Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Tejo : Canal no travessão em Abrantes é solução provisória


A Pegop, empresa responsável pela reabilitação de um travessão de pedra no rio Tejo, na zona de Abrantes, que impedia a circulação de peixes, deu por terminados os trabalhos ainda sem uma solução definitiva, tendo deixado aberto um canal de passagem
«Vamos continuar a trabalhar na procura de uma solução técnica que sirva os interesses de todas as partes, mas, para já, o travessão vai ficar tal como está, com um canal aberto ao centro, até se encontrar outra solução», disse um responsável. 
Em causa está a reparação de uma barreira que atravessa o rio Tejo, junto à Central Termoelétrica do Pego, com o objetivo de aumentar o nível da água no local e permitir a sua captação para arrefecer o vapor proveniente das turbinas. Lusa/MedioTejo.
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China vai abandonar progressivamente o carvão

Imagem recolhida aqui.
  • Golden Misabiko foi detido e torturado depois de, em 2009, publicar um relatório que ligava o governo da República Democrática do Congo a operações ilegais na mina de Shinkolobwe, no Catanga, mina que tinha sido encerrada em 1960 na sequência da divulgação de que a sua matéria prima teria sido utilizada no fabrico das bombas atómicas de Hiroshima e Nagasaki. Libertado após enorme campanha da Amnistia Internacional, Misabiko fugiu para a África do Sul, sem, no entando, conseguir que a esposa e os filhos o acompanhassem. Acontece que o urânio continua a ser extraído no Catanga, beneficiando a energética francesa Areva mas contribuindo para a contaminação do rio Niger
  • Aviões israelitas pulverizaram terrenos agrícolas na Faixa de Gaza com herbicidas. O exército israelita admite que o objetivo foi garantir a segurança de Israel. Os agricultores palestinianos viram assim, as suas culturas de espinafre, ervilha, feijão e salsa totalmente queimadas em al-Qarrara área, na zona leste de Khan Younis e em Wadi al-Salqa, no centro da Faixa de Gaza. 972 Magazine.
  • Rojas Gonzales, de 34 anos, foi morto em Yagen, no norte do Perú, com 5 balas. Era um líder comunitário e ativista ambiental que lutava contra a construção de barragens da brasileira Odebrecht no rio River Marañon. As barragens terão consequências desastrosas para a Amazónia e forçará a deslocalização de milhares de pessoas das suas terras. Telesur.
  • A China vai deixar de aprovar projetos de minas de carvão e prepara-se para encerrar mil já no próximo ano. Projeta-se, por outro lado, grandes investimentos em centrais solares e eólicas. Bloomberg.
  • As operadoras da central nuclear de Waterford 3, na margem oeste de St. Charles Parish, não realizaram as exigidas inspeções de incêndio horárias e falsificaram, durante 10 meses, os registos para fazer crer que as inspeções tinham sido feitas. Nola.
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Reflexão – Quatro escândalos que marcaram 2015

Foz do rio Doce, Regência, no Espírito Santo. Foto de Vinicius Pereira.
  1. A Volkswagen foi apanhada a comercializar milhões de automóveis equipados com software capaz de manipular e falsear os dados sobre as suas emissões. 
  2. Estudos e investigações da própria Exxon já tinham, em 1981, alertado para os perigos dos impactos das alterações climáticas produzidas pela mão humana. Em vez de lançarem um debate público sério sobre o problema, a empresa preferiu investir 30 milhões de dólares para fazer lóbi negando as alterações climáticas.
  3. 77% das maiores 500 multinacionais admitiram fazer greenwashing e, para tal, recorreram a relações públicas fortes e a poderosas campanhas de lóbi junto de grandes organismos internacionais com o objetivo de boicotar as políticas ambientais da União Europeia.
  4. O colapso de uma barragem de retenção de minério em Mariana, Minas Gerais, provocou uma avalancha de lama que percorreu todo o trajeto do rio Doce e desaguou, duas semanas e 650 Km depois no mar, conspurcando 9 Km do litoral de Regência, em Espírito Santo.
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Bico calado

Mário Lúcio Sousa, ministro da cultura de Cabo Verde.
  • «(…)Torna-se-nos cada vez mais insuportável comportar, resignados e sem cólera, esta corja, apoiada pela Alemanha, sem pudor nem clemência. A alta finança e banqueiros dissolutos têm encontrado, neste sistema decadente, o pábulo para as suas indignidades. Resguardados numa impunidade que lhes proporciona o “sistema”, e lhes vai mantendo uma vida de fausto, eles passeiam-se no infortúnio de quem não sabe defender-se. Escrevo com mágoa e desalento, mas penso que o mundo está a modificar-se, movido pela repulsa e pela revolta. Nessa esperança e nesse sentido que, afinal têm encaminhado a minha vida, aqui vai, meus Dilectos, a convicção de que, em breve, as coisas serão melhores e mais belas. Bom ano! A corja não vencerá pela natureza imperiosa das razões humanas.» Baptista Bastos in A corjaCM 30dez2015. Via A Estátua de Sal.
  • «(…)Inventar analgésicos para a dor de dentes é uma coisa óptima. Não termos nenhum analgésico contra a intolerância cultural é terrível. Fazermos com que a esperança de vida aumente, mas que haja milhares de pessoas a morrer ao atravessar o mar mediterrânico, fazer com que haja armas super-sofisticadas, mas que essas mesmas armas estejam a matar centenas de milhares de pessoas todos os dias, fazer com que nunca se tenha tido tanta abundância alimentar no planeta, mas que haja tanta gente a passar fome no mundo, não faz nenhum sentido. Esse desequilíbrio tem a ver com um desenraizamento da condição humana. Quando olhamos para a relação que os índios do Peru, da Bolívia, do México tinham com a natureza antes da chegada dos espanhóis, vemos que tudo isso foi interrompido. Onde havia uns templos das deidades, dos incas, dos maias e dos aztecas, foram construídos templos católicos. A história dos incas, dos maias e dos aztecas não é propriamente um modelo daquilo que hoje designamos por direitos humanos. É evidente que todas as civilizações no seu auge também tiveram a sua parte sanguinária. Todas. Mas nunca antes tínhamos visto 40 mil pessoas morrer em dez segundos. Isso aconteceu com o lançamento das bombas atómicas. Ao mesmo tempo que utilizamos todo o nosso conhecimento para o progresso, vemos paralelamente o uso de todo esse conhecimento para a destruição e para a decadência. (…) Hoje há uma corrida para a abundância, para a acumulação. Essa corrida exige uma velocidade tal que despreza todos os outros valores. O homem que quer acumular biliões de dólares na venda do petróleo vai fazer tudo para não respeitar os acordos sobre a redução do carbono, por exemplo. (…)» Mário Lúcio Sousa, ministro da cultura de Cabo Verde, entrevistado por Carlos Vaz MarquesPúblico.
  • Um sistema de finanças privado salva biliões aos mais ricos, in NYTimes.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Operadoras de resíduos urbanos: baixar taxas, garantir mais transparência

Imagem recolhida aqui.

As taxas altas de gestão de resíduos urbanos deviam ser revistas, recomenda o Tribunal de Contas. É que a gestão de resíduos gera receitas muito superiores aos gastos com o licenciamento e monitorização de aterros de Resíduos Sólidos Urbanos.

O relatório da Auditoria ao Licenciamento e Operação de Aterros de Resíduos Sólidos Urbanos agora publicado refere que os 12 aterros que se encontravam em exploração foram objeto de inspeção pela IGAOT/IGAMAOT no período de 2007 a 2014. Os 17 relatórios dessas inspeções conduziram à elaboração de 12 autos de notícia versando sobre as irregularidades detetadas, de que resultaram 11 processos de contraordenação. Destes processos, dois foram arquivados, três conduziram ao pagamento de coimas num total de € 42.944,51, um foi objeto de absolvição e os restantes cinco encontravam-se em fase de instrução.

O relatório recomenda que nada deve ser escondido às populações no processo de licenciamento de aterros e que todas as condições têm de ser garantidas para que a sua participação pública seja efetiva de modo a evitar constrangimentos e conflitos desnecessários.
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Inundações no norte de Inglaterra contam com Ministro do Ambiente de férias em Barbados

  • O ministro do Ambiente britânico, Sir Philip Dilley, está a ser criticado por estar a gozar as férias de Natal numa casa de luxo nas Caraíbas em vez de estar perto das populações para tentar resolver os problemas causados pelas inundações. Já o ano passado, o seu antecessor, Chris Smith, fora criticado por não ter visitado as zonas afetadas pelas cheias
  • A texana Schuepbach perdeu a batalha jurídica pela exploração de petróleo e gás de xisto através da fraturação hidráulica no sul de França
  • Um longo, lento processo de gentrificação ameaça várias Chinatowns nos EUA. A Chinatown de Washington está irreconhecível, lamentam os que para lá foram viver há 20 anos. Por isso, dos originais 3 mil residentes, restam agora apenas 300 e mesmo esses poderão ficar reduzidos a metade se se concretizar a construção de condomínios de luxo. Os «autóctones» não podem competir com casas que custam 800 mil dólares. Este processo fez com que, entre 2000 e 2010, o número de brancos a viver nas Chinatowns de Filadélfia e de Boston tenham duplicado. Para evitar a perda de identidade, os protestos já começaram. Em New York, centenas de pessoas manifestaram-se exigindo a suspensão do projeto de construção de uma torre de apartamentos de luxo na Chinatown. Em San Francisco, o presidente da câmara, por sinal de origem asiática, fez suspender a relocalicação de dezenas de famílias chinesas. Em Washington, tenta-se em tribunal evitar a expulsão de chineses a troco de condomínios de luxo. Aljazeera/Raw Story.
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Reflexão – De Pol Pot ao ISIS: o sangue nunca secou

De Pol Pot ao ISIS: o sangue nunca secou,
por John Pilger, 16nov2015 (notas)

1 O processo que deu proeminência ao ISIS é muito semelhante ao que criou os Khmer Rouge e levou Pol Pot ao poder. Também eles eram medievais extremistas que começaram como pequena seita. Também eles foram um produto do apocalipse levado a cabo pelos EUA no Cambodja.

2 Às ordens de Nixon, e por sugestão de Kissinger, foram, entre 1869 e 1973 e nas zonas rurais do Cambodja, despejadas bombas com potência equivalente a 5 Hiroshimas. A destruição foi tal que foi considerada um autêntico genocídio, o que criou um tal ódio contra os norte-americanos que os Khmer Rouge não tiveram dificuldade em recrutar guerrilheiros para a sua causa. Nixon e Kissinger foram, de facto, os verdadeiros criadores dos famigerados Khmer Rouger e do não menos sinistro Pol Pot.

3 O ISIS também contou com dois criadores, - Bush e Blair -, que lideraram a invasão do Iraque em 2003, provocando a morte de 700 mil pessoas, num país que nunca tinha ouvido falar de jihadismo. É certo que os Curdos tinham feito acordos territoriais e políticos, que havia diferenças de classe e de seita entre os sunitas e os shiitas, mas havia paz e casamentos entre si. Bush e Blair estouraram com esta situação e o Iraque é, neste momento, um ninho de jihadismo. 

4 «O governo de David Cameron parece estar a seguir o exemplo de Tony Blair, que ignorou os repetidos alertas do Ministério dos Negócios Estrangeiros e das secretas de que a nossa política para o Médio Oriente e em particular as nossas guerras no Médio Oriente tinham sido o principal motor do recrutamento de muçulmanos no Reino Unido para o terrorismo», disse o ex-embaixador britânico Oliver Miles. 

5 Faz 23 anos que os EUA e o Reino Unido, ultrapassando o Conselho de Segurança das Nações Unidas, impuseram sansões à população iraquiana, o que reforçou a autoridade interna de Saddam Hussein. O bloqueio internacional impediu a entrada de, entre outras coisas, cloro necessário para garantir a segurança da água, de lápis para as escolas e de peças para máquinas de raios-x. Até mesmo a exportação de vacinas para o Iraque foi proibida. «As vacinas para as crianças podem ser usadas para o fabrico de armas de destruição massiva», disse Kim Howells, ministro do governo de Blair. Este autêntico genocídio levou à autodemissão de Von Sponeck, coordenador da missão humanitária das Nações Unidas no Iraque e do seu antecessor Denis Halliday, que sublinha: «Recebi ordens para cumprir uma política que satisfaz a definição de genocídio: uma política deliberada que de facto matou mais de um milhão de pessoas.» Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, entre 1991 e 1998 morreram mais 500 mil crianças com menos de 5 anos. «Achamos que vale a pena este preço», disse Madeleine Albright a uma repórter de uma televisão norte-americana. 

6 «Dois anos antes das cenas de violência na Síria eu estava em Inglaterra a tratar de outros assuntos. Encontrei altas individualidades britânicas, que me confessaram estar a preparar algo na Síria. O Reino Unido estava a organizar uma invasão de rebeldes na Síria. Eles até me perguntaram, embora eu já não fosse ministro dos Negócios Estrangeiros, se eu queria participar. Portanto, toda esta operação foi preparada, pré-concebida e planeada», afirmou Roland Dumas, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de França, ao canal de televisão francês LPC, em 2013.

7 Os únicos adversários eficazes do ISIS são a Síria, o Irão, o Hezbollah e a Rússia. O obstáculo é a Turquia, um ‘aliado’, membro da Nato, que tem conspirado com a CIA, o MI6 e os medievalistas do Golfo para canalizar a ajuda para os ‘rebeldes’ sírios, incluindo aqueles que agora se chamam ISIS. Apoiar a Turquia será um desastre. Há que negociar tréguas sob pena de vermos repetidas as atrocidades cometidas em Paris e em Beirute. Deveria cessar o envio de armas para Israel e o Estado da Palestina devia ser reconhecido internacionalmente. A questão palestina é a pior ferida aberta naquela região e é considerada justificação para a expansão do extremismo islâmico. Se fizermos justiça aos palestinianos começaremos a mudar o mundo à volta deles.

8 «Há mais de 40 anos, o bombardeamento de Nixon-Kissinger ao Camboja desencadeou uma torrente de sofrimento de que o país nunca recuperou. O mesmo é verdade para o crime Blair-Bush no Iraque, e para os crimes da Nato e da sua coligação na Líbia e na Síria. Henry Kissinger acaba de publicar um livro com o sugestivo título de ‘Ordem Mundial’. Kissinger é descrito como um ‘arquiteto de uma ordem mundial que permaneceu estável durante um quarto de século’. Digam isso ao povo do Camboja, do Vietname, do Laos, do Chile, de Timor Leste e de todas as outras vítimas da sua ‘arte de governar’. Só quando ‘nós’ reconhecermos os nossos criminosos de guerra e pararmos de negar a nós mesmos a verdade é que o sangue começará a secar.»

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Bico calado

Um sistema de finanças privado salva biliões aos mais ricos in NYTimes 29dez2015.
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Terrorismo comercial, disseram eles.

Ribeirados Milagres. Imagem recolhida aqui.

Foi interessante ver os produtores de suínos unidos contra o baixo preço que as grandes distribuidoras, as grandes superfícies supermercados lhes pagam. Chamaram a isso «terrorismo comercial». 
Foi também interessante ouvi-los dizer que os supermercados andam a violar a lei no capítulo da rotulagem que identifica a carne de porco. Mais interessante ainda foi saber que, sobre isso, há queixas na ASAE, mas sem qualquer efeito.

E que tal falarmos em violação de leis ambientais e de «terrorismo ambiental» quando vemos a Ribeira dos Milagres frequentemente poluída por suiniculturas que teimam em arrastar os pés para, não cumprindo as regras básicas de cuidado para com o Ambiente, continuam a poluí-lo e a comprometer o futuro

Que tal falarmos das inúmeras queixas e denúncias à SEPNA-GNR contra os poluidores da Ribeira dos Milagres e que até agora parecem ter ficado pelas coimas?
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Seguradora planta árvores para reduzir o risco de seca

Frecha da Mizarela. Imagem recolhida aqui.
  • Os jornais do norte de Inglaterra criticam o governo britânico de só ter investido a sério na defesa contra cheias na zona metropolitana de Londres e no sudeste de Inglaterra. The Guardian.
  • A maior seguradora sul-africana, a Santam, lançou um programa de plantação de árvores para reduzir o risco de seca. The Guardian.
  • Um comboio transportando 200 mil litros de ácido sulfúrico descarrilou entre Julia Creek e Richmond, Queensland, Austrália. Brisbane Times. Imagens aéreas (Youtube).
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Bico calado

«Numa conferência organizada pelo jornal El País, a 11 de Dezembro, em Madrid, Lula da Silva afirmou: ‘Eu sei que isto não agrada aos portugueses, mas Cristóvão Colombo chegou a Santo Domingo [actual República Dominicana] em 1492 e, em 1507, já ali tinha sido criada a Universidade. No Peru, em 1550, na Bolívia em 1624. No Brasil, a primeira universidade surgiu apenas em 1922’. (…) O objectivo da argumentação de Lula não parece ter sido tanto o de criticar os portugueses, mas o de se demarcar das ‘elites brasileiras’, insinuando que estas se limitavam à reprodução social das lógicas da desigualdade herdadas dos tempos coloniais. Na força da sua generalização, não me parece que tal interpretação possa ser considerada errada. Pelo contrário, inscreve-se nas políticas de Lula destinadas a combater as desigualdades ou, pelo menos, a acabar com a pobreza. Pois, conforme noticiou a Lusa, em contraste com o sucedido nos últimos 100 anos, foi durante o seu governo (2003-2011) que triplicou o orçamento da Educação, tendo-se assistido à criação de 18 novas universidades federais, 173 novos campus no interior do Brasil e três vezes mais escolas técnicas do que nos últimos 100 anos.» Diogo Ramada Curto in O legado colonial de Portugal no Brasil: entre a culpa e a redenção?Público 27dez2015.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Barreira no Tejo já tem petição contra

Um tigre e uma cabra mantêm amizade num zoo russo.
  • A petição para a remoção da barreira no rio Tejo pode ser assinada aqui. O Ambiente Ondas3 já contou a estória: junto à central do Pego, foi construído um dique para, alegadamente, melhorar o acesso daquela central à água. Este dique bloqueava a navegabilidade e nem sequer previa uma passagem para o trânsito de peixes. Perante a apatia e inércia das autarquias do Pego, de Mouriscas e de Abrantes em relação a este crime, o SOS-Observatório Ambiental do Tejo-Portugal ameaçou avançar com queixas-crime contra a Central do Pego, contra o empreiteiro e contra a Agência Portuguesa do Ambiente, que autorizara a obra. Poucos dias depois, a empresa que construiu o dique junto da central termoelétrica do Pego, em Abrantes, abriu um canal que diz poder assegurar o trânsito de peixes. O SOS-Observatório Ambiental do Tejo-Portugal considerou a medida insuficiente e motivo de chacota a nível mundial, inclusive entre o meio académico. Disse quem sabe que, com a mais que certa diminuição do caudal do Tejo, os peixes maiores não iriam ser capazes de transpor aquele obstáculo, pelo que toda aquela estrutura não tinha razão de ser, devendo, por isso, ser retirada e o leito do Tejo afundado de modo a garantir a preciosa água de que tanto precisa a central termoelétrico do Pedo.
  • As dunas de areia gigantes de Cronulla, Sidney, é dos tempos do Mesolítico. Em apenas um século, a atividade humana transformou-as. As que restam jazem agora prensadas entre um conjunto habitacional de luxo e edifícios industriais. Jonny Weeks mostra como a ganância pode destruir uma paisagem. The Guardian.
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Bico calado

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domingo, 27 de dezembro de 2015

Poluidores dos rios não são penalizados por carência de meios

Tradução do placard: «Local de projeto para a construção de 39 habitações».
Ribble Valley Borough Council, Lancashire. Imagem recolhida aqui, 26dez2015.

  • A Quercus alerta para a falta de meios para penalizar poluidores dos rios. João Branco sublinha o problema da falta de aplicação da lei, pois não há mecanismos suficientes e quem polui é multado, recebe contraordenações, mas depois continua a poluir a água na mesma sem que lhe seja retirada a licença de descarga em meio hídrico. Isso tem de mudar e as autoridades têm de ser mais duras, mais assertivas. DD.
  • Não é só o norte de Inglaterra que se tem debatido com cheias. Paraguai, Argentina, Brasil e Uruguai também sofrem imensas cheias. E provavelmente com muito maiores impactos. BBC.
  • O Chile, o Brasil e a Índia têm a energia solar mais barata do mundo. É o próprio Banco Mundial a admiti-lo. DE.
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Bico calado - Sabe o que é o pintriotismo?

Imagem retirada daqui.
  • «Na minha opinião, a figura nacional do ano é aquela pequena aplicação metálica que tem um um Passos Coelho à volta. Trata-se do grande símbolo de um fenómeno novo: o pintriotismo. O pintriotismo é o patriotismo que se exprime por intermédio de um pin. O equivalente a pintar a esfera armilar na cara quando se vai ver um jogo da seleção. É barato e fácil - dois valores que o antigo primeiro-ministro aprecia. Na verdade, o pintriotismo acaba por ser patriotismo pindérico. Esperava-se que, com a passagem de Passos Coelho para a oposição, o pin desaparecesse. O facto de se ter mantido tem significado. Se Passos usasse o pin apenas no governo, isso queria dizer que o uso do emblema se relacionava com a representação do País. Mas o provável antecessor de Rui Rio na liderança do PSD passou a usar o pin quando foi para o governo e nunca mais o tirou, o que significa que só descobriu o pintriotismo em São Bento. Enquanto fazia oposição a Sócrates, Passos não era pintriótico. A oposição pintriótica terá agora o seu grande teste. Talvez seja necessário aumentar o tamanho do pin.» Ricardo Araújio Pereira in Visão 24dez2015.   
  • «A história do Banif é exemplar dos tempos que correm. Ela mostra tudo o que está errado nas políticas europeias e nacionais, se é que se pode falar ainda de “políticas nacionais”. Aliás, o caso do Banif revela até que ponto os governos aceitam ser geridos pela burocracia europeia não eleita, em decisões objectivamente contrárias ao interesse nacional e à sua própria vontade, eles que são eleitos. Este é um dos aspectos mais preocupantes da actual situação política portuguesa e europeia, a utilização muitas vezes abusiva e excessiva, das chamadas “regras” europeias para impor políticas ideológicas conservadoras e soluções que correspondem a interesses particulares de outros países, de outras bancas, de outras economias, a Portugal. Ou pensam que é tudo neutro e “técnico”?» Pacheco Pereira in Por que é que se pode acabar com tudo menos com os bancos? – Público 26dez2015, via Estátua de Sal.
  • Oficial: Os EUA de John Kennedy chegaram a ter plano de lançamento de bombas atómicas sobre várias cidades da Europa de Leste para travar o avanço soviético. Youtube (2:20)
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sábado, 26 de dezembro de 2015

Milão regista elevados níveis de poluição atmosférica

Pico-Açores. Imagem retirada daqui.
  • Milão tem registado elevadíssimos níveis de poluição do ar nos últimos dias, fenómeno acentuado pela ausência de chuva. Para combater este problema, as autoridades decidiram proibir a circulação a automóveis e motorizadas das 10 da manhã às 4 da tarde de segunda, terça e quarta-feira da próxima semana. As pessoas poderão viajar todo o dia em transportes públicos por 1.50 euro. Apelou-se ainda para o cancelamento dos fogos de artifício. TD.
  • Uma centena de pessoas morreram em consequência da explosão de gás registada numa fábrica de gás em Nnew, Anambra, Nigéria. La Informacion.
  • Como rios ácidos corroem a paisagem sul-africana. Fotos de Eva-Lotta Jansson no Guardian.
  • Uma fuga de metano de um armazém de gás natural, ativa há 9 semanas, obrigou ao realojamento de cerca de 3 mil famílias em Los Angeles County que se queixavam de dores de cabeça, náuseas, vómitos e sangramento nasal. Dois mil alunos terão de retomar as aulas noutros locais. Já há vários processos judiciais contra a Southern California Gas, responsável pelos depósitos de metano. NPR.
  • O aeroporto internacional de Beijing cancelou 83 voos e atrasou 143 por causa dos elevados níveis de contaminação atmosférica. El País.
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Reflexão – Mais do que melhores salários, os chineses querem melhor ar

Odeceixe. Imagem retirada daqui.

Na China, as pessoas estão a fazer depender as suas decisões profissionais da existência de ar limpo nos seus espaços de trabalho. Altos salários já não são suficientes para manter os funcionários, pelo que o patronato tem vindo a ser obrigado a gastar milhares de dólares na instalação de sistemas de filtragem e purificação do ar. IBTimes.
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Bico calado

Shen Hao, ex-presidente da 21st Century Media, foi condenado por extorsão e chantagem, nomeadamente por exigir subornos para publicar notícias positivas e por publicar ataques maliciosos a quem recusasse colaborar. TD.
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

As decorações de Natal consomem mais energia do que países pobres

Imagem retirada daqui.

Sabia que o consumo de energia dos EUA, só com as decorações natalícias, é superior ao consumo normal de países como El Salvador, Cambodja e Tanzânia? HP.
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Mão pesada

A petrolífera Total foi multada em 1.125 milhão de libras por infrações que provocaram uma fuga de gás no Mar do Norte, a 150 milhas ao largo de Aberdeen, Escócia, em março de 2012.
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Bico calado

  • Marc Roche entrevistado pelo Canal Q, por ocasião do lançamento doseu livro «Banksters, uma viagem ao submundo dos banqueiros».
  • Varrendo o Banif.
  • «Está tudo farto do Cavaco. E não faltam relógios na rede social a contabilizar os dias e as horas que faltam para o sujeito se ir embora. Mas enquanto se arrasta por Belém, para as mensagens à beira da árvore de Natal ou para receber pobrezinhos, ainda vai fazendo das suas, disparando as bojardas que põem o país a rir ou a chorar de tristeza. No outro dia, num congresso que inventou para a Diáspora - palavra que dá sempre um jeito dos diabos! - saiu-se com uma tirada sobre ideologia, que dá bem a imagem do terreno baldio que naquela cabeça vai em matéria de teoria política.» Fernando Paulouro Neves in O cavacal pragmatismoNotícias do bloqueio.
  • O música palestino Ayham Ahmad, refugiado no campo de Yarmouk, Síria, foi agraciado com o Prémio Internacional Beethoven para os Direitos Humanos, Paz, Inclusão e Combate à Pobreza. Aljazeera.
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Barcelona proíbe glifosato em parques e jardins

  • Barcelona, Tarragona e Planoles proíbiram o uso de glifosato em todos os seus espaços verdes públicos. Muito popular no mundo agrícola, o glifosato é um contaminante hormonal incluído na lista da Organização Mundial de Saúde como causa provável de cancro. Ecologistas en Accion.
  • A comunidade índia de Lax Kw’alaams Band, na Brisith Columbia, Canadá, rejeitou em peso a oferta de 267 mil dólares pela licença de implantação de uma refinaria e passagem de oleoduto pelas suas terras. Em causa estão os impactos dos projetos sobre a vida marinha e os recursos pesqueiros.
  • O atum rabilho capturado ao largo da costa oeste dos EUA poderá estar contaminado com césio-134 e césio-137, materiais radioativos lançados no Pacífico após o desastre nuclear de Fukushima, ocorrido em março de 2011. O estudo foi realizado por investigadores da Stanford University e da Brook University pouco tempo depois do desastre, pelo que os níveis de radioactividade ainda eram baixos. Posteriormente, em 2014 investigadores da Oregon State University confirmaram que os índices de radioatividade detetados no atum e na albacora tinham triplicado. Natural News.
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Bico calado - Quer mesmo saber como meter uns milhões ao bolso?

Imagem retirada daqui.

Quer mesmo saber como meter uns milhões ao bolso?
Por Francisco Louçã in Público de 23dez2015

«Esteja atento, é a primeira recomendação. Mas se tiver amigos, eles avisam-no. Actue depressa: se souber de um banco em vias de se afundar e cuja direcção faça hoje ao início da tarde um comunicado a anunciar que tem um comprador, tudo a correr sobre rodas, mande comprar acções desse banco ao fim da manhã e venda antes do fecho da sessão. Não gaste muito, não há mercado para isso. Cem mil euros. Ganha em três horas cinquenta mil.

Para ganhar milhões e não ninharias, é preciso ter outro estofo. É preciso sobretudo endividar-se muito. Esteja sempre preparado, crie empresas e grandes negócios a tempo, evite registá-los em Porto Rico, ficou com má fama depois de ter sido muito gasto, mas Ilhas do Canal, Bahamas, Delaware ou Vanuatu, tudo serve. E peça crédito bancário, muito. Depois, comunique ao seu amigo na administração que a coisa correu mal, ele vai declarar que o crédito é incobrável, assunto arrumado, tudo entre cavalheiros. A beleza de passar de uma rubrica para outra é esta, não tem que pagar o crédito que é um débito. Se for accionista, melhor ainda, eles mal olham para a ficha e “xotor porque é que se há-de incomodar”. Foi assim no BCP e é a regra de ouro entre as pessoas responsáveis deste país. Somos uns para os outros, com classe.

Quando souber que o banco vai ser intervencionado, agora diz-se “resolvido”, mexa-se ainda mais depressa. Dívidas e dívidas, endivide muito as suas empresas da constelação Ilhas do Canal-Bahamas-Delaware-Vanuatu, os negócios dos últimos dias são os melhores. Vai tudo desaparecer na voragem, o Estado vai pagar isso tudo, vai incluir a sua dívida no “banco mau” e nos seus incobráveis, e vai portanto compensar o capital que falta ao “banco bom”. A sua dívida é um “activo” que foi desactivado.

Pode ainda fazer um contrato com o Estado, uma parceria. Garante um serviço e eles pagam uma renda. Muita uva para pouca parra. Ou uma privatização, sobretudo se for uma empresa rentista de um monopólio, mas isso vai rareando e é preciso muitos amigos muito amigos. A TAP está uma maçada, os transportes de Lisboa e Porto uma arrelia. Não se meta nisso para já, vá pelo seguro, o débito que é crédito é o melhor, garanto-lhe.

Recomece sempre. A vida é uma aventura, viver não custa, o que custa é saber viver. E não se esqueça, não dê entrevistas enquanto o problema está quente, fala-se demais nesses dias, mas, mal passar a excitação dos plebeus, pode voltar a aconselhar as autoridades sobre as medidas para reforçar a credibilidade da economia. Bonomia, boa disposição, é isso que vale milhões e recomece sempre.»
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Agência regional do Ambiente processada

Imagem retirada daqui.
  • Pelo menos 40 cidades chinesas, incluindo Beijing, estiveram ontem sob alerta devido aos altos índices de poluição atmosférica. E em San Vitaliano, perto de Nápoles, foi proibido o uso de fornos a lenha, pelos mesmos motivos. A medida prolonga-se até ao fim de março. As infrações serão punidas com multas até 1.032 euros.
  • Uma agência regional do Ambiente foi processada por tão ter conseguido que uma empresa de esgotos cumprisse as regras básicas relativas ao funcionamento correto de estações de tratamento de esgotos em Shandong. Reuters.
  • Uma espuma usada para apagar fogo foi muito utilizada em várias bases aéreas australianas. A espuma contém substâncias químicas perigosas que contaminaram o solo, nomeadamente o da base aérea de Williamtown, perto de Newcastle. Os responsáveis desta base só divulgaram os dados da contaminação 3 anos após a realização de análises e do relatório apresentado pela Hunter Water, o que levou as autoridades a proibirem o uso da água e a prática da pesca em toda aquela zona. ABC.
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Bico calado - Passos, Portas, Maria Luís, Carlos Costa e outros com cara de saída limpa

  • «O Banif fechou ontem as portas para sempre. É a morte do banco fundado por Horácio Roque, que não merecia que a sua memória fosse manchada por este colapso. Mas não se chegou aqui por acaso. A gestão política do caso feita pelo Banco de Portugal, em conivência com o anterior Governo, conduziu a este fim. (…) Tudo somado, Carlos Costa já passou uma fatura aos portugueses de 6,3 mil milhões de euros. No mínimo tem de explicar-se. (…) A anterior ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, também deve uma explicação aos portugueses. (…) O que fez Maria Luís desde dezembro de 2012, quando pela primeira vez a DGCOM defendeu a extinção do Banif? Como foi possível passarem dois anos e nove meses sem serem tomadas decisões que impedissem o fim do sétimo maior banco português? E o anterior primeiro-ministro também não sabia de nada? Ninguém lhe disse o que se passava? O que parece ter acontecido é que, primeiro, Maria Luís não dedicou nenhuma atenção ao assunto (aliás, considerava Jorge Tomé, presidente do Banif, “o Varoufakis português”). Depois, com o caso BES/Novo Banco, a sua enorme preocupação (e a de Passos Coelho) foi afastar o mais possível o Governo da fogueira e empurrar tudo para cima do Banco de Portugal e do governador, estratégia com que este, ativa ou passivamente, foi obviamente conivente. E com a aproximação das eleições de 4 de outubro deste ano, o que Passos e Maria Luís não queriam de todo era que fosse necessário a resolução de mais um banco, pelo que o assunto foi varrido para baixo do tapete. (…)» Nicolau Santos in Os responsáveis pela morte do 7º banco português - Expresso Diário, 21dez2015, Via Estátua de Sal.
  • «Não deixa de ser curioso que tenha sido a TVI a lançar o pânico sobre o hipotético encerramento do Banif na semana passada, levando a uma queda abrupta do seu valor em bolsa, quando a TVI é propriedade do grupo espanhol Prisa, que tem como accionista de referência o Banco Santander, o mesmo que ontem adquiriu, pelo habitual preço de saldo, a posição do Estado no Banif.» João Mendes in Aventar.
  • «O estouro do Banif é um exemplar manifesto de incompetência, irresponsabilidade e dolo. Desta vez, e ao contrário do que aconteceu com o BES, não se conhecem actos de manipulação de informação relevante nem práticas de gestão suspeitas de condutas criminosas. (…)Nestes três anos, Maria Luis Albuquerque, Pedro Passos Coelho e o Governador do Banco de Portugal limitaram-se porém a tergiversar, a prometer soluções que ora não avançavam por causa da saída limpa, ora ficavam congeladas por causa do calendário eleitoral. Quando Bruxelas anunciou que a brincadeira estava para acabar (este fim-de-semana), bastou uma notícia especulativa na TVI para que mil milhões de euros desaparecessem do balanço e a salvação do Banif passasse a ser feita à custa dos impostos. A aura de Pedro Passos Coelho como político responsável, que quer que “se lixem as eleições”, apagou-se nessa conta astronómica. Já se sabia que os cidadãos teriam de pagar alguma coisa, mas três mil milhões de euros é um custo demasiado alto para que a sua gestão neste caso mereça um mínimo de condescendência.» Editorial do Público de 21dez2015.
  • «Por muito que esta história se repita, o tempo nunca volta atrás. Mas podemos apurar e punir os responsáveis. O sistema bancário precisa de uma enorme limpeza e de ficar sob controlo público de facto, não de novo reforço da esfera privada. Os contribuintes não podem continuar a ser a garantia de que, na banca privada, a má gestão é um crime que compensaMariana Mortágua in Cara de saída limpaJN 22dez2015.
  • «Os bancos não podem ser mantidos artificialmente no mercado com o dinheiro dos contribuintes»,  Margrethe Vestager, Comissária Europeia para a Concorrência.
  • «O que o anterior governo fez com este processo, escondendo a porcaria debaixo do tapete, para não ter mais uma chatice a caminho das eleições, é vergonhoso e imperdoável. O melhor que o PSD tem a fazer é aplaudir de pé e cabeça baixa. Costa até nisso lhes deu uma lição. Deu a cara pela decisão, não se escondeu, nem escondeu.» Paulo Baldaia (TSF).
  • «A serem verdadeiras tais acusações, nem Passos Coelho, nem Paulo Portas, nem Maria Luís Albuquerque deveriam voltar a ser ministros – é tão simples quanto isso. Uma intervenção que pode chegar aos 3 mil milhões de euros num banco do tamanho do Banif é uma absoluta obscenidade, bem mais grave, em termos proporcionais, do que a intervenção no BES.» João Miguel Tavares in Passos Coelho tem de se explicar – Público 22dez2015. Via O Voo do Corvo.
  • Factos lamentáveis que o fim do BANIF vem confirmar, por Ricardo Paes Mamede, in Ladrões de Bicicletas.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O Paivô voltou a correr poluído

Praia da Vitória-Açores. Foto de João Frederico.
  • A poluição no rio Paivô, afluente do Paiva, está a ser investigada pelas autoridades. Ciclicamente, a sua cor cinzenta e o cheiro a esgoto, preocupam os vizinhos, que lamentam o avanço de projetos turísticos sem que se resolvam estes graves problemas de poluição que, ao que tudo indica, provém de municípios a montante de Arouca, como Castro Daire e Vila Nova de Paiva. Aqui, o Rio Paiva foi transformado num esgoto a céu aberto, devido às descargas poluentes da ETAR diretamente no rio. Em agosto de 2011, depois de várias denúncias da S.O.S. Rio Paiva, os serviços do SEPNA da GNR fiscalizaram a ETAR e confirmaram a existência de descargas poluentes para o rio e a ausência de licença para a utilização de recursos hídricos naquela ETAR, tendo sido elaborado um auto de contra ordenação. Em dezembro de 2012, a Agência Portuguesa do Ambiente informava a Associação S.O.S. Rio Paiva que, depois de informar a autarquia da necessidade de implementação de medidas complementares para tornar mais eficiente o sistema de tratamento, as análises realizadas ao efluente descarregado no Paiva cumpriam os valores de emissão legalmente previstos. Porém, em 22 de agosto de 2015, a Associação S.O.S. Rio Paiva verificou que o cenário no troço do Rio Paiva a jusante da ETAR continua igual, com cheiros nauseabundos, e todo o leito do rio transformado num pântano de esgotos sem tratamento, 2 km a montante de uma zona de lazer junto ao rio (Fráguas) frequentada nessa altura por centenas de pessoas. Também em Castro Daire há problemas graves com as ETAR do concelho, com descargas frequentes de poluição no rio e nos seus afluentes.
  • Nem a Águas do Algarve nem a Agência Portuguesa do Ambiente tornaram públicos os documentos de suporte à discussão pública acerca do projeto de construção de uma nova ETAR. O Olhão Livre apresentou queixa À Procuradoria Geral da República por este incumprimento, mas a queixa foi arquivada. Mas a luta continua, sublinha aquele blogue algarvio. Tudo porque há que resolver a poluição proveniente de esgotos não tratados que contaminam e matam os bivalves e outras espécies piscícolas. E a nova ETAR pode ser construída junto das zonas de produção agrícola, como aliás a própria ARH sugere no sentido de reutilizar as águas residuais na agricultura.
  • O Lago Orchid, na Macedónia, é considerado o mais antigo da Europa e é património da Humanidade, pela UNESCO. Este paraíso poderá estar em risco se se concretizar o projeto de implantação de um imenso empreendimento turístico que vai secá-lo para transformar as suas margens em praias estilo mediterrânico, com marina e tudo. Há, por isso, uma petição exigindo a suspensão do projeto.
  • O deslizamento de um monte de lama e inertes de construção provocou o soterramento de 33 edifícios e o desaparecimento de 91 pessoas em Shenzhen, no sul da China. Reuters.
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Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

No Ambiente Ondas3, os 3 textos mais populares dos últimos 8 dias foram, segundo a Google Analytics:
As visitas vieram, por ordem decrescente, de Portugal, do Brasil, dos EUA, de França, da Alemanha, da Bélgica, do Canadá, de Espanha, da Suíça e de Moçambique.

Proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa: Espinho, Lisboa, Porto, Coimbra, São Paulo, Alverca do Ribatejo, Funchal, Gaia e Ponta Delgada.

Obrigado pela preferência. Voltem sempre!
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Bico calado

Imagem retirada daqui.
  • «Não há dinheiro para baixar impostos, não há dinheiro para repor salários e pensões, não há dinheiro para prestações sociais que garantam dignidade à vida de todos e não há dinheiro para serviços públicos universais de qualidade mas para – ou será porque? – pagar a delinquência banqueira há sempre, muito e do dia para a noite. Já pagámos bancos suficientes para cimentar a certeza de que o problema do sector financeiro não se resolve nem injectando-lhe os milhões que socializam as suas perdas nem com uma regulação que comprovadamente não regula porcaria nenhuma. A nacionalização da banca, que apenas existe na parte relativa aos prejuízos, tem que ser rapidamente alargada também à parte relativa aos lucros e à sua gestão e as actividades especulativas têm que ser proibidas de uma vez por todas. Porém, a opção foi novamente outra. Hoje foi oficializada mais uma nacionalização de lixo financeiro acompanhada da venda de mais um banco limpinho de qualquer incobrável pelo valor simbólico de 150 milhões. Em vez de prescindir desse encaixe e ordenar o encerramento do BANIF, o Governo decidiu convocar os portugueses para pagarem o equivalente a vários anos de cortes salariais ou de sobretaxas pela sobrevivência de um banco que, com o dinheiro de todos, continuará a desenvolver a sua actividade no âmbito das mesmíssimas regras que permitiram que falisse. O poder político voltou a não querer arriscar um encerramento do qual resultaria a percepção generalizada do quase nada que aconteceria a seguir. Os portugueses não arriscam organizar-se para pôr um fim a este regabofe. É Natal, uma época do ano tradicionalmente vocacionada para olhar para os que mais precisam. Os bancos, pois claro.» Filipe Tourais in E venha o próximo bancoO país do Burro.
  • Blatter e Platini foram irradiados por 8 anos do mundo do futebol acusados de conflitos de interesses e deslealdade para com a FIFA num negócio que envolveu 2 milhões de dólares e que continua a ser investigado. Toronto Star.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Frente ribeirinha de Olhão: que requalificação?

Lago Poopo, na Bolívia, seco. Foto: David Mercado/Reuters.
  • O Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho está a desenvolver um tratamento biológico, com a incorporação de nanomateriais, que vai permitir diminuir a poluição e a quantidade de água consumida em tinturarias têxteis. Greensavers.
  • O projeto de requalificação da frente ribeirinha de Olhão merece duras críticas por parte do Olhão Livre. Primeiro, porque o processo de gentrificação da zona dos pescadores, expulsando-os para dar lugar a atividades turísticas, não tem em conta os 90 milhões de euros que representam a captura de 8 mil toneladas de bivalves por ano. Segundo, porque não contempla a causa dos graves problemas que afetam a indústria dos bivalves: a poluição proveniente dos esgotos não tratados e de ETARs que funcionam mal. Finalmente, porque reduzir as faixas de rodagem a uma apenas irá estrangular ainda mais o congestionamento que se verifica na estrada nacional 125.
  • A justiça brasileira bloqueou bens das mineiras Vale e BHP pela catástrofe ambiental de Mariana. La Informacion.
  • Beijing iniciou sábado passado um alerta vermelho de 4 dias por causa do elevado nível de poluição atmosférica. El Mundo
  • No Irão, as escolas de Teerão vão estar fechadas dois dias também por causa da poluição.
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Reflexão - Contrariando alguns mitos sobre Quioto, Paris e Portugal

Fajã do Ouvidor, S. Jorge-Açores. Foto de Rui Vieira.

Contrariando alguns mitos sobre Quioto, Paris e Portugal
por Pedro Martins Barata, Público 18dez2015, via O Voo do Corvo.

«(…) Sobre o acordo, assim como sobre o seu antecessor – o Protocolo de Quioto – têm surgido algumas notícias/comentários que importa contraditar, para uma melhor compreensão pública do seu alcance. Seguem-se alguns dos comentários lidos/ouvidos.

1 Portugal só cumpriu as metas do Protocolo de Quioto à custa de créditos de projectos nos PALOP. A este comentário só há uma forma de responder: Portugal nunca comprou créditos de redução de emissões aos PALOP pela simples razão de que estes países não tinham esses créditos para vender. Sei-o, porque estive envolvido do lado do Governo português no programa de compra de créditos, e porque, uma vez saído do Governo, assessorei alguns dos projectos nos PALOP que se vieram a realizar. Na verdade, Portugal cumpriu – e bem – as metas de Quioto por três efeitos: a queda das emissões por via da crise financeira e económica que o país vive; a queda acentuada da intensidade carbónica da nossa economia por via do investimento em renováveis e eficiência energética, e a contabilização do sequestro de emissões do nosso sector florestal. (…)
2 O Acordo de Paris não é vinculativo. (…) o acordo de Paris contém um sem-número de obrigações juridicamente escrutináveis, mesmo em tribunais domésticos. Já uma segunda interpretação, fruto de desconhecimento de muitos sobre o funcionamento das relações internacionais, é a de que o acordo deve ter mecanismos punitivos, de sanção sobre as partes. Esses mecanismos não existem senão em muito poucos acordos internacionais, predominantemente na área comercial, e ainda menos no caso de acordos internacionais de ambiente. Mesmo quando existem, eles muito raramente são accionados, preferindo as partes os mecanismos facilitativos em que as partes são levadas a cumprir, em vez de mecanismos sancionatórios. (…)
3 O acordo não prescreve metas de redução nem trajectória global. (…) No último dia em Paris, foram retiradas várias opções de texto que faziam menções a limites quantificados de emissões para 2050 (reduções de 40-70%; reduções de 80-95%)). Ficou inscrita em vez disso a meta de descarbonização global líquida (ou seja, o balanço entre emissões e remoções (por via das florestas ou sequestro geológico) de gases com efeito de estufa na segunda metade do século. (…)
4 O acordo é insuficiente, porque as metas de curto prazo levam-nos a 3ºC e não a 2º, muito menos a 1,5ºC. (…) É verdade que as contribuições que as partes puseram na mesa, ainda antes de Paris, colocam o mundo numa trajectória mais coincidente com 3ºC do que com 2ºC. (…) na ausência destes compromissos a que as partes se auto-vincularam, os mesmos modelos e os mesmos cientistas apontavam para uma subida da temperatura na ordem dos 4,5ºC, o que indica que mesmo este primeiro esforço global de exploração de oportunidades de redução demonstrou já um potencial bastante forte. (…) Não era intenção em Paris que os compromissos que de lá saíssem tivessem como objectivo garantir, em 2015, uma trajectória coincidente com 1,5ºC, mas garantir um mecanismo que assegurasse o aumento progressivo da ambição. (…) O acordo tem certamente pontos mais fracos: o mecanismo de ambição começa demasiado tarde (apenas em 2023) para a opinião da maioria dos peritos; os mecanismos de transparência da acção que os Estados-membros se obrigam a cumprir ainda estão por definir, para dar só dois exemplos. (…)»

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Bico calado

Pete Seeger. Imagem retirada daqui.
  • Oficialmente comprovado: Entre os anos 40 e 70 do século passado, o governo dos EUA espiou o cantor e compositor Pete Seeger por causa das suas opiniões políticas. Segundo os documentos fornecidos pelo FBI à Mother Jones, por força do Freedom Information Act, Pete Seeger começou a ser seguido depois de ter escrito uma carta protestando contra a proposta de deportar todos os cidadãos e residentes nipo-americanos no final da II Guerra Mundial.
  • O FMI admite que os seus programas assumiram ganhos com as reformas estruturais no curto prazo que não estão baseados naquilo que diz a ciência económica e assume que teria sido melhor fazer logo à partida uma reestruturação das dívidas públicas demasiado elevadas como a portuguesa.
  • Cuadrilla, uma das empresas que lideram o mercado de fraturação hidráulica no Reino Unido, é propriedade de entidades baseadas em paraísos fiscais. Concretamente, 45% é detida pela Riverstone Holdings através de um fundo baseado nas ilhas Caimão, sendo os outros 45% detidos pela australiana AJ Lucas, através de um fundo da Kerogen Capital, também baseada nas Caimão. Aliás, 40% das empresas a quem foi concedida licença de extração de petróleo e gás de xisto estão, no mínimo, associadas a uma empresa sedeada em paraísos fiscais como as Bermudas, ilhas Virgens britânicas e as ilhas Caimão.  Para além da Cuadrilla, a Third Energy pertence ao grupo do Barclays, também baseado nas Caimão. A Celtique Energie é detida pela Avista Capital Partners Lp que tem 49% registados no paraíso fiscal de Delaware, 12,9% nas Bermudas e ainda 34,6% detidos por uma família rica europeia através da Calmer Lp, baseada nas Caimão. A Anglia Natural Gas está registada no Luxemburgo e ligada a um fundo de investimentos das ilhas Caimão chamado Attalus Global. A gigante química Ineos passou, a partir de 2010, a estar registada na Suíça para evitar pagar milhões de impostos no Reino Unido. ED.
  • «(…) A partir do momento em que as notícias, de um modo geral, deixaram de ser a matéria-prima dos jornais, o poder oligárquico transferiu-se em grande parte para a chamada “opinião”, que se dilatou de maneira insensata e se tornou um derivado do entretenimento. E como a opinião pode ser fornecida por pessoas exteriores, no limite um jornal é apenas um novo género editorial, isto é, o produto de escolhas e decisões que não exigem a concepção de um jornal como uma totalidade. (…)» António Guerreiro, in Ypsilon. Via Notícias do bloqueio.
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domingo, 20 de dezembro de 2015

Life Charcos alerta para kit com ovos de triops

  • Com o Natal à porta, a oferta de brinquedos é cada vez maior, mas não necessariamente melhor. Este kit com ovos de triops pode trazer uma ameaça para a nossa biodiversidade e o princípio da precaução deve ser adotado. O LIFE Charcos aconselha a não comprar. Caso já tenha comprado ou conheça quem comprou, tenha o cuidado de não libertar na natureza quando se cansar de os ter em casa. Este triops é americano, por isso exótico, e não se conhece o seu comportamento na nossa natureza podendo ser, ou não, invasor. Em Portugal existem 2 espécies de triops, "primos" deste americano. Um deles, o vicentinus, só existe na costa vicentina, por isso é endémico. Qualquer perturbação que o triops americano cause na costa vicentina, pode ameaçar o nosso triops! As ameaças começam quando o americano compete pelos mesmos recursos do vicentinus e este "enfraquece" podendo desaparecer. Apesar de não haver estudos que comprovem isto, já temos outros exemplos de 'pets' ou animais exóticos domesticados que foram libertados na nossa natureza e os problemas ambientais causados. LIFE Charcos.
  • A fábrica de extração de óleo alimentar da Alcides Branco & C.ª SA, que opera na Lameira de Santa Eufémia, Luso-Mealhada, voltou a funcionar e a poluir, contrariando uma decisão judicial em vigor que impede a referida empresa de laborar se esta produzir qualquer tipo de mau cheiro.
  • Um Mar a Proteger, Documentário LIFE+ MarPro. Youtube (26:33)
Imagem retirada daqui.
  • Almeria está rodeada por um imenso mar de estufas onde se produz artigos hortícolas para toda a Espanha e não só. O cheiro a plástico e a químicos paira no ambiente. A maior parte dos trabalhadores são imigrantes, especialmente marroquinos, sujeitos a salários de miséria e trabalhando em condições semelhantes às de escravos. Escravo marroquino em El Ejido, Espanha, é precisamente um documentário de 2011 que descreve o sofrimento de trabalhadores migrantes nestes complexos de estufas. A própria Antena3 espanhola dedicou um programa, - Mar de Plástico -, a este problema. Para além de uma série de direitos humanos constantemente violados, há importantes impactos ambientais a registar. Os efluentes dos adubos e químicos aplicados nestes complexos de estufas são drenados para o Mediterrâneo, que assim é contaminado por resíduos químicos dos adubos, herbicidas e pesticidas nos cultivos.  
  • Desde 2000, a produção de carvão na Indonésia aumentou cinco vezes para alimentar a crescente procura interna de eletricidade e os mercados asiáticos. A pegada ecológica é desastrosa: a floresta está a ser dizimada e a poluição contamina rios e arrozais. e360.
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Reflexão – Mariana, uma catástrofe anunciada


Em 2013, o Laudo Técnico referente à análise da Revalidação da Licença de Operação da Barragem de Rejeitos do Fundão, Complexo Germano, em Mariana, MG, da Samarco, alertava para a eventualidade  de uma rutura e consequente colapso de taludes e barragem:

«(…) Recomenda-se que a condicionante de monitoramento geotécnico e estrutural dos diques e da barragem, seja realizada periodicamente, com intervalo inferior a um ano entre as amostragens. Este item foi apresentado no parecer único SUPRAM-ZM indexado ao PA 00015/1984/066/2008, contudo não consta nesta REVLO. Recomenda-se a apresentação de um plano de contingência em caso de riscos ou acidentes. Além disso, a comprovação de efetividade do plano de contingência é condicionante, conforme deliberação Normativa COPAM n°62/2002, dada à presença de população na comunidade de Bento Rodrigues, distrito do município de Mariana-MG. Esta condicionante não foi mencionada nesta REVLO. Recomenda-se uma análise de ruptura (DAM - BREAK), que estava prevista para ser entregue à SUPRAM em julho de 2007, segundo PCA do projeto da Barragem de Rejeitos do Fundão. 
(…) Notam-se áreas de contato entre a pilha e a barragem. Esta situação [Sobreposição de áreas diretamente afetadas da Barragem do Fundão e da Pilha de Estéril União da Mina de Fábrica Nova da Vale Somente] é inadequada para o contexto de ambas estruturas, devido à possibilidade de desestabilização do maciço da pilha e da potencialização de processos erosivos. Embora todos os programas atuem na prevenção dos riscos, o contato entre elas não é recomendado pela sua própria natureza física. A pilha de estéril requer baixa umidade e boa drenagem; a barragem de rejeitos tem alta umidade, pois é reservatório de água. 
(…) Com a evolução da saturação devido ao fluxo natural das águas superficiais resultantes da precipitação atmosférica (chuva), (…) a zona acima do nível de equilíbrio hidrostático ficaria saturada.
Tal situação ocasionaria a ressurgência de água nas faces dos taludes da pilha de estéril. A Figura 4, mostra de maneira simplificada a evolução em cinco subestágios da saturação e ressurgência de água. Além disso, ilustra a possibilidade de desestabilização da face do talude, resultando num colapso da estrutura.
Dependendo do raio da ruptura neste processo, podem ocorrer vários colapsos em diferentes níveis taludes e criar um fluxo de material com grande massa de estéril se deslocando para jusante em direção ao corpo da barragem do Fundão e adjacências. Recomenda-se que estudos sobre os possíveis impactos do contato entre as estruturas sejam apresentados. Recomenda-se que a SUPRAM se manifeste tecnicamente sobre a segurança da interação entre os empreendimentos.»

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Mão pesada

  • A polícia chinesa deteve 10 funcionários de empresas, entre as quais a Coca-Cola, pelo uso de dados falsos para conseguirem subsídios para o tratamento da poluição, manipulação de resultados da monitorização ambiental e obstaculização dessa monitorização. Reuters.
  • A Clorox Professional Products Company foi multada em 250 mil dólares por venda a hospitais de um pesticida que se revelou ineficaz na luta contra a bactéria que provoca a tuberculose. EPA.
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Bico calado

Imagem retirada daqui.

  • Somando 2+2, acho que tudo acontece à boleia do(s) patrocínio(s) do agente ou da agência que representa o ex-«special one». Tudo leva a crer que o(s) representante(s) dos 500 trabalhadores da Soares da Costa ou não têm agente ou agência ou então esse agente ou essa agência não está devidamente creditada nos media de reverência.
  • «’Os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo’, disse Cavaco Silva há cerca de um ano e meio. Momentos depois o Banco Espírito Santo afundava. Mais tarde negou que alguma vez o tivesse dito. Negou ter dito uma coisa que está filmada. Filmada. Como fazem as crianças de 5 anos, com os cérebros pouco treinados e próprios daquela idade. Hoje, referindo-se ao caso BANIF, o mesmo Cavaco Silva diz: "É preciso medir bem as palavras quando se fala do sistema bancário, porque o seu funcionamento é decisivo para o funcionamento da nossa economia". Quando falta a dignidade já pouco resta senão rastejar até ao fim. Não acredito que Cavaco alguma vez se ponha em causa. Nem quem o rodeia. E é essa falta de chão onde tocar que envergonha só de ver. É como olhar para uma moldura boa com uma fotocópia fraca e triste a viver lá dentro. A pequenez ainda custa mais quando nos sopram que somos grandes. Cavaco Silva representa o pior que temos em Portugal. É um fardo de nada com um pin ao peito. É um cancro que mesmo depois de morto ainda mata.» Bruno Nogueira.
  • «A evasão fiscal era apenas a ponta do iceberg. Eu não fazia a ideia de que o problema era muito mais grave. O que os gestores da riqueza fazem é fugir à lei em geral, o que cria problemas de legitimidade para os governos. Se já é mau as pessoas pensarem que estão a ser lixadas porque os ricos não estão pagando os impostos devidos, muito pior será saber que há uma lei para os ricos e outra lei para os outros. É este tipo de coisa que pode provocar crises políticas e derrubes de governos. Se não há um sentido de solidariedade, se há uma lei que não é aplicada a um segmento da sociedade, então está-se não só a destruir a solidariedade de que depende a democracia mas também está-se a abrir a porta ao fascismo, está-se a criar algumas das condições que alimentam o fascismo». Brooke Harrington, professora de sociologia económica na Copenhagen Business School.  Tax Justice.
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sábado, 19 de dezembro de 2015

Adeus esporões, disse o ministro

Açoreano Oriental de 18dez2015.
  • «Mar destrói trilho da Rocha da Relva» - é o que acontece quando se facilita e implanta ou se deixa implantar estruturas na supratidal. Aliás o mesmo acontece às muitas estruturas de apoio à pesca «requalificadas» em «refúgios» de fins de semana.
  • Portugal tem de se preparar para a subida do nível do mar, mas não será construído nenhum esporão no litoral para conter a erosão, disse o ministro do Ambiente, Pedro Matos Fernandes. Pelo contrário, alguns poderão a vir ser demolidos. Público.
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James Rodriguez lança campanha para levar água a comunidade Wayúu

Imagem retirada daqui.
  • O supremo tribunal britânico intimou o governo de David Cameron a aplicar, até 2020, medidas para reduzir os altos níveis de poluição do ar registadas em cidades como Birmingham, Leeds, Londres, Nottingham, Derby e Southampton. As medidas estão previstas em normas europeias e dizem respeito à entrada de autocarros, táxis e camiões a gasóleo no centro das cidades. West Sussex County Times.
  • Quer eliminar uma árvore do seu quintal? Terá de garantir a sua substituição ou então pagar entre 500 ou 750 dólares. Em Vancouver, Canadá. Tudo porque a área das copas das árvores sofreram uma redução de 25% nos últimos 20 anos, principalmente em terrenos privados por ocasião de obras. DJ.
  • Uma operação de fraturação hidráulica, da responsabilidade da Progress Energy, provocou um terramoto de 4,6 graus na escala Richter. Aconteceu a 110 Km a nordeste de Fort St. John, British Columbia, Canadá, em agosto passado, admitiu a entidade reguladora de energia. EcoWatch.
  • James Rodríguez, ex-futebolista do FCPorto, lança campanha para levar água para a comunidade Wayúu, em Alta Guajira. Alta Guajira, no noroeste da Colômbia, sofre uma seca de 3 anos consecutivos.
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