milhões de dólares.
  • Manifestantes no Congresso dos EUA: «Prendam Kissinger por crimes de guerra!»
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Obras de reforço do cordão dunar e reconstrução de passadiço avançam em Paramos


As obras de reforço do cordão dunar e reconstrução de passadiço e enrocamento de 480 metros entre a capela de S. João, frente à ETAR de Paramos, e o esporão a sul, vão custar 1 milhão e 125 mil euros.  As duas empreitadas foram adjudicadas por ajuste direto à Manuel Francisco de Almeida S.A e à M Couto Alves S.A, respetivamente por 260 mil e 865 mil euros, sem IVA, tendo a primeira o prazo de execução de 3 meses e a segunda de 4. 

Sobre este problema, o Ambiente Ondas3 escreveu:
  • 20 de julho de 2014Espinho recebe mais de um milhão para enrocamento de 500 metros: Espinho vai receber 1 milhão e 100 mil euros do Fundo de Coesão para fazer um enrocamento de 480 metros entre a Capela de S. João e o esporão a sul, em Paramos. Citada pelo semanário Maré Viva de 2 de julho de 2014, a Assembleia de Freguesia de Paramos, reunida em 30 de junho, mostrou-se desagradada pelo facto desta obra  ter sido agendada para iniciar-se em setembro. 
  • 30 de agosto de 2014 - Enrocamento vai proteger ETAR de Paramos: Mais 350 mil euros para um enrocamento em Paramos. Será esta verba uma tranche do anunciado milhão e 100 mil euros do Fundo de Coesão para fazer este enrocamento de 480 metros entre a Capela de S. João e o esporão a sul? Ou será uma espécie de... 'trabalhos a mais'? É que já em fevereiro deste ano, logo após as tempestades que varreram o litoral espinhense, a empresa Irmãos Cavaco procedia à colocação de enormes pedras de granito ao longo da fustigada duna à frente da ETAR de Paramos...
  • 18 de outubro de 2014Mar bravo impede consolidação de reforço da costa paramense: As fortes tempestades que se abateram o inverno passado sobre a orla costeira de Espinho provocaram grandes prejuízos e enorme erosão, nomeadamente nas praias de Paramos. A empresa Irmãos Cavaco iniciou, em fevereiro deste ano, a implantação de um enrocamento de cerca de 500 metros para defender a costa e em especial a ETAR. Perante muito mais erosão causada pelas recentes marés vivas, cujos efeitos já se manifestaram fortemente sobre o enrocamento entretanto iniciado, a angústiva volta a pairar sobre os paramenses. É que a obra, para a qual estão disponibilizados 1 milhão e 100 mil euros do Fundo de Coesão, só deverá, segundo Manuel Dias, presidente da autarquia paramense,  ser retomada, pela Irmãos Cavaco em fevereiro de 2015. Refira-se que em agosto deste ano, e por ajuste direto, a câmara terá pago 350 mil euros à Irmãos Cavaco. Tudo isto depois de reclamações e de um concurso contestado, diz o Espinho Alerta online de 17 de outubro.
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Continua o combate à eutrofização da Lagoa das Furnas

Lages do Pico, Açores. Foto: Sara Rodrigues 27jan2015.
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General declara guerra aos maiores poluidores da Louisiana

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Mão pesada

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Bico calado

  • Os 10 Mandamentos do Jornalismo segundo José Rodrigues dos Santos, Youtube (6:30) Vagamente relacionado
  • «Não é pôr os gregos a pagar impostos. É pôr todas as multinacionais na Europa a pagar impostos. Esta ideia de que fugir aos impostos é uma coisa dos cidadãos que recebem 350€ por mês está ao nível daquela ideia de que Portugal entrou em crise porque as pessoas andavam a comprar écrans LCD. É absurdo. Portugal não entrou em crise porque as famílias compraram écrans LCD e os gregos não têm pouca receita fiscal porque são vagabundos e fogem aos impostos. A Europa vive uma situação em que permite offshores e em que - como vimos no caso português, no caso do BES e em todos os casos de grandes empresas internacionais (nós sabemos que existem 18 empresas do PSI20 que não têm sede registada em Portugal) - as empresas declaram a sua sede na Holanda para pagarem muito menos impostos. E outras, mesmo declarando sede na Holanda, não só pagam poucos impostos na Holanda como conseguem, através de offshores, assegurar que não pagam os impostos que devem. Isso é uma responsabilidade da Grécia? As empresas alemãs fazem exactamente a mesma coisa. Há uma diferença fundamental na Alemanha, que tem que ver com o modelo de governação interna das empresas alemãs e que é um aspecto extremamente positivo: na Alemanha os conselhos de trabalhadores têm assento na administração das empresas, o que permite um muito maior controlo daquilo que é a sua actividade e a gestão interna (que leva por exemplo a que o valor bolsista de uma empresa alemã tenda a ser muito mais baixo que o valor bolsista de uma empresa equivalente americana).» Ricardo Paes Mamede no Prós e Contras de 26jan2015.
  • Governador do Banco de Inglaterra critica austeridade na zona euro.
  • 47 minutos para mudar tarifário da MEO! Bruno Nogueira, da TSF, malha a valer.
  • A Shell aumentou os ordenados e bonus dos seus diretores apesar da queda dos seeus lucros devido à baixa do preço do petróleo.
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Energia solar mais barata


Ribeira de Silvalde, Espinho, entre a Avenida 32 e a EN-109, durante as obras de regularização das margens levadas a cabo pela REFER.
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Bico calado

Maioria PSD-CDS impede ex-dirigente de contar no parlamento os factos que desencadearam o colapso do Citius. Rui Pereira, o ex-presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça que gere o Citius acusa-os de proteger a ministra da Justiça que, segundo ele, não terá competências técnicas para ser responsabilizada pelo colapso, mas terá responsabilidades políticas.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ribeira de Silvalde contaminada

Foto: Trícia Sarmento 26jan2015.

A Ribeira de Silvalde foi alvo de uma descarga poluente de cor azulada, desconhecendo-se, até ao momento, a causa e proveniência da contaminação. A fotografia mostra o aspeto das águas da Ribeira de Silvalde, entre a Nave Desportiva e a Bicha das Sete Cabeças. A denúncia partiu de um grupo de jovens espinhenses que, passeando no local, detetaram a água da Ribeira de Silvalde a correr com tons de azul carregado. Isto na 2ª feira, 26 de janeiro. No dia seguinte, o tom azulado deu lugar ao turvo. O caso foi participado à Câmara de Espinho e enviado para divulgação nos media locais.
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Bico calado

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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

China reduz carvão em 2%

Salto do Cabrito, S. Miguel. Foto: Pedro Silva 24jan2015.
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BusinessEurope captura política ambiental da Europa

A Comissão Europeia (CE) confirmou o abandono do seu pacote «Economia Circular» de legislação de resíduos, reciclagem e incineração. Este pacote de medidas pretendia aumentar os níveis de reciclagem e estabelecer mais rigor nas leis dos aterros e das incineradoras. Consistia em 6 leis sobre resíduos, embalagens, aterros, veículos em fim de vida, baterias e acumuladores e resíduos eletrónicos.
A decisão foi tomada contra a vontade da comissão do Ambiente, que de balde exigiu uma explicação da parte do presidente da CE e do comissário europeu para o Ambiente Karmenu Vella. O eurodeputado alemão Karl Heinz Florenz desabafou: «Porque é que o comissário não está aqui? Ele é bem pago para isso», acrescentando que se ele fosse o CEO de uma empresa privada teria sido despedido por ter faltado à reunião. Por isso, disse que precisava de tomar um Valium para se acalmar. Isto porque ele é do EPP, o maior grupo partidário a que o presidente Jean-Claude Juncker também pertence.
Muitos eurodeputados acusam o poderoso lóbi BusinessEurope desta súbita mudança que vai impedir a criação de muitos empregos, de muitas poupanças e do crescimento do PNB em 1%. 
Convém saber que Karmenu Vella, comissário europeu do Ambiente, Assuntos Marítimos e das Pescas, já quando era deputado no parlamento de Malta, andava envolvido com empresas privadas ligadas ao imobiliário, à hotelaria, às viagens, ao jogo e às apostas.
Convém ainda relembrar o longo currículo de Jean-Claude Juncker como facilitador da otimização de impostos enquanto primeiro-ministro do Luxemburgo.
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Bico calado

Tubo de Ensaio - Edição de 26 de Janeiro 2015 - Somos todos gregos.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Lisboa fez mais lixo

Foto: Robin Moore/Robin Moore/Cortesia da The Rainforest Alliance.
  • Lisboa fez mais lixo em 2013, mas Algarve teve mais por habitante. O Algarve apresenta valores muito mais elevados do que a média do país, com 744 quilogramas por cada habitante. A região norte representa 33% do lixo produzido, ficando em segundo lugar, depois de Lisboa, seguindo-se a região centro no terceiro posto.
  • 26 janeiro – Dia da Educação Ambiental, no Brasil.
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Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, as 3 postas mais populares dos últimos 8 dias foram, segundo a Google Analytics:
As visitas vieram, por ordem decrescente, dos Estados Unidos, de Portugal, da Alemanha, da Rússia, da França, do Brasil, da China, da Irlanda, do México e da Ucrânia.

Obrigado pela vossa preferência. Voltem sempre.
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Bico calado

  • José Manuel Pureza põe os pontos nos ii sobre a alegada imparcialidade da RTP em relação à cobertura das eleições na Grécia: «A RTP não se portou bem em relação à cobertura das eleições na Grécia. A cobertura passou por momentos de grande infelicidade: uma reportagem recente dizia que os gregos que passavam em frente à casa do ministro da Defesa, preso por corrupção,  eram todos paralíticos que andavam à procura de mais um subsídiozinho. Isto é insultuoso para com o povo grego.  Os gregos mostraram que não estão à espera de um subsidiozinho. Quem foi preso por corrupçaõ em matéria de submarinos foram cidadãos alemães. Será que os alemães são uns paralíticos que andam à procura de um subdsidiozinho?»
  • A grande fraude quer refraudar por Rui Caroso Martins in Público: «(…) E aí, molhando a ponta do charuto na poncha da garrafita desrolhada do bolso, trazida na bagagem, Alberto João recordou uma vida dedicada ao poder: De quando chegou ao Governo, abriu a boca e os independentistas da Flama (Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira) deixaram de pôr bombas, decerto por lhes ter despertado bons sentimentos. De quando mandava publicar “notas oficiosas” obrigatórias nos jornais, a chamar “traidores” e para responder aos “imbecis, relapsos e contumazes” que lhe faziam frente, ou para explicar que um artigo não elogioso se devia “à indisposição própria do período” da jornalista. De quando nomeava os directores e escolhia as notícias e ainda escrevia os comentários dos jornais pagos pelos contribuintes para dizerem só bem dele. De quando mandou cortar o cabo submarino da Marconi para ninguém relatar a maré negra do Porto Santo, em 1991. De quando fechava as portas na administração pública a quem não lhe fazia a vénia, de quando abria as portas da fortuna aos amigos do partido. De quando mandava “para a rua” quem dele discordava. De quando o braço-direito Jaime Ramos arrancou com um negócio de sifões de retrete para uma carreira na política regional. De quando defendeu a diocese do Funchal dos “ataques” e a “perseguição” ao padre Frederico e aos seus famosos vídeos domésticos com rapazinhos. De quando dizia “quero que a Assembleia da República se foda” e de quando chamou “bastardos, para não lhes chamar filhos da puta”, aos jornalistas que noticiaram que Jardim acumulava a reforma com a remuneração de presidente regional. De quando dizia o pior possível do “Senhor Silva” ou de José Sócrates, até conseguir mais dinheiro para estourar em túneis e clubes de futebol e passava a gostar deles. (...)»
  • Porque ainda tenho memória ou a verdade escondida de Cavaco Silva, por Rogério Leite Ferreira.
  • Critiano Ronaldo agride jogadores do Córdova.
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sábado, 24 de janeiro de 2015

Grandes energéticas tentam controlar renováveis para impôr gás


Trees for Life, um projeto de reflorestação da floresta da Caledónia.
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Reflexão – os media tornaram-se porta-vozes da elite


Os nossos media «imparciais» tornaram-se porta-vozes da elite, por George Monbiot in The Guardian 20jan2015 (resumo)

Quando as pessoas dizem que não têm política, isso significa que a sua política alinha com o status quo. Ninguém é imparcial, ninguém está arredado da questão do poder. Somos criaturas sociais que absorvem as perspectivas e opiniões das pessoas com quem nos relacionamos, e fazemos eco delas. A objetividade é impossível.
A ilusão de neutralidade é uma das razões para o atual estado podre do jornalismo, uma vez que aqueles de quem se podia esperar que exigissem responsabilidades ao poder, andam ao colo desse mesmo poder. Os que deviam escrutinar a elite financeira e política estão envolvidos com ela até ao pescoço, acabando por amplificar as vozes da elite e abafar as vozes dos adversários. 

Evidências:
(1) o escândalo dos estagiários do Royal Bank of Canada e a maneira como Amanda Lang, da CBC, tratou este conteúdo, prova-o, revelando que a jornalista já faturara 15 mil dólares por palestras patrocinadadas por aquele banco e que o seu parceiro era um dos diretores do mesmo banco. 
(2) Outra prova é o resultado de uma investigação da Cardiff School of Journalism ao programa BBC Today: em 2008, quase todos os colaboradores eram corretores de bolsa, banqueiros de investimentos e gestores de fundos especulativos, enquanto os críticos ou céticos dos benefícios de tão vasto setor financeiro ficaram de fora. As elites políticas e económicas dominaram os debates acerca da necessidade de austeridade, enquanto os especialistas que achavam as medidas exageradas ou que propunham programas de tipo Keynesiano foram mantidos ao largo.  Conclusão: a BBC ajudou a formatar o consenso político sob o qual muitos sofrem agora. Fê-lo ao não fornecer pontos de vista alternativos. 
(3) Mais uma prova é o noticiário da BBC das 18 horas: os representantes das empresas ultrapassam os dos sindicatos numa relação de 19 para 1. Conclusão: a BBC tende a reproduzir uma visão do mundo conservadora, eurocética, favorável ao patronato. 
(4) A BBC e a ITV dedicaram ao caso Madeleine McCann, 7 anos após o seu desaparecimento, o mesmo tempo que a todos os temas ambientais. 

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Bico calado

Imagem retirada daqui.

Morreu o rei Abdullah, da Arábia Saudita. O seu desaparecimento mereceu os maiores encómios por parte de individualidades como David Cameron, Eric Blair e Obama, todos eles salientando o papel do rei como aliado estável e seguro.
Porém, o seu reinado registou um vasto currículo de violações dos direitos humanos. Exemplos: Raif Badawi, um bloguer que está a ser chicoteado por ter criado uma página eletrónica laica; Laila Bint Abdul Muttalib Basim, decapitada a segunda-feira passada depois de ter sido arrastada pelas ruas; 10 execuções nas primeiras duas semanas de 2015. Mas há mais: a Arábia Saudita financiou a  Al-Qaida
As organizações de defesa dos direitos humanos não esquecem as prisões, os julgamentos e condenações de dissidentes pacíficos e a dispersão violenta de manifestações de cidadãos pacíficos. A Arábia Saudita continua a violar os direitos das mulheres e dos trabalhadores estrangeiros. 
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Plataforma Salvar o Tua intentou Ação Administrativa Especial contra a Agência Portuguesa do Ambiente

Algures no Soajo. Foto: Zé David/Caminheiros do Oeste30dez2014.
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Mão pesada para 155 chineses

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

E se lhe pagassem 25 cêntimos por Km para pedalar para o trabalho?


Imagem retirada daqui.
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Reflexão – Detido por querer levar os filhos da escola para casa a pé?

No fim das aulas, dois irmãos, de 10 e de 6 anos, regressavam a casa a pé. Alguém chamou a polícia, que prontamente chegou e transportou os meninos a casa. Um técnico da segurança social exigiu posteriormente que os pais das crianças assinassem um documento prometendo não deixar os filhos sozinhos sob pena de eles lhes serem retirados. 
Já em 2013, no Tennessee, o pai de duas crianças foi detido por insistir em querer levar os seus filhos da escola para casa a pé. A escola não quis entregar-lhe os miúdos porque não iam de carro.
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Bico calado

  • «O ministro Pires de Lima chegou ao proscénio e, grave e assertivo, sem a mínima sombra a toldar-lhe a límpida certeza, disse que os sindicatos não concordantes com o Governo, no caso da TAP, seriam afastados dos "benefícios" estabelecidos. Além de proceder a implacáveis marginalidades, o cruel ministro parece ignorar a Lei Geral do Trabalho, que impede este e outro tipo de eliminações. No dia seguinte, afobado e não dissimulando a triste tortura por que passava, o primeiro-ministro desmentiu o ministro, fornecendo ao português comum a convicção, já presumida pelo português comum, de que, no Governo, ninguém se entende. Ou, então, que as instruções do dr. Passos Coelho não são mais do que puro exercício de retórica, que os ministros desconsideram. O imbróglio acumula-se às omissões, às mentiras, às evasivas de um Executivo que nos não respeita porque se não respeita a ele mesmo. Um Executivo que vive no turvo país dos mitos, desordenado e caótico, no qual cada ministro diz o que lhe vem à boca sem peso, conta e medida. Além de falar num idioma de eguariço. (...)Faltam médicos, faltam enfermeiros, faltam serviços de apoio; falta, sobretudo, vergonha a esta gente, que nos fere, nos despreza e nos condena a uma vil existência. A adicionar ao drama português ponha lá a endemia que parece ter atacado gente, presuntivamente gente de bem, que muda de cor e de palavra logo-assim chega ao poder.» Baptista Bastos in Eles não mudam.
  • Fiscalidade explicada com legos à ministra das Finanças. TVI (1:37)
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Projeto de automóvel elétrico português anda esquecido


Conhecem o projeto do automóvel elétrico da Escola Superior de Tecnologia de Viseu? Não será por acaso que anda muito esquecido. 100 Km por um euro...
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Bico calado

  • A Câmara de Vale de Cambra quer entregar o estacionamento subterrâneo da cidade a um concessionário especialista no ramo. O negócio, resultante de uma parceria público-privada, conduziu a um imbróglio que pode agora custar à autarquia 5,6 milhões de euros que aquela não tem.
  • Os bancos RBS, HSBC, JPMorgan Chase, UBS, Barclays  e Citibank foram multados, em conjunto, em 2 mil milhões de libras por manipulação das taxas Libor e ações da bolsa. 30 corretores já foram despedidos mas há gente a exigir a prisão dos responsáveis.
  • « (...) Para não remar contra a maré, eu sou Charlie. Estou do lado dos que foram assassinados, não estou do lado dos assassinos. Mas estou também do lado de Mona Chollet, a jornalista do Charlie Hebdo que foi sumariamente despedida em 2000 por protestar contra um artigo do editor da revista (Phillipe Val) que chamava “não civilizados” aos palestinianos: então, a ‘liberdade de imprensa’ foi invocada para despedir uma jornalista, tendo-se conservado no seu posto o editor, substituído apenas em 2009 por Stéphane Charbonier, agora assassinado. E estou igualmente (que bom se estivéssemos todos…) do lado dos 34 estudantes que foram barbaramente sequestrados, torturados e assassinados pelas ‘autoridades’ mexicanas por quererem manifestar publicamente as suas opiniões. E estou do lado dos sindicalistas massacrados em Odessa. E estou do lado das vítimas do terrorismo praticado em todos os ‘civilizados’ guantanamos do mundo. E estou do lado de todas as vítimas do terrorismo, desde as vítimas do terrorismo de estado (“danos colaterais” de bombardeamentos ou vítimas de drones criminosos) às vítimas do fanatismo de todas as religiões e às vítimas do sectarismo classista das políticas praticadas em nome do argumento TINA, que vêm empobrecendo e humilhando povos inteiros nesta nossa europa do euro. Uma coisa é certa, para mim: ao contrário do que disse o nosso primeiro ministro, em todas estas ‘guerras terroristas’ quem se lixa é mexilhão! Mexilhões de todo o mundo, uni-vos!» António Avelãs Nunes in Viomundo.
  • « (...) Aparentemente, o Charlie Hebdo não reconhecia limites para insultar os muçulmanos, mesmo que muitos dos cartuns fossem propaganda racista e alimentassem a onda islamofóbica e anti-imigrante que avassala a França e a Europa em geral. Para além de muitos cartuns com o Profeta em poses pornográficas, um deles, bem aproveitado pela extrema-direita, mostrava um conjunto de mulheres muçulmanas grávidas, apresentadas como escravas sexuais do Boko Haram,  que, apontando para a barriga, pediam que não lhes fosse retirado o apoio social à gravidez. De um golpe, estigmatizava-se o Islã, as mulheres e o estado de bem-estar social. Obviamente, que, ao longo dos anos, a maior comunidade islâmica da Europa foi-se sentindo ofendida por esta linha editorial, mas foi igualmente imediato o seu repúdio por este crime bárbaro. Devemos, pois, refletir sobre as contradições e assimetrias na vida vivida dos valores que alguns creem  ser universais. (...) A repulsa total e incondicional que os europeus sentem  perante estas mortes devem-nos fazer pensar por que razão  não sentem a mesma repulsa perante um número igual ou muito superior de mortes inocentes em resultado de conflitos que, no fundo, talvez tenham algo a ver com a tragédia do Charlie Hebdo? No mesmo dia, 37 jovens foram mortos no Yemen num atentado a bomba. No ano passado, a invasão israelense causou a morte de 2000 palestinos, dos quais cerca de 1500 civis e 500 crianças. No México, desde 2000, foram assassinados 102 jornalistas por defenderem a liberdade de imprensa e, em Novembro de 2014, 43 jovens, em Ayotzinapa. Certamente que a diferença na reação não pode estar baseada na ideia de que a vida de europeus brancos, de cultura cristã, vale mais que a vida de não europeus ou de europeus de outras cores e de culturas assentes noutras religiões ou regiões. Será então porque estes últimos estão mais longe dos europeus ou são pior conhecidos por eles? Mas o mandato cristão de amar o próximo permite tais distinções? Será porque os grande media e os líderes políticos do Ocidente trivializam o sofrimento causado a esses outros, quando não os demonizam ao ponto de fazerem pensar que eles não merecem outra coisa?» Boaventura de Souza Santos in A Europa à beira do estado de sítio.
  • «(...) Mas é preciso lembrar que, ao contrário da França, nunca colonizamos países árabes e africanos, não temos o costume de fazer charges sobre deuses alheios em nossos jornais, não jogamos bombas sobre países como a Líbia, não temos bases militares fora do nosso território, não colaboramos com os EUA em sua política de expansão e manutenção de uma certa "ordem" ocidental e imperial, e, talvez, por isso mesmo - graças a sábia e responsável política de Estado, que inclui o princípio constitucional de não intervenção em assuntos de outros países - não sejamos atacados por terroristas em nosso território. (...)» Mauro Santayana in O terror, o ocidente e a semeadura do caos.
  • Humor com humor também se paga, por Izaías Almada.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Criado o Prémio Folha Verde da Europa


  • 31 janeiro, 1 fevereiro, Vouzela: V Cinclus- Festival de Imagem de Natureza.
  • 49 anos depois do acidente de Palomares a contaminação continua. O acidente ocorreu em 17 de janeiro de 1966 quando um bombardeiro B52 norte-americano colidiu com um KC-135 durante uma operação de abastecimento nos ceus de Almeria, Espanha. Para além de 11 vítimas mortais entre os tripulantes, 4 bombas termonucleares cairam, tendo duas explodido com o impacto no solo e espalhado plutónio numa vasta zona ainda hoje contaminada.
  • A Comissão Europeia lançou um novo prémio destinado a premiar anualmente as cidades mais pequenas que demonstrem um forte empenho na construção de um ambiente melhor e reconhecer, assim, os esforços levados a cabo na área do chamado crescimento verde, encorajar as cidades a sensibilizar os seus habitantes para a necessidade de uma consciência ambiental. As candidaturas ao designado Prémio Folha Verde da Europa serão analisadas de acordo com as seguintes categorias: mudanças climáticas e desempenho energético, mobilidade, biodiversidade e aproveitamento de espaços, qualidade do ar e ambiente acústico, resíduos e economia verde e gestão de água. Cada uma das categorias será, por sua vez, avaliada segundo três parâmetros: planeamento, política e programa, implementação, empenho dos cidadãos e consciência pública. No processo de candidatura as cidades terão ainda de dar exemplos de três boas práticas que executaram em cada uma das categorias. Após a análise do júri, será pré-selecionado um conjunto de cidades que terão de elaborar um vídeo onde apresentem a sua visão, planos de ação e estratégia de comunicação. O vencedor será anunciado durante a Cerimónia do Prémio Capital Verde da Europa que decorrerá em Bristol em junho de 2015.
  • Bristol foi nomeada Capital Verde Europeia em 2015. Tudo porque cerca de um quinto dos residentes vai a pé para o trabalho, nos últimos 10 anos as casas tornaram-se 25% mais eficienentes em termos energéticos, a economia de baixo carvão emprega 9 mil pessoas, 34% da cidade são espaços verdes, mais de 90% da população vive a 300 metros de parques ou de linhas de água, foi considerada, pelo Sunday Times, o melhor sítio para se viver no Reino Unido.
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Reflexão - Sai caro adiar o combate contra as alterações climáticas

Imagem retirada daqui.

«Sai caro adiar o combate contra as alterações climáticas. É rentável deixar o mundo ir para o inferno. Creio que a tirania do curto prazo vai prevalecer nas próximas décadas. Como resultado, uma série de problemas a longo prazo não serão resolvidos, mesmo se pudessem ser, e até mesmo se eles causassem cada vez mais dificuldades para todos os eleitores», diz Jørgen Randers, professor de estratégia climática na Norwegian Business School e autor de  Limits to Growth (1972) citado pelo The Guardian.

Quando se trata de mais regulamentação ou do aumento dos impostos, Randers diz que os eleitores tendem a revoltar-se e, como resultado, os políticos vão continuar a recusar tomar medidas corajosas com medo de perderem as eleições seguintes.
«O sistema capitalista não ajuda», acrescenta Randers. «O capitalismo está muito bem desenhado para canalizar capital para os projetos mais rentáveis. E é precisamente disso que não precisamos hoje. Precisamos de mais investimentos em energia eólica e solar, não em carvão e gás barato. O mercado capitalista não vai fazer isso por conta própria. Ele precisa de outras condições – de preços alternativos ou de novos regulamentos».
Uma solução óbvia será atribuir um preço ao carbono para obrigar as empresas a internalizar os custos externos das emissões de CO2, mas, apesar de muitas empresas progressistas já terem pedido esse imposto, Randers diz que os eleitores não quererão pagar mais.
Perante essa oposição, o que se pode fazer? Randers diz que o primeiro passo é comunicar de forma eficaz aos cidadãos que a visão de curto prazo representa uma ameaça real para a sustentabilidade da sociedade democrática. Em segundo lugar, devemos defender a aplicação de taxas de desconto baixos nas análises de custo-benefício público e incentivar o uso do senso comum em vez de análises quantitativas para decidir fazer investimentos de longo prazo. Uma forma seria deixar de lado uma fração do fluxo de investimentos da sociedade para fins de longo prazo, como se faz nos orçamentos militares.
Outra mudança seria prolongar o período de governação para dar aos políticos tempo de desenvolverem medidas impopulares antes de perderem a eleição seguinte, e para garantir que todos os trabalhadores recebam um salário adequado depois de os seus trabalhos ‘sujos’ serem subsituídos por novos empregos ´limpos´.
«Estas soluções foram, infelizmente, rejeitadas pela maioria democrática, mesmo a mais óbvia, que era instalar uma ditadura esclarecida por um curto período de tempo em áreas críticas da política, tal como os romanos fizeram quando a cidade foi ameaçada e que é a solução imposta pelo Partido Comunista Chinês, com evidente sucesso na área da pobreza/energia/clima. Mas admito que a solução de governo um forte pode parecer irrealista no ocidente democrático,» acrescenta Randers.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Foi você que disse que um relvado é amigo do Ambiente?

Cântaro Magro 17jan2015.
  • Um relvado impecável pode ser o orgulho de muito boa gente. Mas sabia que um relvado é uma abundante fonte de gases de efeito de estufa? Pense na energia consumida para o manter aparado. Pense na água consumida para o regar. Pense nos fertilizantes que aplicou para o manter bem coberto e verdinho. O estudo é de investigadores da Appalachian State University liderados pelo Dr Chuanhui Gu. 
  • Sabia que os terramotos podem ser induzidos por barragens? Há, pelo menos, 100 eventos sísmicos identificados como tendo sido desencadeados por grandes albufeiras. O mais dramático foi o terramoto de grau 7.9 em maio de 2008 em  Sichuan  e que matou 80 mil pessoas, relacionado com a construção da barragem de Zipingpu. A explicação mais amplamente aceite de como as barragens podem provocar sismos está relacionada com a pressão da água adicional criada nas micro-fissuras do solo por baixo e perto da albufeira. Quando a pressão da água aumenta sobre as rochas, ela atua para lubrificar as falhas que já estão sob tensão tectónica, mas são impedidas de deslizar pelo atrito das superfícies rochosas.
  • A Índia está a investir em força na energia solar. A escassez de espaço para instalar painéis é tal que até os canais servem. A semana passada, Ban Ki-moon, o secretário geral das Nações Unidas inaugurou  uma central solar num canal de Vadodara.
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Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, as 3 postas mais populares dos últimos 8 dias foram, segundo a Google Analytics:
As visitas vieram, por ordem decrescente, dos Estados Unidos, de Portugal, da Alemanha, da República Checa,  da China, da Irlanda, do Brasil, da Rússia, da França e do Reino Unido. 

Obrigado pela vossa preferência. Voltem sempre.
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Bico calado

  • «O vazio intelectual português é a imagem devolvida da sociedade actual. Que sabem da vida, da cultura e dos costumes, por exemplo, um tal Pedro Mota Soares, católico e tudo, mas completamente distante, porque assim o deseja, das nossas preocupações mais elementares, ou um Nuno Melo ou um… sei lá quem mais!, todos organizados para tratar da vidinha? Estes e outros que tais representam quem?, a não ser as direcções dos partidos que os designaram segundo o índice das suas pessoais obediências. A desconfiança do português comum nos políticos é total. E a comunicação social comporta-se com um servilismo tão baixo que nem nos tempos mais sombrios do fascismo santa-combadense se revelou tão ignóbil. Depois, nos meios de comunicação estão "factotums" que nada têm a ver com jornalismo e são meros representantes de cavilosos interesses. Sei do que falo. E, por ora, não quero adiantar mais.» Baptista Bastos in JNegócios 16jan2015.
  • O estranho caso do ministro Pires de Lima, por Manuel Carvalho in Público 18jan2015: «António Pires de Lima, sexta-feira à tarde, em conferência de imprensa: todos os trabalhadores da TAP estão protegidos do despedimento colectivo durante 30 meses porque, para lá do acordo com os sindicatos, ‘prevalece a norma geral do Direito’. O que fica em causa neste aparatoso recuo de um ministro tido por sensato e competente não é apenas um confrangedor erro de análise jurídica de uma intenção de alta sensibilidade; o que perturba neste episódio é a constatação de que o Governo que se investiu da nobre missão de nos libertar da tutela do Estado caia assim, tão facilmente, na tentação de manipular o livre arbítrio de trabalhadores e sindicatos que não lhe obedecem. (...) Querendo perpetuar o seu poder para lá da privatização, o Governo dispunha-se a fazê-lo sob os ditames de um paternalismo bafiento que confere ao Estado o direito de puxar as orelhinhas aos que ousam pagar quotas a sindicatos politicamente incorrectos. Como outrora com os priores da paróquia, indulgências só seriam concedidas à parte do rebanho que se porta bem. Os discursos em prole da ‘libertação’ da sociedade que o primeiro-ministro tanto gosta de propalar foram por algumas horas suspensos, em favor de uma atitude de comando e controlo digna de um Estado colectivista. (...) Os maus da greve estavam a ser castigados e os bons protegidos. O direito de cada um a escolher a representação laboral de acordo com os seus valores ficara irremediavelmente comprometido. Ser ou não ser competente, diligente e produtivo pouco importava nesta fórmula de gestão; mais importante que o interesse da companhia e dos seus accionistas era o ajuste de contas com os “culpados”, remetidos para o outro lado da barricada do Governo. O Governo campeão do liberalismo estava a promover um breve episódio de engenharia social e política.»
  • Parte de um viaduto construido na auto-estrada que liga Palermo e Agrigento colapsou 10 dias depois da sua inauguração. 13 milhões de euros do erário público...
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domingo, 18 de janeiro de 2015

Câmaras açorianas não desistem dos herbicidas

Aplicação de herbicida em grotas e canadas da Ilha Graciosa, Açores. 

Capa do Diário dos Açores de 17 de janeiro de 2015

Por isso, há uma petição dirigida ao Presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores, aos Presidentes das Câmaras e Assembleias Municipais dos Açores, e aos Presidentes das Juntas e Assembleias de Freguesia dos Açores apelando para evitarem o uso de herbicidas e recusarem a utilização de glifosato para eliminar ervas ditas daninhas.

Aguardamos, entretanto, resposta do Centro Ambiental do Priolo acerca da aplicação de herbicida nos espaços sob sua responsabilidade no Nordeste.
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Governo britânico suborna municípios para a fraturação hidráulica

Imagem retirada daqui.
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Mão pesada para recicladores e comerciante de marfim

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Bico calado

  • «Se não fosse gay, provavelmente não seria CEO do banco» António Simões, CEO do banco HSBC UK ao Expresso.
  • «Não temos democracia cristã, não temos social-democracia, não temos socialismo. A única coisa séria que existe em Portugal é o Partido Comunista ortodoxo português. Mas pelo menos sei quem são. E nalgumas câmaras deste país são até os melhores.» Alexandre Soares dos Santos, patrão do Pingo Doce, ao i.
  • Robbing the Poor to Give to the Rich (Roubar os pobres para dar aos ricos): palestra de George Monbiot na conferência de agricultores em 8 de janeiro de 2015 em Oxford.
  • Valerá a pena vacinarmo-nos contra a gripe mesmo sabendo que a percentagem de sucesso não ultrapassa os 23%?
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sábado, 17 de janeiro de 2015

Repsol abandona petróleo das Canárias

Imagem retirada daqui.
  • Francisco Ferreira, da Quercus, na manhã de 6ª feira, 16 de janeiro, fez, na Antena 1, a apologia do uso de pellets como amigas do ambiente e do conforto no lar. Ao ouvi-lo, lembrei-me da newsletter da Quercus de novembro de 2014. Na página 9 e sob o título «Biomassa (in)sustentável -  Fábricas de pellets: risco ou oportunidade para a floresta portuguesa», diz-se que foram atribuídos financiamentos de forma indiscriminada e sem regras a este setor de atividade, e que valeu tudo, até mesmo o abate de pinheiros-bravos de gandes dimensões para serem triturados em biomassa, nomeadamente em pellets. Ainda por cima abusando da certificação FSC (Forest Stewardship Council)! No artigo sugeria-se que devia haver mais fiscalização de modo a estancar estes atropelos, uma vez que o aproveitamento dos resíduos florestais para biomassa era uma oportunidade de gestão para reduzir a carga combustível e consequentemente o risco de incêndios florestais recorrentes. Em que ficamos, Francisco Ferreira?
  • A Repsol anunciou o abandono da exploração de petróleo ao largo das Canárias. A Greenpeace já veio exigir que a petrolífera e o governo espanho avaliassem os danos causados pelas perfurações efetuadas. Vagamente relacionado: Ativista da Greenpeace ferida em protesto contra plataforma da Repsol nas Canárias.
  • Na indústria do carvão dos EUA tornou-se comum as empresas venderem a si mesmas uma parte do carvão que extraem. Fazem-no através de filiais e para evitarem pagar impostos ao estado e otimizar os subsídios que recebem, denuncia o Center for American Progress.
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Bico calado


Imagem retirada daqui.
  • Pode não haver dinheiro para manter centros de sáude e hospitrais públicos a funcionar em pleno. Podem os municípios recusar contribuições mínimas obrigatórias para bombeiros voluntários, podem as câmaras recusar ajudar as congéneres endividadas através do Fundo de Apoio Municipal, Mas para um Rali tem de haver dinheiro. Para o Rali de Portugal, 12 municípios uniram-se, mostrando que nisso foram capazes. 
  • «A manifestação pela liberdade de expressão, que ocorreu em Paris contou com a participação de alguns dos piores violadores dos direitos humanos do mundo. Representando os chamados estados progressistas foram o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, (cujas forças mataram 17 jornalistas o ano passado) e o primeiro-ministro britânico David Cameron, cujo governo autorizou a destruição de documentos obtidos pelo Guardian e ameaçou processá-lo. Também presentes estavam o procurador-geral dos EUA, representando um país cuja polícia em Ferguson deteve e agrediu rep´rteres do Washington Post. Para não falar da repressão sistemática aos denunciantes, como Edward Snowden e Chelsea Manning.» Amit Singh in The New Internationalist 13jan2015.
  • Como comprar um político? in Youtube.
  • Grito de Ronaldo ao receber a terceira bola de ouro passa a ser o Hino da Madeira.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Explosão em refinaria

Uma refinaria de petróleo em Lima, no Ohio, foi palco de uma explosão que foi sentida num raio de 10 milhas e provocou um incêndio que durou mais de 14 horas. Dizem os responsáveis que não detetaram qualquer contaminante perigoso.
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Mão pesada para a DuPont, a Gly-Tek e a Dynamic Porch & Patio

  • A E.I. DuPont de Nemours and Company foi multada em 531 mil dólares por fugas de clorofluorocarbonetos na sua fábrica de Deepwater, New Jersey.
  • A Gly-Tek, Inc. foi multada em 25 mil dólares por atraso na comunicação às autoridades de fuga de ácido sulfúrico na sua fábrica de Twin Falls, Idaho.
  • A Dynamic Porch & Patio of Independence foi multada em cerca de 6 mil dólares por carência de certificação de boas práticas de segurança com chumbo.
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Bico calado

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Câmara salva casa de dono da Altice construída em Reserva Ecológica



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Bico calado

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Je suis Fernando Pereira


  • 10 julho 1985: a secreta francesa coloca bombas no Rainbow Warrior, um navio da Greenpeace, na ocasião no rasto de ensaios nucleares franceses no Pacífico. Fernando Pereira, fotógrafo português, de Vila do Conde, morre. A polícia neozelandesa prende dois agentes secretos franceses por posse ilegal de passaporte. Os detidos admitem participação no ato de sabotagem e são condenados a 10 anos de prisão. A França retalia e impõe um embargo à importação de produtos neozelandeses para a Europa. As Nações Unidas obrigam a França a levantar o embargo e a pagar uma indemnização de 7 milhões de dólares à Nova Zelândia. Esta devolve os detidos à França. A França indemniza a Greenpeace em 8 milhões. Os dois agentes secretos são, pouco depois, libertados e promovidos. Anos mais tarde, descobre-se que um deles é patrão de uma fábrica de armas que as comercializa para a Nova Zelândia e para a secreta norte-americana. Não consta que Fernando Pereira tenha AINDA merecido nome de praça ou de rua.
  • Sabe-se que os fertilizantes estimulam o crescimento de florações de cianobactérias tóxicas em água doce, mas um estudo recente mostra que os micróbios aquáticos são condutores de nitrogénio e de fósforo, podendo amplificar os efeitos dos poluentes e das alterações climáticas e assim estimular ainda mais a sua floração. 
  • A proibição de aterros, a estagnação dos programas de reciclagem e o recorde de produção de resíduos está a fazer das incineradoras a solução para muitos estados, como a Florida, Massachusetts, Nevada, Virginia e Wisconsin.
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Bico calado

  • «Os massacres de Paris não vão ter alguns dos principais autores no banco dos réus. Foram abatidos durante a refrega que pôs termo à chacina gratuita de inocentes. Mas lá se sentarão, mesmo que só a História os julgue, os poderes fundamentalistas gerados no Yémen e o conjunto de personalidades que hoje encabeça a manifestação de Paris. A explosão afetiva e solidária ‘Je Suis Charlie’ é património de poucos. Não é, de certeza, pertença desta Europa cínica, protetora de ladrões e especuladores financeiros, que há muito se borrifou para os sonhos da Igualdade, da Liberdade e da Fraternidade, gerados no ventre francês e que emigraram por esse mundo fora. Pois o problema é político. Nunca foi religioso. Os presidentes, os primeiros-ministros e outros acólitos que hoje desfilam em França em defesa da liberdade de expressão são os seus carrascos. Nunca leram o ‘Charlie Hebdo’. Apenas bebem as palavras de Merkel. São como os assassinos, que nunca viram o Corão, muito menos o estudaram, e matam em nome do Profeta. A quadrilha que vai liderar a manifestação de Paris prostituiu a Europa, mentiu nos sonhos, matou os projetos de Vida. Esta quadrilha quis emigrantes para a mão de obra escrava e desprezou o valor do trabalho. Desprezou o emprego. Desprezou a escola e a educação. Atirou para a fome e para a ruína milhões de desgraçados. Mas pior do que isto, a Europa cínica que hoje habitamos matou a Europa de Monet. Fez da União Europeia uma pantomima, aceitou de joelhos os ditames da Alemanha que fala por nós, contra nós, imperialismo da especulação que matou sonhos. Quem mata sonhos não pode esperar outra coisa a não ser a multiplicação da raiva, da indignação e, finalmente, do ódio. Estes grupos em desvario são europeus. Nasceram aqui e matam por ódio. E as maiores vítimas até são muçulmanos. Ódio, porque lhes prometeram sonhos e lhes entregaram um imenso vazio. Um vazio onde habitam milhões de outros jovens a quem mataram os sonhos, que não assassinam, mas se desinteressam da política, desprezam os figurões que vão marchar à cabeça da manifestação em Paris, servos e serventuários de especuladores, de offshores, de roubos, não de joias mas de países. Reprodutores de desigualdades, semeadores de injustiças, párias da fraternidade, amigos da liberdade de saque. É esta a Europa cínica, e canalha, que aceitou o apelo de Hollande e vai fazer de conta que é amiga da liberdade de expressão.» Moita Flores in Europa terrorista, CM 11jan2015.
  • 1 A Argélia continua a ser a ferida mais dolorosa no corpo político da França e fornece um contexto de medo para cada ato de violência árabe contra a França. A guerra de seis anos da independência da Argélia provocou a morte de um milhão e meio de árabes muçulmanos e de e quase despoletou uma guerra civil francesa. 2 Nada poderá justificar estes atos cruéis de assassinatos em massa. Os assassinos não podem usar a história para justificar os seus crimes, mas há um contexto importante que passou à margem deste massacre: a luta sangrenta de 1954-62 pela independência da Argélia após 132anos de ocupação colonial. 3 Há mais de 100 anos a França invadiu a Argélia, subjugou a sua população muçulmana e tentou cristianizar o território. A primeira manifestação de independência surgiu a 8 de maio de 1945, quando os Aliados libertaram a Europa, e resultou na matança de 103 civis europeus. A vingança do governo francês foi impiedosa: 700 muçulmanos foram abatidos e várias aldeias foram bombardeadas pela aviação francesa. O mundo prestou pouca atenção. 4 Na guerra da independência valeu tudo, desde o assassínio, a tortura e a execução de chefes de guerrilheiros até ao «desaparecimento» de franceses brancos simpatizantes dos argelinos, tudo com a ajuda de ex-nazis alemães. Albert Camus denunciou muitos atos de tortura. 5 Apesar de De Gaulle jurar que compreendia os anseios dos argelinos, uma manifestação de 30 mil pessoas em outubro de 1961, em Paris, mereceu a repressão brutal da polícia e a morte de 600 participantes. Maurice Papon, o chefe de polícia responsável por este massacre, viria a ser, 40 anos depois, condenado por crimes contra a humanidade praticados durante o regime de Vichy-Petain durante a ocupação nazi. 6 A guerra da independência da Argélia acabou em banho de sangue. Os colonos brancos recusaram a saída de França e apoiaram a secreta OAS em ataques contra muçulmanos argelinos. Tudo terminou numa fuga desastrosa, abandonados por De Gaulle.  Com a independência, os antigos colonialistas recalcaram o seu ódio enquanto a nova elite nacionalista embarcava numa industrialização à moda soviética. As infraestruturas colapsaram porque os franceses não lhes deixaram mapas do sistema de águas e esgotos. 7 Nos anos 80, estalou uma guerra civil entre o poder corrupto da FLN e os rebeldes muçulmanos e repetiram-se as cenas da guerra da independência, com tortura, desapareciemntos e massacres. A França continuava a apoiar uma ditadura militar que punha a salvo os seus milhões de dólares em bancos suíços. 8 Os argelinos muçulmanos que regressavam da guerra anti-soviética no Afeganistão juntaram-se aos islamitas nas montanhas, matando alguns dos poucos cidadãos franceses que ainda residiam na Argélia, para depois sair para combater nas guerras islâmicos, no Iraque e na Síria. É aqui que entram os irmãos Kouachi, nomeadamente Chérif, preso por ter levado franceses a lutar contra os americanos no Iraque. E os Estados Unidos, com o apoio da França, agora apoiam o regime FLN na sua luta contra os islamitas na Argélia, armando um exército que torturou e assassinou milhares de homens na década de 1990. Robert Frisk in Charlie Hebdo: Paris attack brothers' campaign of terror can be traced back to Algeria in 1954 - Algeria is the post-colonial wound that still bleeds in France, The Independent 9jan2015.
  • «As Embaixadas portuguesas nas capitais europeias devem encerrar. São completamente inúteis. Não apoiam os emigrantes, pois esta é uma função dos Consulados. Não apoiam empresas nacionais, pois na Europa não há quaisquer restrições formais à internacionalização. Não definem políticas europeias, este é um assunto tratado pelas representações diplomáticas em Bruxelas, junto da UE. Não servem para nada. São residências de férias permanentes de embaixadores e hotéis de fim-de-semana para membros do governo. Encerrem-nas.» Paulo de Morais.
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