Notícias sobre Ambiente. Sem patrocínios privados ou estatais. Desde janeiro de 2004.

  • Ambiente Ondas3

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A quem interessa a privatização da empresa que trata e valoriza 60% dos resíduos urbanos de Portugal?



Foto: Sol

  • A Ribeira dos Milagres sofreu mais uma descarga poluente. Esta será a vergonha mais pestilenta de Portugal. Será preciso a trampa das suiniculturas começar a entrar pelas portas dos autarcas e a sair pelas torneiras das casas dos ministros para o problema ser resolvido?
  • O governo de Passos-Portas quer privatizar a Empresa Geral do Fomento, sub-holding do Grupo Águas de Portugal responsável pelo tratamento e valorização energética dos resíduos sólidos urbanos produzidas por cerca de 60% da população de Portugal. Assim de repente, sem debate público, prolongado e profundo como o que tem sido alimentado por casos mediáticos como a onda do Meco ou o atraso do início de um jogo de futebol, dir-se-ia estarmos perante uma cena de brincadeira de rapazes. Mas, bem vistas as coisas, estamos perante gente sem escrúpulos, apostada não só em destruir o que de bom tem sido feito no setor público mas também em oferecer ao privado oportunidades de ouro com evidentes prejuízos para os cidadãos.
  • A introdução de um sistema eletrónico de registo de notas de transferência de resíduos vai poupar 8 milhões de libras ao Reino Unido.
  • As comunicações de telefones fixos e móveis e de correio eletrónico dos representantes dos governos à cimeira do clima em Copenhagen, Dinamarca, em 2009, foram escutadas e monitorizadas pela secreta da NSA, denuncia um documento divulgado por Edward Snowden.
  • Dezenas de manifestantes concentraram-se em frente da sede da Monsanto em St Louis apelando aos acionistas reunidos para deixarem de lutar contra as moratórias que exigem rótulos nas embalagens contendo produtos ou ingredientes transgénicos.
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Reflexão – As halófitas vão fazer os aviões voar?

Um biocombustível muito mais barato e sustentável dos que existem atualmente está a ser desenvolvido pela Boeing no Masdar Institute, em Abu Dhabi. Alarmados pela má qualidade dos combustíveis desenvolvidos a partir de areias betuminosas, a Boeing avançou, em 2008, para a criação do Sustainable Aviation Fuel Users Group, do qual fazem atualmente parte um terço das companhias mundiais de aviação. 
A nova tecnologia baseia-se nas plantas halófitas, capazes de viver com água salgada e em solos áridos, como desertos. As halófitas contém lignina, uma macromolécula que lhe confere rigidez. A celulose da planta tem de ser separada da lignina para libertar acúcares, num processo que se tem revelado fácil e barato.
Da articulação da produção de biocombustíveis a partir das halófitas para a aquacultura foi um passo. A escassez de peixe selvagem está a estimular a expansão da aquacultura e, consequentemente a aumentar os impactos dos elevados níveis de nitrogénio, fósforo e potássio provenientes dos resíduos dos peixes e que permanecem suspensos nas águas salgadas. A integração destes dois sitemas permite uma aquacultura sustentável que não polui os mares e uma biomassa que pode ser usada para alimentar o crescimento das halófitas.
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Bico calado

  • “Hoje vocês (a JSD) não se distinguem do CDS e alguns de vocês nem sequer se distinguem da Mocidade Portuguesa, ou melhor, distinguem-se, mas para pior." Carlos Reis dos Santos, jurista, militante do PSD n.º 10757 e militante honorário da JSD, in Carta aberta ao presidente da JSD e seus compagnons de route, Público 18jan2014.
  • A Câmara de Tomar decidiu conceder tolerância de ponto uma vez por mês a todos os funcionários. Uma medida para compensar os cortes salariais vista com bons olhos por quem ali trabalha. Presume-se que, em vez de sairem mais cedo todos os dias, os funcionários ficarão com esse tempo acumulado num dia. Será, por isso, lógico e legítimo imaginar que, nesse dia livre, o funcionário poderá estar disponível para fazer uns biscates, tudo ao abrigo das leis da economia paralela. 
  • Suas excelências os diretores escolares já podem acumular as funções de direção de  escola com a de autarca. O problema parece persistir na incompatibilidade de suas excelências poderem dar aulas...
  • Relu Fenechiu, o antigo ministro romeno dos Transportes foi, condenado a 5 anos de prisão, por corrupção. Empresas suas venderam entre 2002 e 2005 a uma empresa estatal transformadores e comutadores elétricos ao preço de produtos novos, com um prejuízo para o Estado avaliado em 1,7 milhões de euros.
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Ex-presidente de câmara julgado por crimes ambientais


  • O ex-presidente da Câmara de Anadia Litério Marques (PSD) vai ser julgado por crimes ambientais, num processo relacionado com obras para a instalação da zona industrial de Alféloas, na freguesia de Arcos. Em causa está o abate de milhares de árvores, a extração de toneladas de saibro e o despejo de entulhos contaminados com chumbo e crómio, tudo numa zona de Reserva Ecológica.
  • O automóvel elétrico está a registar um enorme sucesso na Noruega graças aos apoios públicos que tem recebido. Subsídios de 5 mil euros anuais, estacionamento e recarga gratuitas, partilha da via do autocarro têm atraído muita clientela. Porém, os incentivos serão suspensos logo que forem vendidos 50 mil unidades... 
  • Mia Farrow apelou à sociedade para exigir respeito e responsabilidades das petrolíferas perante as vítimas das agressões ambientais cometidas contra a Amazónia equatoriana.
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Mão pesada

  • A CTS Printex, Inc. e a ADN Corporation estão obrigadas a investir 2 milhões de dólares na descontaminação de águas em Mountain View, Califórnia.
  • O Exército, a Marinha e a Força Aérea foram multadas em mais de 62 mil dólares por violações de regras de armazenamento de petróleo e outras substâncias perigosas nas suas bases de Fort Pickett, Newport News  e Joint Expeditionary Base Little Creek-Fort Story, na Virginia.
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Bico calado

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Obrigado, Pete Seeger


Aos 94 anos apagou-se uma chama que ajudava a iluminar o mundo. Figura inspiradora do movimento ambientalista norte-americano, Pete Seeger fez do banjo e da sua voz instrumentos de consciencialização ambiental e de luta pela defesa dos direitos humanos durante várias décadas e gerações.

Sailin’ up sailin’ down, hino da luta por um rio Hudson limpo, foi escutado, cantado, cantarolado, estudado e analisado em dezenas de aulas de inglês em escolas portuguesas durante os anos 80s e 90s como documento imprescindível para a compreensão da necessidade da preservação e defesa de um ambiente saudável para os vindouros. Obrigado, Pete. Continuas vivo nas nossas memórias e nos nossos corações.
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Metano de vacas provoca explosão

  • A Junta Regional da Extremadura  vai instalar um parque natural em Olivença que inclui parte da albufeira de Alqueva.
  • A Gazprom e a Gap são as vencedoras do Public Eye Awards de 2014 atribuídos pela Berne Declaration e pela Greenpeace suíça.  A Gazprom foi a primeira empresa a instalar uma plataforma de extração de petróleo, chamada Prirazlomnaya, na região offshore coberta de gelo do Mar de Pechora, no Ártico russo. A Gap, um dos maiores compradores de roupas fabricadas em Bangladesh, recusou-se a assinar um sobre Incêndio e Segurança de Construções em Bangladesh após o colapso da fábrica de Rana Plaza e a morte de mais de 1.100 funcionários. 
  • O metano expelido por 90 vacas provocou uma explosão numa unidade de produção agropecuária em Rasdorf, Alemanha. O incidente feriu um dos animais e danificou o teto da unidade.
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Bico calado

Sabe bem pagar tão pouco, por Filipe Tourais in O país do Burro.
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Porto: Lagos e fontes com bactérias perigosas


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Mão pesada

  • Um indivíduo foi condenado a uma pena de prisão de 8 meses, suspensa por dois anos, e multado em 800 libras por gestão ilegal de resíduos em Walburton, West Sussex.
  • Uma família foi multada em 458 mil libras por gestão ilegal de resíduos em St Austell, Cornualha.
  • Uma empresa de Tweedmouth e os seus responsáveis foram multados em 248 mil libras por infrações a regras de gestão de resíduos.
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Para quando uma ETAR Faro/Olhão?

  • O Centro de Interpretação e Museu da Serra de Sicó já tem luz verde da câmara de Pombal. Orçado em 2,6 milhões de euros, o projeto visa promover o turismo de natureza e a divulgação do desporto de montanha, facilitando visitas e/ou estadias de grupos e fomentando a realização de acções de conservação da natureza, da biodiversidade e da paisagem.
  • A Quercus manifestou-se indignada com os níveis de poluição na Ria Formosa e exigiu a construção urgente da ETAR Faro/Olhão, para evitar as interdições recorrentes de captura de bivalves.
  • Organizações ambientalistas, entre as quias o Ecology Action Centre, processaram o governo canadiano por ter autorizado o cultivo e a exportação de ovos de salmão transgénico à revelia de moratórias internacionais.
  • Quando o lixo se intromete em foto de turista na praia de Copacabana...

Como dessalinizar água do mar em casa.
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Reflexão - Eko Atlantic é um símbolo de apartheid climático

Eko Atlantic é um símbolo de apartheid climático, escreve Martin Lukacs no Guardian de 21 de janeiro

Resumo do Ambiente Ondas3:

Eko Atlantic vai ser uma cidade de 250 mil pessoas, com tudo do bom e do melhor que a civilização pode oferecer. Está a ser construída sobre uma ilha artificial ao largo de Lagos, na Nigéria. Tudo é e será privado. As suas relações públicas dizem que será sustentável, limpa e energeticamente eficiente, com um enorme enrocamento para evitar que a erosão, a subida do nível das águas do mar e as alterações climáticas deslocalizem milhares de pessoas como já aconteceu noutras zonas costeiras da Nigéria. Ao lado, Lagos afunda-se no desemprego, na economia paralela, em doenças, na falta de água e na dura luta pela sobrevivência onde cerca de 60% da população sobrevive com menos de um dólar por dia. O projeto de Eko Atlantic ancora-se no império financeiro do grupo Chagoury. Gilbert Chagoury foi conselheiro da ditadura nigeriana dos meados dos anos 1990s, tendo apoiado o general Sani Abacha no saque aos cofres públicos e na execução de centenas de manifestantes e de gente, como o ambientalista Ken Saro-Wiwa, que denunciava o saque levado a cabo pela Shell e outras petrolíferas. Eko Atlantic é, pois, o fruto do neoliberalismo, do saque da riqueza petrolífera de um país por parte de uma elite militar. E não será caso único. Preparem-se, porque as elites vão usar as alterações climáticas para transformar bairros, cidades, nações inteiras  em ilhas fortificadas. 
Há, felizmente, alternativas, como o projeto de requalificação do bairro de lata de Makoko, onde vivem 250 mil pessoas. Desenhado pelo arquiteto Kunle Adeyemi, feito com madeira barata e  impulsionado por bidões de plástico reciclados, inclui uma escola, paineis solares, telhados que capturam e guardam água e casas de banho secas. Makoko é um projeto para o povo, sem grades, com uma visão totalmente diferente do projeto de Eko Atlantic – partilha em vez de guardar e esconder, reduz a iniquidade em vez de aumentá-la, fomenta a resiliência de todos em vez de fugir do mal por parte de poucos, é um projeto que defende que as necessidades dos mais vulneráveis, e não os desejos dos mais ricos, devem ser o ponto de partida de qualquer esforço para combater a crise climática.
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Lágrimas de golfinho


A embaixadora norte-americana no Japão expressou sérias preocupações em relação à caça ao golfinho levada a cabo de maneira desumana por pescadores japoneses em Taiji Cove.

Tem toda a razão a senhora embaixadora: caçar e matar golfinhos desta maneira é uma barbaridade, quer seja feita por japoneses quer seja feita por dinamarqueses. Curiosamente, não tenho memória de ter visto um embaixador norte-americano expressar as suas preocupações em relação à mesma prática levada a cabo pela Dinamarca. Aliás, esta estória mostra à saciedade o que é a hipocrisia. Ou será que já nos esquecemos das atrocidades cometidas em Hiroshima, Nagazaki e Vietname? Para não falar em mais casos...
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Comissão Europeia abriu as portas à fraturação hidráulica

Ambiente, Ondas3, fraturação hidráulica
  • A Comissão Europeia abriu as portas à fraturação hidráulica ao publicar um guião que regulamenta a exploração do petróleo de areias betuminosas ou gás de xisto mas sem garantir proteção aos cidadãos contra eventuais riscos para a sua saúde. Para mais informação sobre a tecnologia da fraturação hidráulica, consulte as inúmeras postas que o Ambiente Ondas3 já escreveu. Eu já enviei uma carta aos responsáveis do Ambiente no meu país pedindo-lhes para que não aprovem o cultivo do milho transgénico da Pioneer. Se quiser fazer o mesmo, clique aqui.
  • A ponte Blackfriars, sobre o Tamisa, acaba de ser inaugurada como a ponte de energia solar maior do mundo após 5 anos de aplicação de 4400 paineis fotovoltaicos no seu telhado.
  • Andam a roubar lenha de casas em Candia, New Hamshire. Para a vender ou para se aquecerem?
  • A Índia duplicou a produção de energia solar em 2013 e prepara mais investimentos neste setor.
  • A China terá de investir 330 mil milhões de dólares, para além dos já anunciados 529 mil milhões, na busca de soluções de combate às alterações climáticas, sugere um relatório da Central University of Finance and Economics, em Beijing.
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Reflexão - Por que razão a cimeira de Davos acontece no maior centro de lavagem de dinheiro do mundo?

Ambiente, Ondas3

A emergência da Suíça como centro global de negociação de bens talvez pretenda esconder o enorme fluxo de capitais ilícitos, conclui um relatório do Center for Global Development.

Os recursos e bens como o cobre, o ouro e o petróleo são vendidos na Suíça a preços inferiores ao dos mercados mundiais para depois serem transacionados a preços muito mais elevados, conseguindo-se assim lucros fabulosos, partedos quais poderiam ter ido beneficiar os exportadores originais. E é aqui que o famigerado segredo bancário suíço dá uma ajuda. O relatório garante que os países em vias de desenvolvimento perdem entre 8 e 100 mil milhões de dólares por ano neste negócio ilícito.

Entretanto, debate-se em Davos a desigualdade de rendimentos entre ricos e pobres, o que faz com que os 85 maiores milionários do mundo (1% ) ganhem tanto como os restantes 99% da população mundial. Porém, Davos continua a convidar os milionários que fogem ao fisco. E de certeza que não vai seguir os conselhos da Oxfam: que as corporações deviam deixar de usar as offshores para fugirem ao fisco, que os lideres empresariais deviam apoiar a tributação progresiva, a oferta de saúde e educação e de um salário digno em todas as empresas que eles controlam.
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Mão pesada

A Alcoa World Alumina foi multada em 384 milhões de dólares por ligações à corrupção internacional concretizadas num caso de suborno no Bahrain.
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Ribeira dos Milagres continua a sofrer

Ambiente, Ondas3, Rio Gresso
  • A Ribeira dos Milagres, em Leiria, tem sido alvo, nos últimos dias, de descargas de efluentes suinícolas, denuncia a Comissão de Ambiente e Defesa daquele curso de água. Quase aposto que só quando a merda dos porcos começar a entrar pelas portas ou a sair pelas torneiras dos autarcas e deputados do arco do poder é que este problema vai ser resolvido.
  • A relva sintética popularizou-se e começa agora a revelar o seu lado negro. A borracha que reproduz a relva sintética contém chumbo e zinco, dois metais que podem gerar contaminação, tanto pela inalação em excesso quanto pelos plásticos gerados nos resíduos. Além disso, desidrata os atletas que têm que interromper a sua atividade para refrescar os seus pés mergulhando-os em baldes de gelo.
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Reflexão - O Plano Nacional de Barragens ou de como alguém anda a gozar connosco

Ambiente, Ondas3, Barragem, Foz Tua
Foto: Lusa/Público DR
Joanaz de Melo arrasa negócio das barragens no programa Olhos nos Olhos de 20 de janeiro, na TVI24. (60’)

Pontos selecionados por Ambiente Ondas3:

  • O Plano Nacional de Barragens vai gastar 15 milhões de euros para produzir apenas mais 05% da energia já produzida no país mas com grande impactos ambientais e sociais;
  • O Estado subsidia metade do que recebeu pelas concessões;
  • As barragens existentes representam cerca de 20% da energia produzida em Portugal;
  • As 9 futuras barragens vão ter um custo elevadíssimo porque vão ser colocadas em sítios pouco rentáveis mas com enormes impactos, vão ter custos altíssimos e vão produzir muito pouco, por isso são irrelevantes e desnecessárias;
  • Quem beneficia com este Plano são as elétricas, as grandes construtoras civis e a banca que financia todo o processo;
  • As elétricas beneficiam porque recebem subsíidios do Estado, e a forma como o projeto está montado faz com que o preço a que a energia é vendida seja mais caro do que a média do sistema;
  • Portugal inventou o capitalismo sem risco: as PPP nunca perdem dinheiro, quer passem ou não carros, quer se consuma ou não energia, e o país está falido, em parte, por causa deste tipo de esquemas
  • A fatura da eletricidade tem 3 componentes: o custo da produção da eletricidade, o custo da rede e os custos de interesse geral (vulgo subsídios pagos às hídricas e às térmicas);
  • Desde 2007 que o consumo de energia tem baixado devido à redução da produção industrial, à introdução de equipamentos mais eficientes em nossas casas e a ganhos energéticos na indústria;
  • Temos capacidade excedentária de produção de energia, neste momento estamos a trabalhar com cerca de 30% a mais de potência disponível no sistema elétrico, por isso a construção de mais 9 barragens não adianta nada; 
  • Só importamos energia porque a certas horas da noite a energia nuclear espanhola é mais barata do que aquela que produzimos;
  • Com as PPPs, as vantagens ficaram sempre do lado dos privados e o risco do lado do Estado. O Plano Nacional de Barragens é a 3ª maior PPP depois do Saneamento Básico a das Rodovias;
  • Uma albufeira destrói totalmente os ecossitemas ribeirinhos, por isso, seria lógico reforçar a potência de 6 das barragens existentes, porque, com pouco dinheiro, tornar-se-iam muito mais eficientes;
  • Poupar energia, não consumir energia (negawatts) é mais barato do que produzir mais;
  • O décicit tarifário de 5 mil milões de euros explica-se porque os portugueses pagam a energia a um preço mais baixo do que ela de facto custa, mais baixo do que o Estado aceitou reconhecer às empresas elétricas e porque desde sempre se apostou em Portugal produzir energia da forma mais cara possível me vez de apostar na eficiência energética;
  • Investir na eficiência energética tem um potencial de poupança na ordem dos 25-30% do total dos consumos e é 4 a 10 vezes mais barato do que fazer as 9 barragens novas;
  • Há muitas coisas que se pagam e sem qualquer razão: a cogeração fóssil, que significa produzir calor e eletricidade e isso significa ganhos de eficiência, por isso não precisa de ser subsidiado, mas estão a ser subsidiadas a um valor muito superior aos subsídios atrribsídios às eólicas;
  • Não há um mercado de eletricidade, há um cartel; 
  • Todos os nossos governantes têm um medo terrível da EDP – os subsídios indevidos que a EDP recebe (mil milhões de euros) são o grosso dos lucros da EDP. Estes lucros são ilegítimos porque decorrem em grande parte de subsídios atribuídos com base em pretextos como as garantias de potência ou os subsídios às novas barragens que são totalmente desnecessárias. Não seriam ilegítimos se houvesse um sistema concorrencial em se estivesse a pagar o valor justo pelo serviço prestado, mas não é isso que acontece.
  • Seria bom se houvesse benefícios fiscais pela melhoria da eficiência energética introduzida nas nossa casas e nas nossas empresas; 
  • Parar a linha Poceirão-Caia, que permitiria ligar a linha férrea de bitola europeia a Puebla de Sanabria e à Europa,  vai sair mais caro ao Estado do que parar a barragem de Foz Tua.
  • É mais barato por a funcionar a linha do Tua do que concretizar o esquema fantasioso da EDP de mobilidade que implica um elétrico, um teleférico e um barco.
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Bico calado

Portas, em 2004, enquanto ministro da Defesa e dos Assuntos do Mar, prometeu a salvação dos Estaleiros de Viana. Mas no momento em que a empresa é extinta e o seu património entregue a um dos grupos de pior reputação, ninguém vem pedir explicações ao vice-primeiro-ministro.” Paulo Teixeira Morais.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Espinho, cidade encantada e de luz

Ambiente, Ondas3, Espinho, Energia
2h da tarde de segunda-feira, 20 de janeiro de 2014: Luz acesa em Silvalde – foto de Hugo Magano.

Esta é uma cena que já vi repetida muitas e muitas vezes um pouco por todo o concelho de Espinho. É lamentável, para não usar outro adjetivo mais agressivo, especialmente tendo em conta que a câmara tinha uma enorme dívida para com a EDP e continua a nevegar no encapelado mar de dívidas a fornecedores e a empresas de que todas as semanas ouvimos falar. Seria, pois, de bom senso, que a autarquia tudo tentasse para reduzir essa dívida, nomeadamente reduzindo a sua fatura de iluminação pública. Porém, parece que nada tem sido feito para tal. Pior: há quase 8 anos que a situação não se altera. E, para avivar memórias, reproduzo o texto que escrevi na anterior casa deste blogue, no dia 18 de maio de 2006, intitulado «Autarcas contra poupança de energia»

“A esmagadora maioria dos vogais com assento na Assembleia Municipal de Espinho está contra a redução da factura da iluminação pública do seu município e, consequentemente, contra a poupança de energia e contra os objectivos estabelecidos pelo Protocolo de Quioto.
Tudo começou quando o BE apresentou na 2ª feira, 15 de Maio, uma proposta no sentido de a Câmara reduzir a factura da iluminação pública devendo, para tal, pedir à EDP para, de manhã, fazer desligar a dita iluminação mais cedo, e, à noitinha, ligá-la um pouco mais tarde. Rolando de Sousa, o vice-presidente com competências delegadas, pediu para informar que a Câmara tinha, desde Outubro de 2005, um grupo de estudo a avaliar os consumos de energia a nível interno, de modo a preparar um plano para melhorar o desempenho da autarquia no plano energético. Ninguém na Assembleia sabia disto. Concluindo a sua intervenção, Rolando de Sousa disse: ‘A renda que a EDP paga à Câmara chega para a câmara lhe pagar o consumo da iluminação pública. A Assembleia pode muito bem apresentar e votar unanimemente esta e outras recomendações do género que a Câmara não as vais seguir porque já está a fazer o que se recomenda.’ O PS corroborou a ideia, apelidando a proposta de redundante. A CDU alegou o bom funcionamento dos sensores que regulam o ligar e o desligar da iluminação pública e questões de segurança pública para solicitar a retirada da ideia de pedir à EDP que, de manhã, desligasse as luzes mais cedo e, à noitinha, as ligasse um pouco mais tarde. O mesmo pediu o PSD. Isolado naquela oca imensidão, o BE retirou este ponto que tanto uredo estava a provocar. Manteve o outro ponto da proposta: ‘recomenda à Câmara que encete medidas no sentido da poupança de energia nos seus serviços’.
Agora sim, estava encontrada uma solução redundante, inócua, esvaziada de qualquer sentido prático. Mesmo redundante, inócua e oca, a proposta mereceu uma abstenção e os votos contrários de 2 vogais que, não saciados, fizeram questão de empanturrar a acta com declarações de voto, igualmente redundantes, inócuas e ocas. Assim pensa e age a esmagadora maioria dos legítimos eleitos por Espinho.”
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Mais 2 centros de interpretação ambiental nos Açores


Ambiente, Ondas3, Açores
  • Os Açores vão ter mais dois centros de interpretação ambientalSerra de Santa em Bárbara, na Terceira e na Pedreira do Campo, em Santa Maria.
  • Cerca de 30 mil pessoas desceram às ruas de Berlim, exigindo uma agricultura mais sustentável e de mais respeito para com o ambiente e protestando contra a negociação do acordo de livre-comércio entre Estados Unidos e União Europeia, atualmente em curso. Os manifestantes criticaram as condições de criação dos animais, os transgénicos e a concentração de terras agrícolas nas mãos de grandes investidores e reivindicaram uma alimentação de melhor qualidade, um apoio mais ativo aos jovens agricultores e à agricultura biológica, além de pedirem a erradicação da fome no mundo.
  • Jose Bove prometeu ajudar as comunidades britânicas na luta contra a fraturação hidráulica da francesa Total.
  • Neil Young conseguiu angariar mais de 75 mil dólares para ajudar a luta dos índios da Athabasca Chipewyan First Nation, em Alberta, contra a expansão da mina de Jackpine, de onde a Shell quer extrair petróleo de areias betuminosas.
  • O Pakistão está a instalar uma central solar de 1.8MW no edifício do seu Parlamento, em Islamabad. O patrocínio é do governo chinês.
  • No Perú, os agricultores enfrentam os efeitos das alterações climáticas com algumas técnicas herdadas da civilização Inca. Para além da construção e manutenção das levadas e dos reservatórios, introduziram o boi pardo suíço, que suporta melhor o calor e a sede do que, por exemplo, o llama, e estão a restaurar pastagens e florestas em encostas erodidas.
  • Já viu um passeio de parque ou de jardim auto-iluminado à noite? Andri Antoniades tornou isso possível e a sua tecnologia já está a ser usada na Califórnia, em Inglaterra e na Holanda. Trata-se de um spray que é aplicado, por exemplo, sobre alcatrão. Contam-se milagres sobre esta tecnologia, desde a poupança de energia, à redução da criminalidade, à ausência de poluição luminosa, mas só vendo para crer.


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Bico calado

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Quantos m3 de água desperdiçados?

Ambiente, Ondas3, Espinho, Água
Espinho, cruzamento da rua 14 com a 29, 18 janeiro 2014. Foto de Débora Azevedo

Quantos m3 de água se desperdiçaram até esta rutura ter sido reparada?
O pior é que aconteceu numa zona que, há apenas 4 anos, foi requalificada. Apenas à superfície, claro. Canos de água e de esgoto não aparecem nas fotografias e o povo gosta de fotografias. Por isso, canos de água e de esgotos com dezenas de anos rebentam com frequência.
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Discoteca ruidosa à prova da lei

  • A Casa do Ribeirinho, em Matosinhos, há 13 anos que, durante a noite, toca música de tipo bate-estacas. Há vizinhos que não aguentam, tendo que, muitas vezes, dormir em hoteis para poderem repousar. Queixas e demandas junto da autarquia não produziram qualquer efeito. O caso anda pelos tribunias. E já há projeto para um bunker acústico: um prédio escultura em forma de paralelepípedo, com 37,5 metros de comprimento, seis de altura e dois de espessura. Este conflito é triangular e tem nomes: envolve uma vítima de ruído noturno, um produtor do ruído noturno e uma autoridade. Já repararam que estamos sem saber o nome da empresa ou o diretor da empresa que produz ruído há 13 anos? Para que serve uma autarquia? A de Matosinhos não é única. Muitas outras parecem tocar pela mesma partitura, como a de Espinho
  • Descargas poluentes foram registadas, nos últimos dias, no troço final do rio Alviela, em Pernes e Vaqueiros. Não há certezas se estas ocorrências tiveram origem no sistema de condutas que encaminha efluentes de indústrias de curtumes para a ETAR de Alcanena, no mau funcionamento desta ETAR ou em explorações pecuárias da região. 
  • Já ouviu falar em Prodelite? É um novo produto feito a partir da reciclagem de resíduos de plástico, esferovite e papel  e que abre novas perspetivas para a estacaria, paletes, passadiços de praia, decks, etc. 
  • Festival de Imagem de Natureza de Vouzela, 25-26 janeiro.
  • Uma estória muito interessante que mostra que o turismo de natureza é produtivo.
  • Pequenos monstros: guia de campo de químicos perigosos, pela Greenpeace.
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Reflexão: Martin Luther King e a luta pela justiça social e ambiental.

Ambiente, Ondas3, MLK
Martin Luther King e a luta pela justiça social e ambiental - resumo de texto publicado por Nuisance Industry.

Martin Luther King pode nunca ter ouvido ou usado o conceito de justiça ambiental, mas hoje, ao celebrarmos mais um aniversário dele, agradecemos o seu exemplo, as suas contribuições e a sua esperança. 
Um dos muitos efeitos corrosivos da segregação racial nos Estados Unidos é a exposição desigual aos resíduos e substâncias perigosas por parte dos negros residentes tanto em zonas urbanas como rurais. A consciência do racismo ambiental cresceu na década de 1980, após uma série de incidentes, incluindo a implantação de aterros de resíduos perigosos em Houston e os protestos levados a cabo em 1982 contra o despejo de bifenilpoliclorados (PCB) em Warren County, na Carolina do Norte, durante os quais uma pessoa foi presa. 
Depois da evacuação dos bairros à volta do aterro de resíduos químicos de Love Canal, em New York, cresceram as preocupações de que mais comunidades estivessem afetadas por doenças, nomeadamente o cancro. Os problemas de saúde entre as comunidades negras que viviam perto de aterros de resíduos perigosos começaram a aumentar de tal maneira que a  United Church of Christ's Commission for Racial Justice encomendou um estudo sobre a situação. O relatório, publicado em 1987, concluía que as comunidades com maior população étnica e racial também convivia com um maior número de aterros de resíduos perigosos.
Toda esta consciencialização ambiental, toda esta luta pela justiça ambiental começou nos últimos dias de Luther King, na altura (fevereiro de 1968) em que os lixeiros negros de Memphis se uniam na luta por melhores condições de trabalho. Tudo porque dois lixeiros tinham morrido trucidados pelo mecanismo de compactação dos resíduos quando tentavam abrigar-se da chuva torrencial. As autoridades locais tentaram contratar fura-greves brancos, mas não o conseguiram. O trabalho era desprezado pelos brancos por ser considerado socialmente degradante, mal pago, sujo, duro, penoso e extremamente perigoso. 
A greve dos lixeiros negros de Memphis tornou-se, assim, simlólica a nível nacional. E, apesar da morte de Luther King às balas de um assassino, a sua morte não foi em vão. Memphis fez um acordo com os lixeiros grevistas concedendo-lhes o direito a sindicalizarem-se e melhorando as suas condições de trabalho. 
O exemplo de não violência assumido por Luther King foi seguido numa série de outros protestos envolvendo problemas ambientais. O mais recente foi frente à Casa Branca, em 15 de janeiro de 2014, contra a expansão do famigerado Keystone XL, um oleoduto para transportar crude de areias betuminosas de Alberta, no Canadá, para vários ptonos dos EUA.

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Mão pesada

O proprietário de uma discoteca do bairro do Jacintinho foi autuado e teve seu estabelecimento interditado por produzir volume de som acima dos valores estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas.
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Bico calado

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sábado, 18 de janeiro de 2014

São Bento: praia jurássica é mais valia para a economia local


Ambiente, ondas3, Praia
  • A Junta Freguesia de São Bento, concelho de Porto de Mós, Leiria, onde foram descobertos vestígios de uma praia jurássica, reclama contrapartidas do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que autorizou a retirada de fósseis do local. Tudo porque, a partir do momento em que os 60 fósseis de ouriços-do-mar, estrelas-do-mar e lírios-do-mar com 170 milhões de anos foram descobertos numa zona de maciço calcário na antiga Pedreira da Ladeira, naquela freguesia, em pleno Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, que se formam romarias para os visitar e os autarcas pensam que o sítio poderá representar uma mais-valia para a economia da região. Exige-se, por isso, melhores acessibilidades para o local, a instalação de paineis informativos e a instalação de réplicas dos originais no local.
  • Apesar dos protestos contra as desnecessárias e dispendiosas obras de remodelação da rua Vitoria em Gamonal, Burgos, que provocaram desacatos e se estenderam a dezenas de outras cidades, a autarquia insiste em avançar com a obra.
  • Freedom Industries, a empresa responsável pelo derrame de 4-Metilciclohexano Metanol, uma substância química utilizada na indústria do carvão, no rio Elk e que provocou a proibição do consumo de água na West Virginia durante alguns dias, apresentou pedido de falência. Para além de estar a dever 2,4 milhões ao fisco, trata-se de um grande truque para evitar as dezenas de processos judiciais que neste momento pesam sobre os responsáveis.
  • Perante os desastrosos níveis de poluição do ar registados em várias cidades chinesas, os paineis informativos têm transmitido muitas mensagens deste tipo: proteger o ambiente atmosférico é responsabilidade de todos.
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Reflexão

Um norte-americano leilou, por 350 mil dólares, a caça e o abate de um rinoceronte preto. De caçador tornõse caçado, vítima de ameaças veiculadas por redes sociais. E tudo com a melhor das intenções: ajudar os pobres da Namíbia.
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Mão pesada

A filial da Shell na Hungria foi multada em 25 milhões por informação enganosa aos seus clientes inserida numa campanha que alegava redução do consumo ddo comsbutível da marca.
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Bico calado

Garcia Pereira: Os Mercados não são outra coisa que os grandes Bancos.
  •  "(...) Como se o Parlamento fosse uma juventude partidária e o referendo uma norma estatutária com a qual se pode brincar para atingir outros objectivos. Como se a política fosse uma loja de conveniência onde alguém pudesse decidir desta forma:
— Olhe, eu precisava de tramar aqueles sujeitos ali do lado. Tem alguma coisa?
— Óptimo, porque não experimenta o referendo?
— Tem em promoção?
— Isso não. E tem de pagar taxa de disciplina de voto."
Miguel Gaspar in A primeira derrota do referendo, in Público 17jan2014.
  • Paulo Sanches, Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, contratou Rui Antunes, presidente daquela escola pública, um mês depois do líder do IPC lhe delegar competências para o poder contratar. É o que consta do Despacho  n.º 9674/2013, publicado no DR, 2.ª série, n.º 140, de 23 de julho de  2013, revela o Notícias de Coimbra.
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Faltam 13 milhões de colmeias

Ambiente, Ondas3, Praia, Litoral, Brighton
Foto:  Emily Hunt/GuardianWitness
Esta fotografia tocou-me. Passeei aqui por duas vezes, a primeira em finais de 1980, a segunda em princípios dos 1990s. Nunca imaginei poder ver este passeio, ao longo da praia de Brighton, cheio de "areia", quase cobrindo os bancos. É que do passeio para a praia ainda vai uma altura considerável...
O Guardian seleccionou fotografias enviadas por leitores e que registam os efeitos dos temporais que também assolaram o Reino Unido.
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Mão pesada

  • A Langley Skip Hire, de Oldbury, foi multada em 100 mil libras por ilegalidades na gestão de resíduos e os diretores condenados a períodos de detenção entre 6 e a8 meses e impedidos de gerir empresas durante 7 anos.
  • A fabricante de óleo de palma PT Kallista Alam foi multada em 30 milhões de dólares por abate ilegal de floresta em zona de ecossistema protegido de Sumatra.
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Bico calado

As cunhas do governo de Passos-Portas nos negócios do BES e da Teixeira Duarte na Venezuela.
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

S. Pedro da Cova: fundos europeus para remover resíduos perigosos ainda não estão perdidos

Ambiente, Ondas3, Minas

Portugal ainda não perdeu a oportunidade de receber 9 milhões em subsídios europeus para remover resíduos perigosos das antigas minas de S. Pedro da Cova, em Gondomar.

Esse risco esteve iminente na sequência da impugnação do concurso público para a remoção dos resíduos ter sido objeto de uma decisão parcialmente favorável a uma das 14 concorrentes. Porém, Portugal arrisca-se a ser processado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia por não ter resolvido, dentro do prazo de dois meses e apesar das advertências comunitárias, este problema de risco grave para a saúde pública.
No meio deste imbróglio, o presidente da União de Freguesias de Fânzeres e S. Pedro da Cova, Daniel Vieira (CDU), tenta, no Parlamento, pela terceira vez, encontrar uma saída. “Que fiscalização estão os deputados a fazer? A Assembleia da República deixou cair isto, deixou de acompanhar o problema, e tão responsável é quem depositou ali os resíduos, com autorização do Governo de então, como quem deixa que eles ali permaneçam”, protesta.

Além da desgraça, o desmazelo, costumavam dizer os antigos perante situações deste tipo. É a fatura de nos terem andado a entreter com estórias da troika e de nos andarmos a entreter com futebois e telenovelas.

O Ambiente Ondas3 continuará a manter-se atualizado sobre este caso.
Cenas passadas:
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Reflexão - A verdade acerca do arsenal nuclear de Israel

Desde os anos 50 que Israel tem rouba segredos nucleares e produz bombas em segredo. Os governmos ocidentais, nomeadamente o Reino Unido e os EUA, fazem que não vêem. Então como queremos que o Irão reduza as suas ambições nucleares se os israelitas não o fazem?

Vale bem a pena ler o texto original na íntegra. É de Julian Borger e foi publicado no Guardian de 15 de janeiro.
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Bico calado


  • O BES e o Credit Suisse, o sindicato bancário que financiou a compra dos dois submarinos, tirou partido da crise financeira do País para obrigar o Governo a pagar, a pronto, mais de mil milhões de euros, em dezembro de 2010, no tempo de Sócrates e Teixeira dos Santos. Quatro meses depois, Portugal teve de pedir um resgate. Os juros de mora por incumprimento atingiam os 7%. CMTV 1:37
  • Câmara de Gondomar, liderada pelo Valentim Loureiro (PSD), investe meio milhão de euros em casas para vender a preço de saldo.
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

As cheias do Mondego


População de Coimbra exige resposta para as cheias do Mondego, diz a RTP.

Como assim? 
Não é a população, são os proprietários dos restaurantes implantados nas margens do Mondego nos últimos anos. E não são as alterações climáticas responsáveis pelas cheias, são as ações dos homens, dos decisores, são as políticas autárquicas e governamentais que têm contribuído para as cheias. Como? 
(1) Permitindo a construção de edifícios nas margens de rios, quase em cima deles e em leitos de cheia, 
(2) autorizando a impermeabilização de cada vez mais áreas através do abuso do cimento e do asfalto, 
(3) abatendo árvores junto das margens dos rios e substituindo as zonas onde antes havia raizes por zonas de relvados, que não absorvem a água tão bem como as raízes. 

E não são anónimos, na rua, que, julgando ter conhecimentos e competências para tal, vão sugerir as medidas que a autarquia deve tomar, especialmente numa cidade famosa pelas sua velha universidade. 
E, já agora, se alguns media em vez de serem tão apressados e superficiais, tentassem analisar melhor as situações, talvez as pessoas começassem a compreender melhor o mundo que as rodeia e deixariam de apoiar e pactuar com tanta asneira ou, até, tudo fariam para que o erário público deixasse de ser gasto a perpetuar erros.
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Açores vendem criptoméria


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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Zaragoza: Conferência Internacional sobre Água e Ambiente



Estranho imenso nenhum português ter sido convidado ou ter-se feito representar neste importante fórum mundial. Tantos rios, tanta barragem em construção e ninguém para nos representar lá fora. Muito estranho, mesmo. Parece que só prestamos para servir burocratas em Bruxelas e financeiros em Londres e Nova Iorque
Ou então só temos olhos para mendigar subsídios, pelo menos a fazer fé na página da Agência Portuguesa do Ambiente, onde somos informados de que, em Bruxelas, a 24 de janeiro, há uma sessão de informação sobre oportunidades de financiamento público para as PME no setor da água. Vagamente relacionado: sabia que entre 1951 e 2013 houve 178 conflitos regionais por causa do acesso à água?
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Fatura da reposição de areia na praia de Pedrógão enviada à Agência Portuguesa do Ambiente


  • A Câmara de Leiria repôs cerca de 15 mil metros cúbicos de areia na praia do Pedrógão, após os estragos causados pelas marés vivas da semana passada. O presidente da câmara, Raul Castro, diz ter gasto mais de 5 mil euros, fatura que vai enviar à Agência Portuguesa do Ambiente.
  • O Banco Mundial, através da International Finance Corporation, é acusado de ter emprestado 30 milhões de dólares à Corporation Dinant, uma empresa hondurenha de óleo de palma suspeita de ligações a assassinatos e de ações de despejo forçado em Bajo Aguán.
  • A Pioneer-DuPont, a Syngenta e a Agrigenetics Inc. (uma filial da Dow Chemical) interpuseram uma ação judicial para tentar bloquear uma lei recentemente aprovada em Kaua, no Hawaii, que exigia às empresas de transgénicos informação sobre a localização de campos de testes, sobre o tipo e quantidadede pesticidas aplicados e a criação de zonas tampão entre campos com cultivos transgénicos e áreas públicas como escolas, hospitais e parques.
  • Manifestantes acorrentaram-se a bulldozers no acesso para a mina de carvão de Maules Creek, em Nova Gales do Sul, Austrália. Pretendem impedir o abate de imensa floresta que sustenta comunidades indígenas para depois possibilitar a construção de estrada e linha férrea.
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Reflexão – gastar milhões para tornar as cheias inevitáveis?

Todos os anos a Europa gasta milhares de milhões do erário público em políticas que tornam as cheias inevitáveis e destroem casas e vidas, denuncia George Monbiot em longo artigo publicado no Guardian de 13 de janeiro

Tudo porque 
(1) se paga para abater árvores para aumentar as áreas de pasto para gado, mesmo sabendo-se que a velocidade de absorção da água das chuvas em terrenos com árvores é 67 vezes mais rápida do que em terrenos com erva; 
(2) se paga a técnicos para aconselhar outros países a protegerem as suas florestas e para liderar projetos de reflorestação mas esquecemo-nos de trazer a lição para casa; 
(3) se paga para lavrar mal e na época errada terrenos de encosta, fazendo com que, por exemplo em 2000-2001, uma casa nos South Downs tenha sido inundada 31 vezes e outra, em Suffolk, 50 vezes; 
(4) se paga para entubar, esticar, dragar e eliminar curvas de rios sabendo-se que tudo isso aumentar o volume de água e faz acelerar a velocidade de deslocação dessa água que, por sua vez, acelera os fatores de erosão e transporte de todo o tipo de resíduos.
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Bico calado

  • “A recente "remodelação" governamental, além de ser uma farsa chilra, é a continuação do jardim-de-infância em que o poder se foi transformando. A manifesta falta de experiência de vida, a ausência de cultura democrática, a carência de leituras e o afastamento da reflexão em favor do tró-la-ró, espelham-se nas próprias frases descosidas e titubeantes dos escolhidos. Repete-se a evidência de que as "jotas" têm sido um manancial de ociosos espevitados que vai "formar" o grosso dos sucessivos governos.” Baptista Bastos in Uma voz clara contra os embustes que circulam, JNegócios 10jan2014.
  • “Muitas vezes, quando algum desalento cala fundo, nestes doces invernos, refugio-me em memórias literárias para recuperar esperanças que se esvaem e afastar o pesadelo de pensar que os meus netos (ou bisnetos) visitarão um dia a Igreja de Santa Engrácia, feita Panteão Nacional, para aí prestar homenagem à que teria sido a nossa melhor selecção de futebol de todos os tempos. Preferia que fossem, com tal propósito, ao cemitério dos Prazeres, como milhares de pessoas visitam o cemitério Père Lachaise, em Paris, para homenagear quem lá repousa: Balzac, August Comte, Paul Éluard, Oscar Wild, Proust, Maria Callas, Edit Piaf, Jim Morrison e Laurent Fignon, um admirado ciclista francês, entre muitos outros desportistas, filósofos, escritores, poetas, compositores e músicos. Mas rendo-me às evidências: cada país tem a dimensão que tem, porque os deputados eleitos, unanimemente, assim querem”. Tomás vasques in O regresso ao passado, Jornal i 13jan2014.
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Carros fora do centro de Bruxelas?


Ambiente, Ondas3, Trânsito
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Mão pesada

A fabricante de baterias Exide Technologies está juridicamente obrigada a investir 7.7 milhões de dólares em melhorar a rede de pluviais e o sistema de filtragem de emissões de arsénico na sua unidade de Huntington Park.
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Bico calado

  • Os salários baixos são maus para os negócios, especialmente no setor dos serviços, avisa Zynep Ton,  professora de Gestão no MIT. 
  • 11 deputados da Madeira julgados por desvio de subvenções.
  • “A principal causa da bancarrota de Detroit foram os juros predatórios do swap impingido à cidade pelos banqueiros de Wall Street e assinado pelo antigo mayor Kwame Kilpatrick em 2005. Muitos estados, municípios, agrupamentos escolares e outras instituições públicas subscreveram contratos de swap semelhantes durante a década passada. Estes acordos têm feito com que os grandes bancos estejam a pillhar sistematicamente os orçamentos públicos em todo o país, criando condições para a bancarrota em dominó de muitos municípios.” Thomas Gaist.
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domingo, 12 de janeiro de 2014

Poeira de cimento sobre Alhandra


Ambiente, Ondas3, elefante
  • Algumas zonas de Alhandra voltaram a aparecer cobertas de poeira de cimento. A Cimpor diz que foi um acidente pontual. 
  • A Radio Disney de Ohio, patrocinada pela Ohio Oil e pelo Gas Energy Education Program, promoveu, durante algum tempo, o conceito de fraturação hidráulica em dezenas de escolas primárias do Ohio como sendo uma tecnologia altamente benéfica. O programa foi abandonado após vários protestos de pais e a recolha de 80 mil assinaturas para uma petição para acabar com um programa que defendia uma tecnologia responsável por sismos e contaminação de lençóis freáticos.
  • O Maine é o segundo estado norte-americano a exigir a rotulagem dos produtos que incluem alimentos transgénicos.
  • A baía de Guanabara encontra-se muito poluída, o que levanta preocupações para as equipas de atletas olímpicos que treinam na zona. Há quem diga que, a 30 meses dos Jogos Olímpicos, conseguir tratar 80% dos esgotos locais seja uma ideia demasiado otimista. Ao lado, a praia do Botafogo, tem águas impróprias para nadar e não foi por acaso que em 2013 não conseguiu uma única avaliação positiva, diz a BBC.
  • Um elefante morreu e causou a consternação geral dos paquidermes, tratadores e guardas do parque nacional de Kaziranga, na Índia. Chamava-se Joyraj, morreu com 73 anos, já aposentado, tendo vivido 65 no parque, onde se tornou famoso por ser o maior, por ter participado em ações contra a caça furtiva e em operações de resgate de animais durante cheias, por ter transportando turistas e funcionários em campanhas de census, por ter liderado cortejos em festivais de paquidermes e por ter resolvido conflitos entre elefantes em períodos de acasalamento.
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Mão pesada

  • A Presstek, Inc., de Hudson, New Hampshire, foi multada em 116 mil dólares por violações a regras de gestão de resíduos perigosos.
  • A petrolífera Kallista Alam foi multada em 9,4 milhões de dólares por abate e queima ilegal de floresta para plantar palma para produzir óleo. A empresa está ainda judicialmente obrigada a investir 20,7 milhões na reabilitação daqueles terrenos.
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Bico calado

  • As doces vinhas da ira, por Boaventura Sousa Santos.
  • “Mesmo assim, se  tudo o que pensamos, tudo o que ouvimos, tudo o que lemos, tudo o que sentimos, pudesse ser registado, e em grande parte pode, não dá lá um número muito grande, bem pelo contrário. Ou seja, espreme-se a “alma” de um ser humano e saem meia dúzia de petabites na melhor das hipóteses. Não é muito pois não?” PachecoPereira in Um Mar de Papel, Público 11jan2014.
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sábado, 11 de janeiro de 2014

Desordenamento tem agravado vulnerabilidade da orla costeira e aumentado os riscos

Ambiente, Ondas3,
Foto: Wong Maye-E/AP 
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Reflexão – quando é que as eólicas dão prejuízo?

As recentes tempestades que se abateram sobre a Europa do norte fizeram rodar as turbinas a um titmo tal que a produção foi tanta que os preços da energia atingiram níveis negativos. Este fenómeno tem sido cada vez mais frequente porque esta energia ainda não pode ser armazenada em grandes quantidades. Por isso, há gente a defender uma travagem na implantação de eólicas. Objetivo: manter os preços altos! 
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Mão pesada

  • Manlio Cerroni, o proprietário do maior aterro europeu, situado nos arredores de Roma, foi condenado a prisão domiciliária. A mesma pena foi aplicada a um governador regional e a 6 outros cidadãos.  O aterro de Malagrotta deveria ter sido encerrado em 2007 por inconformidades apontadas pelas autoridades europeias, mas o Chefe do Lixo foi sempre conseguindo licenças. O aterro fora encerrado em outubro de 2013. Umas feriazinhas para quem declara rendimentos anuais de mais de mil milões de euros...
  • Um indivíduo foi multado em 200 mil libras por gestão ilegal de central de resíduos de madeira em Mansfield e Sheffield.
  • A Oregon Door Company, de Dillard, foi multada em 50 mil dólares por ultrapassar os limites de emissões de tolueno.
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Bico calado

“(...) A nacionalização de Eusébio é, desde logo, uma matéria tensa. Eusébio faz parte de uma narrativa nacional portuguesa imperial e pós-imperial. Esta, vista por muitos como um encontro cultural, foi, na verdade, e apesar de uma inegável história em comum, erguida pela violência, pela exploração e por relações de poder radicalmente desiguais. Tudo questões de índole pouco comemorativa que não interessam à moderna diplomacia económica, legitimada por uma ideia de lusofonia global mais preocupada com os negócios do que com a vida das populações. (...) Como se tivessem sido instruídos pela mesma agência de comunicação, líderes políticos, sacerdotes e comentadores repetiram até à exaustão as mesmas palavras mágicas: "humilde", "simples", "compreensivo". (...) Durante o Estado Novo, estes adjectivos sempre se colaram a uma idealização do africano assimilado, simples, humilde, mas também conformado e passivo. A passividade e o conformismo, eufemisticamente travestidos de "humildade" e "simplicidade", eram a moeda de troca pelo acesso à "civilização". A mesma ideia aplicava-se, aliás, no mesmo período, aos desejos de formação de uma classe trabalhadora respeitável, humilde, simples e resignada com o seu lugar. Quarenta anos depois do 25 de Abril, a permanência de algumas classificações sociais, que se erguem enquanto normas de comportamento ideais, revelam como perduram as representações de um certo povo imaginado pela elite, um povo que é bom por ser simples, humilde e conformado. (...)”. Nuno Domingos in As lutas pela memória de Eusébio, Público 9jan2014.
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

75% dos municípios ainda não elaboraram planos de manutenção da rede de abastecimento de água e esgotos

Ambiente, Ondas3, Montanha, Neve
Foto: Peter Mooney
  • A maioria dos autarcas da Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes (Vinhais, Bragança, Miranda do Douro, Mogadouro, Vila Flor e Vimioso) está contra a privatização da água porque isso irá triplicar o preço atualmente cobrado aos munícipes. Apenas os presidentes da Câmara de Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros e Mirandela apoiam a privatização. Vagamente relacionado: um ano após o início da obrigatoriedade de elaborar planos de manutenção da rede de abastecimento de água e saneamento, apenas um quarto do território nacional já dispõe de planos, alerta Helena Alegre, do LNEC. 3/4 dos autarcas portugueses devem andar a ocupar o tempo com outras coisas que consideram mais importantes, mais vistosas, mais mediáticas. Os esgotos não se vêem, não dão votos, e quando rebentam, a culpa é sempre do presidente anterior.
  • O Agrupamento de Escolas Serafim Leite foi um dos 3 vencedores do “Prémio Escolar Montepio”. O Projeto “Serafim Leite sustentável” assenta em três eixos de sustentabilidade: energia (enfoque nos leds), património (repositório de vídeos sobre o património industrial e edição de um livro coletivo) e ambiente (Bio horta tecnológica).
  • O aeroclube ilegalmente instalado nas antigas salinas da povoação do Arelho, na margem nascente da Lagoa de Óbidos, vai ter de se mudar por não ser compatível com os objetivos de protecção ecológica e ambiental de áreas integradas na REN. 
  • Muitos agricultores norte-americanos estão a interpor ações judiciais contra a Monsanto com o objetivo de não só defenderem as suas sementes da contaminação dos cultivos da gigante dos transgénicos por alegada mas também de se defenderem a si mesmos perante eventuais acusações, por parte da Monsanto, da violação de patentes.
  • Centenas de japoneses sofreram vómitos, diarreia e dores instestinais após a ingestão de pizzas e croquetes produzidos pela Aglifoods, filial da gigante de gelados Maruha Nichiro, contaminados com um pesticida.
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